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	<title>OCOMPRIMIDO.COM &#187; verdade</title>
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	<description>Sua dose diária de contra-informação</description>
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		<title>Harvard: Carne? Laticínios? Utilize com moderação</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 20:10:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A escola de Saúde Publica de Harvard publicou recentemente uma nova versão de seu “Healthy Eating Plate” (algo como “Prato Saudável”), que é uma versão moderna da pirâmide alimentar. Segundo os especialistas que participaram do desenvolvimento do novo guia prático da universidade, a conclusão sobre os laticínios do “Healthy Eating Plate” baseou-se em afirmações de Harvard [...]]]></description>
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<p style="text-align: justify;">A escola de Saúde Publica de Harvard publicou recentemente uma nova versão de seu “Healthy Eating Plate” (algo como “Prato Saudável”), que é uma versão moderna da pirâmide alimentar.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo os especialistas que participaram do desenvolvimento do novo guia prático da universidade, a conclusão sobre os laticínios do “Healthy Eating Plate” baseou-se em afirmações de Harvard tais como: <em>“ …o cálcio é importante mas o leite não é a única, nem sequer a melhor fonte”</em>. A renomada instituição norte-americana indica a redução de laticínios em uma alimentação saudável.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles também garantem que o estudo não sofreu<em> loby</em> da indústria. Na verdade, nem haveria como, com resultados como esses.</p>
<p style="text-align: justify;">A publicação alerta também que nenhuma quantidade de carne processada como bacon, salsichas e similares é segura.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<div id="attachment_2919" class="wp-caption aligncenter" style="width: 555px"><a href="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2012/01/healthy-eating-plate-600_605.jpg"><img class=" wp-image-2919 " title="HealthyPlate_9.9.11" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2012/01/healthy-eating-plate-600_605.jpg" alt="" width="545" height="363" /></a><p class="wp-caption-text">Researchers say that when you compare the Harvard Healthy Eating Plate with the USDA’s MyPlate, the shortcomings in the government’s guide are evident. (Harvard)</p></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Referências (em inglês):</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://news.harvard.edu/gazette/story/2011/09/harvard-serves-up-its-own-plate/">http://news.harvard.edu/gazette/story/2011/09/harvard-serves-up-its-own-plate/</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.care2.com/greenliving/harvard-declares-dairy-not-part-of-healthy-diet.html">http://www.care2.com/greenliving/harvard-declares-dairy-not-part-of-healthy-diet.html</a></p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: <a title="vegass" href="http://vegetariass.tumblr.com/post/15247718967/laticinios-maleficos" target="_blank">Vegass</a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Notadocomprimido: Isso já era conhecido dos estudiosos há muito tempo, e quem me conhece sabe que já venho tentando alertar as pessoas. Estava preparando um texto sobre o assunto, mas pelo visto não será mais necessário <img src='http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Utilize com moderação.</em></p>
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		<title>André Siqueira: Imposto pago não é dinheiro roubado</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 04:51:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil é mesmo um país de contradições. Na manhã da terça-feira 13, um grupo de pessoas acompanhou a contagem do Impostômetro, o marcador gigante instalado pela Associação Comercial de São Paulo no centro da cidade para medir a arrecadação do governo. Neste ano, diz a entidade, atingimos a marca de 1 trilhão de reais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/themes/retromania/retromania/images/CHAMADA-dosediaria.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil é mesmo um país de contradições. Na manhã da terça-feira 13, um grupo de pessoas acompanhou a contagem do Impostômetro, o marcador gigante instalado pela Associação Comercial de São Paulo no centro da cidade para medir a arrecadação do governo. Neste ano, diz a entidade, atingimos a marca de 1 trilhão de reais 35 dias mais cedo do que em 2010. A cifra foi acompanhada por vaias do grupo de pessoas aglomerado diante do display. Não as culpo. Vende-se, por estas bandas, a ideia de que dinheiro de imposto é dinheiro subtraído da sociedade. Um argumento tão repetido pela mídia (e pela oposição ao governo) que, para muitos, se tornou uma verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Virou quase lugar-comum dizer que o Brasil é um dos campeões mundiais em impostos, e comparar nosso pacote de serviços públicos com os oferecidos por países com carga tributária igual ou maior.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses argumentos deixam de lado dois detalhes importantes: somos também destaque mundial em desigualdade social, e temos uma massa de desassistidos comparável apenas a países como China e Índia. Ou seja, sai caro, muito caro, para uma nação com tal perfil, oferecer, mesmo precariamente, uma estrutura de amparo universal.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, uma alta arrecadação é algo a ser comemorado, e não lamentado. É sinal de que o governo eleito democraticamente dispõe de mais recursos para atender às necessidades da população que o elegeu. Como alguém em sã consciência pode reclamar da saúde e da educação públicas e querer ir às ruas protestar por menos impostos? Exigir das autoridades o melhor uso possível dos recursos do orçamento é um dever cívico em qualquer país, assim como cobrar o combate permanente à corrupção. Mas imaginar que um governo será capaz de, com menos dinheiro, sustentar a máquina estatal, fazer os investimentos necessários (para ontem) em infraestrutura e melhorar o pacote de serviços à população é simplesmente absurdo!</p>
<p style="text-align: justify;">Em um brilhante artigo publicado recentemente no Valor Econômico, o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, mostrou que a desigualdade social, medida pelo índice Gini, caiu 9,5% entre 2003 e 2009. Sem os gastos em programas de transferência de renda realizados na última década, a melhora teria sido de apenas 1,5%. No mesmo texto, Pochmann levanta uma questão que tem méritos de sobra para tirar o sono dos brasileiros: por que os ricos pagam, proporcionalmente, tão menos impostos?</p>
<p style="text-align: justify;">A reforma tributária pela qual nossos formadores de opinião deveriam se empenhar passa, necessariamente, pela troca de impostos que recaem sobre o consumo – e penalizam os consumidores indistintamente – por uma estrutura mais progressiva. <strong>É possível, sim, criar novas (e mais altas) alíquotas de IR para faixas de rendimento mais elevadas, elevar os encargos sobre itens supérfluos e de luxo, taxar grandes fortunas (a exemplo do que faz a Inglaterra e outros países desenvolvidos) e aparelhar melhor a equipe da Receita Federal até que ninguém consiga passar um fim de semana tranquilo em sua mansão no Guarujá sem a certeza de estar em dia com o Leão</strong><strong>.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A estrutura social brasileira é perversa sobretudo porque dá àqueles que deixam a base da pirâmide a sensação de estar muito acima da maioria. Ainda que continue a anos-luz de distância do topo, parte da classe média é mortalmente tentada a comprar um discurso que interessa apenas a quem está lá em cima.</p>
<p style="text-align: justify;">Não se iludam: um cofre público mais gordo revela que a economia está em crescimento, e que a inclusão social trouxe mais gente para dividir o fardo de sustentar o País. A alta na arrecadação também pode indicar avanços do Fisco no combate à sonegação – um mal tão danoso à sociedade quanto a corrupção. O combate à evasão tributária deveria ser festejado sobretudo por quem tem sua fatia descontada diretamente no salário, e não conta com recursos de “engenharia financeira” para pagar fugir às obrigações, nem remete recursos a paraísos fiscais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong><strong>Por<a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/impostos-pago-nao-e-dinheiro-roubado"> André Siqueira – Subeditor de Economia de CartaCapital.</a> Via <a title="dinheiropagoimposto" href="http://www.viomundo.com.br/politica/andre-siqueira-imposto-pago-nao-e-dinheiro-roubado.html" target="_blank">Viomundo</a>.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Notadocomprimido: A criação de imposto progressivo, onde os mais ricos paguem, no MÍNIMO, o mesmo porcentual de impostos que as classes menos favorecidas, é não só importantíssimo como fundamental para o país dar uma guinada rumo a um futuro menos desigual. E há ainda a questão da impunidade, punir as empresas e grandes fortunas com multas pesadas e aumentar a fiscalização é o único modo de diminuir a sonegação fiscal. O texto toca exatamente na ferida da situação e apresenta soluções. Isto é jornalismo.</em></p>
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		<title>Legalizar o aborto salva vidas</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Oct 2010 05:15:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Via Brontossauros em meu jardim Notadocomprimido: A interrupção da gravidez é um dos procedimentos que mais ocupa leitos dos serviços públicos e privados na área de saúde da mulher. Apenas nos seis meses primeiros meses de 2010 foram 54.339 internações por este tipo de ocorrência, uma média de 12 casos por hora. Foram gastos R$ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="tarja-preta" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/themes/retromania/retromania/images/CHAMADA-tarjapreta.jpg" alt="" width="569" height="161" /></p>
<p style="text-align: justify;">Via <a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/10/sobre_o_aborto.php" target="_blank">Brontossauros em meu jardim</a></p>
<div id="attachment_1647" class="wp-caption aligncenter" style="width: 253px"><img class="size-full wp-image-1647" title="aborto-um-direito-descriminalizaçao-300x286" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2010/10/aborto-um-direito-descriminalizaçao-300x286.jpg" alt="" width="243" height="232" /><p class="wp-caption-text">Quando começa a vida?</p></div>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Notadocomprimido: A interrupção da gravidez é um dos procedimentos que mais ocupa leitos dos serviços públicos e privados na área de saúde da mulher. Apenas nos seis meses primeiros meses de 2010 foram </strong></em><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/aborto+supera+cancer+de+mama+em+internacoes+pelo+sus/n1237794630553.html" target="_blank"><em><strong>54.339 internações</strong></em></a><em><strong> por este tipo de ocorrência, uma média de 12 casos por hora. Foram gastos R$ 12,9 milhões para internar mulheres com hemorragias, infecções ou perfurações desencadeadas após o procedimento.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">É com tristeza que vejo o debate das eleições se reduzir às questões religiosas e o feminismo reduzido à descriminalização do aborto. Estas reduções têm gerado debates pobres em uma eleição que nunca foi lá muito brilhante. Por causa da mistura aborto e religião, a discussão sobre o aborto acaba sendo pontual demais, levando a muitos erros de análise.</p>
<p style="text-align: justify;">Não vou discorrer sobre o aborto sob o ponto de vista religioso, não tenho nenhuma vocação para isso. Creio que as religiões têm todo o direito de tentar controlar as vidas de seus fiés mas acho o fim elas tentarem se meter na vida de quem não é de seu rebanho. Afinal, o Estado é laico e tals.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro erro que vejo é a sensação de que haver ou não abortos no Brasil é uma questão de lei. Não é. Abortos acontecem. Estatísticas da <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20085681">Organização Mundial de Saúde</a> mostram que cerca de 42 milhões de abortos acontecem no mundo anualmente. Em 2005, ocorreram <a>mais de 1 milhão de abortos no Brasil</a>. Destes, <a href="https://docs.google.com/viewer?url=http%3A%2F%2Fportal.saude.gov.br%2Fportal%2Farquivos%2Fpdf%2Faborto_e_saude_publica_vs_preliminar.pdf">um quinto</a> (ou <a href="https://docs.google.com/viewer?url=http%3A%2F%2Fadmin.paginaoficial1.tempsite.ws%2Fadmin%2Farquivos%2Fbiblioteca%2Fabortonobrasil.doc7478.pdf">metade</a>, dependendo da pesquisa)resultou em internações hospitalares devido às complicações do pós-aborto. Este nefasto quadro do aborto no Brasil resulta em 22% de mulheres de 35 a 39 anos com histórico de aborto. Ou seja: <strong>o aborto é algo corriqueiro na vida da mulher brasileira. Com ou sem lei.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span id="more-1646"></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><big><strong><span style="text-decoration: underline;">Sobre quem aborta</span></strong></big></p>
<p style="text-align: justify;">A primeira coisa que devemos considerar ao analisar a questão do aborto é o perfil de quem aborta. <a href="https://docs.google.com/viewer?url=http%3A%2F%2Fadmin.paginaoficial1.tempsite.ws%2Fadmin%2Farquivos%2Fbiblioteca%2Fabortonobrasil.doc7478.pdf">60% das mulheres que abortam têm entre 18 e 29 anos</a>, com um pico entre 20 e 24 anos (24%). Não estamos lidando, portanto, com adolescentes desesperadas ou mulheres com idade avançada para ter filhos. Aliás, estima-se que <a href="https://docs.google.com/viewer?url=http%3A%2F%2Fportal.saude.gov.br%2Fportal%2Farquivos%2Fpdf%2Faborto_e_saude_publica_vs_preliminar.pdf">70% das mulheres que fizeram um aborto</a>tinham uma relação estável quando o fizeram. Mais impressionante: uma grande parte delas já tinham filhos e usavam métodos anticoncepcionais. Ou seja: o aborto tem sido usado como método de planejamento familiar. Além disso, apesar de haver um maior número de abortos entre pessoas de baixa escolaridade, há <strong>uma maior chance da mulher decidir fazer aborto na primeira gravidez se ela tiver alta escolaridade e alta renda</strong>. Por fim, <strong>a decisão de fazer aborto é independente da opção religiosa da mulher</strong>: a grande maioria se declara católica seguida por protestantes e espíritas mas estas proporções seguem o perfil religioso da população.</p>
<p style="text-align: justify;"><big><strong><span style="text-decoration: underline;">Sobre a legalização do aborto</span></strong></big></p>
<p style="text-align: justify;">Agora que sabemos que mulheres ricas e pobres, religiosas ou não, com filhos e sem filhos, abortam e estes abortos levam à hospitalizações (geralmente expulsão incompleta). Acho que podemos discutir a descriminalização do aborto. Mas primeiro acho que devemos olhar o que a epidemiologia tem a nos dizer sobre o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Mencionei acima que são estimados <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20085681">42 milhões de abortos no mundo anualmente. 22 milhões são feitos em condições seguras e 20 milhões em condições inseguras</a> (lembrando que é mais fácil contabilizar abortos dentro da lei). A grande parte dos abotos inseguros ocorrem em países onde o aborto é ilegal. 70 mil mulheres morrem no mundo por complicações de aborto inseguro e 5 milhões acabam com alguma complicação ou sequela.</p>
<div id="attachment_1648" class="wp-caption aligncenter" style="width: 516px"><img class="size-full wp-image-1648" title="graf_aborto" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2010/10/graf_aborto.jpg" alt="" width="506" height="290" /><p class="wp-caption-text">Fonte: Portal Educação Física</p></div>
<p style="text-align: justify;">O mais importante: <strong>a incidência de abortos não diminui se ele for ilegal no país</strong>! Aliás, a incidência de abortos seguros e dentro da lei tem diminuído enquanto a incidência de abortos ilegais e inseguros se mantém constante no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">A conclusão é simples: legalizar o aborto não aumenta o seu número mas aumenta a sua segurança! Ou seja, <strong>legalizar o aborto salva vidas pois não diminui a perda de vidas novas mas diminui a morte das mães</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Até agora concluímos que a religião não contribui na redução do aborto, nem a sua ilegalidade. O que devemos fazer para diminuir os abortos no país?</p>
<p style="text-align: justify;"><big><strong><span style="text-decoration: underline;">Como reduzir o número de abortos?</span></strong></big></p>
<p style="text-align: justify;">Se você é contra o aborto e quer que o número de abortos no país diminua, o seu foco não é a discriminalização do aborto. O seu foco deve estar na seguinte pergunta: &#8220;Quais fatores contribuíram para que a mulher tenha chegado no cenário onde a opção mais atraente para seu futuro seja o aborto? Como evitar que estes fatores ocorram de novo?&#8221;. Na minha opinião, evita-se o cenário doa borto ao se investir 1) na contracepção e no planejamento familiar e 2) na assistência à mulher grávida, à mãe e seu filho.</p>
<p style="text-align: justify;">O item 1 é lógico: mulher que não engravida não aborta. No entanto é ilógico achar que um método contraceptivo seja abstinência (apesar de 99.999% eficaz). Acesso fácil a métodos anticoncepcionais é obrigatório não é suficiente. As estatísticas mostram que grande parte das mulheres que abortaram usavam métodos anticoncepcionais. O problema está na eficácia do método anticoncepcional e na sua má utilização. Tabelinhas e &#8220;tirar na hora&#8221; são métodos anticoncepcionais mas são bastante ineficientes. Não adianta tomar pílulas se você &#8220;se esquece de vez em quando&#8221;. A chave, portanto, é acesso aos métodos junto com informação.</p>
<p style="text-align: justify;">O item 2 é mais sutil: não achei pesquisas sobre as razões das mulheres fazerem aborto mas certamente há uma proporção delas que têm medo de não conseguir sustentar um filho ou lhes dar uma boa criação. Ou seja, o discurso do aborto ou do não-aborto fica vazio se <a href="http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/10/06/temas-como-falta-de-creches-ingresso-feminino-no-mercado-de-trabalho-estao-fora-da-pauta-eleitoral-922727027.asp">deixa-se de lado questões</a> como acesso a creches e escolas em período integral, equivalência salarial entre homens e mulheres, acesso a hospitais e auxílios durante a gravidez. Além disso, uma melhor eficiência no nosso sistema de adoção poderia facilitar a decisão de mulheres continuar a gravidez mas não ficar com os filhos. Facilitar a adoção de crianças por famílais &#8211; do mesmo sexo inclusive &#8211; também pode ter impactos nos números de aborto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A redução do número de abortos, portanto, não depende de uma lei descriminalizando ou não o aborto mas sim de um conjunto de leis e projetos que visem a prevenção da gravidez indesejada e da valorização da condição da mulher &#8211; mãe ou não &#8211; na sociedade.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><big><strong><span style="text-decoration: underline;">A politização do aborto</span></strong></big></p>
<p style="text-align: justify;">Diante da complexidade do assunto (veja que não discuti sobre a moral de se fazer aborto, sobre quando se inicia uma vida humana) é triste ver a politização do aborto. Não se pode discutir o assunto em vinhetas de 30 s ou em respostas em debates. A discussão fica no: &#8220;O candidato X é favor o aborto&#8221; ou &#8220;O partido Y é contra a descriminalização do aborto&#8221;. Convenhamos, quem passa leis é o Congresso e o Senado e o presidente,a pesar de ter poderes de pautar ambas casas, tem poderes limitados para passar uma lei como a do aborto.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, o hsitórico do Serra e da Dilma &#8211; e dos seus partidos &#8211; é clara:todos são contra o abroto na esfera pessoal mas a favor de sua descriminalização. O que acontece hoje é que nenhum dos dois candidatos têm interesse em passar leis sobre a descriminalização do aborto. Não há mudança de opinião. É que o nível do debate está raso. A pergunta madura que deveriam fazer aos candidatos, deveria ser: &#8220;Você tem vontade política de descriminalizar o aborto?&#8221;. A resposta, devido ao cenário político atual, infelizmente seria: &#8220;Não&#8221;. E ignora-se o que realmente importa no assunto.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PS: </strong>é uma lástima o uso das questões sobre o aborto nas eleições atuais. Sabem que voto na DIlma mas o que alguns militantes (que respeito até) estão fazendo com a Soninha Francine é uma vergonha! Ela teve coragem de confessar que fez um aborto e o uso deste fato &#8211; uma tragédia na vida de qualquer mulher &#8211; me entristece demais.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">Fontes:</span></p>
<p style="text-align: justify;">1)  <a href="https://docs.google.com/viewer?url=http%3A%2F%2Fadmin.paginaoficial1.tempsite.ws%2Fadmin%2Farquivos%2Fbiblioteca%2Fabortonobrasil.doc7478.pdf">Aborto no Brasil: uma pesquisa domiciliar com técnica de urna &#8211; de Débora Diniz e Marcelo Medeiros.</a></p>
<p style="text-align: justify;">2) <a href="https://docs.google.com/viewer?url=http%3A%2F%2Fportal.saude.gov.br%2Fportal%2Farquivos%2Fpdf%2Faborto_e_saude_publica_vs_preliminar.pdf">ABORTO E SAÚDE PÚBLICA: 20 ANOS DE PESQUISAS NO BRASIL</a> &#8211; é uma versão preliminar sob coordenação de Débora Diniz e Marilena Corrêa.</p>
<p style="text-align: justify;">3) <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20085681">Unsafe abortion: global and regional incidence, trends, consequences, and challenges</a>. De Shah e Ahman. &#8211; que só li o resumo mas estou doido para conseguir o resto do artigo.</p>
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