
[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=5d_y9Hhk2r8 400 350]
- Vai matar o bixo? Cê é louco?
- Não moço, faz isso não.
- Enfia essa linguiça no seu c…
Como bem disse a galera do Sedentário, interessante é que todo mundo sabe do que é feita a linguiça, mas se for moer o porco ali na hora todos ficam aterrorizados. Comer carne não é natural, maltratar os animais menos ainda. Tudo é construído socialmente, quando paramos e refletimos sobre o mundo a nossa volta percebemos que há muita coisa que poderia não ser como é. Coisas que, por pura comodidade, não questionamos.
Ontem (01/10) foi o Dia Mundial Vegano. Porque não aproveitar esta semana para descobrir mais sobre este estilo de vida? Ou mais do que isso, porque não mudar um pouco a sua dieta e experimentar refeições sem origem animal? Garanto que uma semana não irá te matar, ou melhor, muito pelo contrário, irá poupar várias vidas…
Seguem alguns links que podem ajudar:
- O que é um vegano?
- Vista-se, Rede Social;
- Brasil Vegano;
- Receitas Veganas;
- Biblioteca online de publicações sobre veganismo;
- Documentário: Terráqueos;
- Lista de restaurantes vegetarianos.

Ativistas que protestavam pacificamente contra a tortura de touros durante a final da corrida conhecida como “Grão-Toreiro” – uma corrida que opõe “adolescentes e bezerros, até a morte” – foram covardemente agredidos, na França.
Cerca de 100 militantes vieram de toda a França e também da Bélgica para o centro da arena, com o intuito de intervir em defesa dos animais.
Enquanto um grupo chamava a atenção com cartazes em protesto à prática cruel que estava prestes a acontecer, um outro grupo saltava à arena para se acorrentar formando um círculo.
Um vídeo registrou o momento em que os organizadores agrediram brutalmente os ativistas durante a manifestação.
As agressões contra os ativistas iniciaram com jatos d’água, e foram evoluindo para socos, pontapés nas costas e na cabeça, até chegar ao cúmulo de uma das participantes ser violentamente despida e puxada pelo sutiã, que lhe foi arrancado.
Muitos ativistas saíram com hematomas e tiveram que ser socorridos fora da arena.
Virginie, uma das militantes, denunciou a gravidade das agressões: “Houve abusos, sim. Sandra, que teve um tufo de cabelo arrancado da cabeça, foi levada para fora da arena com a ajuda de um cadeado passado em volta do pescoço. Aurélie ficou oito horas de repouso por causa do cóccix quebrado”, comentou indignada.
Omissão das autoridades
Segundo informações da Agência de Notícias Anarquistas, havia poucos policiais municipais presentes. Além disso, autoridades presentes, como o prefeito de Nîmes e o primeiro magistrado de Rodhilan, nada fizeram para impedir a brutalidade que se dava contra os manifestantes, diante dos olhos do público.
Sem reação, os ativistas continuaram a ser agredidos enquanto eram forçados a deixar a arena.
A polícia apenas interveio para permitir o início do espetáculo de tortura, liberando a arena para o início da corrida. “Eles se recusaram a entregar nossas reivindicações ao prefeito como nós lhes pedimos, e também de registrar nossas queixas, bem como os bombeiros se recusaram a carregar uma mulher que não podia por os pés no chão. Quanto à Cruz Vermelha, ficaram de braços cruzados”, observaram as besancenses.
Assista ao vídeo que registrou o episódio de brutalidade:
[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=X_dP8_73KPM 450 300]
Da Redação da ANDA – Agência de Direitos dos Animais


Marciano? Vegetariano? Não não, nada disso.
Ser vegan, ou vegano, é ter uma opção de vida que, por razões éticas, prescinde do uso de qualquer produto de origem animal.
Simples, não? O texto poderia terminar por aqui, mas vamos descobrir um pouco mais sobre este estilo de vida.
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O que um vegano NÃO faz:
O que um vegano NÃO é:
A decisão de se tornar vegano não acontece automaticamente depois de ver um documentário na internet ou conversar com alguém. Ela começa com uma possibilidade, vai amadurecendo e enfim se concretiza. Conhecimento é a palavra-chave.
A decisão de se tornar vegano começa com uma tomada de consciência: é moralmente errado explorar os animais? (Independentemente de ser com ou sem dor). Tornamo-nos veganos quando nos damos conta de que é errado pensar e agir como se os animais fossem nossa propriedade. Onde se legitima, afinal, esse pressuposto de que animais são produtos a nosso dispor?
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Mas afinal o que os veganos SÃO?
E o que eles podem fazer?

Na última quinta-feira a polícia federal interrogou um homem acusado de matar, esquartejar e comer os restos mortais de 3 animais em sua própria casa, no sul do país.
Após os primeiros exames os policiais disseram que o homem não aparenta retardamento mental nem se mostra agressivo, o que intriga os investigadores.
Ele é casado, pai de 2 filhos e trabalha em uma multinacional há 6 anos.
Há indícios de que seus dois filhos e esposa também tenham participado do crime, como conta o chefe de operação José Fernandes:
“Quando nós chegamos no local havia apenas sangue e restos de animais mortos. A família toda estava dentro de casa e se recusava a abrir as postar para nós. Ficamos assustados com a naturalidade com que eles falavam do acontecido”.
Ainda em entrevista à nossa redação, o capitão José disse que, aparentemente, os animais mortos eram uma galinha, um porco e uma vaca.
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Notadocomprimido: Esta notícia fictícia faz parte de uma campanha do Vista-se, uma rede social para vegans. É muito interessante ver as coisas sob um ponto de vista diferente.


Classificados. Estadão, 13 de março de 1880
Como vocês podem ver na imagem acima, era normal, até a abolição da escravidão, encontrar um anúncio da venda de escravos ao lado de um anúncio de venda de animais.
Por que isso acontecia? É muito simples de entender. Escravos eram considerados animais “não-humanos”, sendo assim, pouco importava que os africanos pudessem aprender a nossa língua e se comunicar conosco. Menos ainda se eles tinham ou não sentimentos ou se sentiam dor. Eram escravos. Não faziam parte da categoria “humana”.
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Representações sociais
É nesse momento que vem à tona o conceito de representações sociais. A partir do momento que começamos a viver em grupo, o modo como entendemos e nos relacionamos com o mundo em nossa volta são construções ou representações. Para o bem ou para o mal, elas têm como sua principal finalidade tornar familiar algo não-familiar.
Para alguém que nasceu e cresceu numa tribo no meio da floresta, um avião que passa no céu à noite pode ser considerado um pássaro gigante (exemplo). Essa ideia provavelmente foi formulada pelo pajé e difundida de tal forma pela tribo que passou a ser considerada verdade pela comunidade.
Para alguém que nasceu em qualquer cidade grande, provavelmente seus pais lhe explicaram ainda quando era criança que o avião é um meio de transporte. Com certeza esta pessoa iria rir se ouvisse a versão do pajé, ainda que ela não faça ideia de como aquele monte de metal consegue voar.
Foi assim que a sociedade passou a considerar a escravidão como algo normal.
Ainda que algumas pessoas, ou até grupos de pessoas pensassem de maneira diferente, os meios de comunicação, o poder dominante e a população da época consideravam o escravo (e os negros em geral) seres não-humanos – e, portanto, não-detentores de nenhum tipo de direitos. Suas vidas estavam condicionadas a servir ao seu senhor.
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Se vocês entenderam o raciocínio até aqui, parem e reflitam um pouco.
Porque achamos normal votarmos, de quatro em quatro anos, num político de determinado partido para nos representar no Congresso? Porque seus pais são… seus pais? Porque você tem que trabalhar? Porque você tem que ir para a escola?
Pensamos assim simplesmente porque fomos convencidos disso desde que nascemos.
- Pai, porque o céu é azul?
- Ah filhão é porque Deus quis assim.
Perguntas, quando são um meio e não um fim em si mesmas, são muito perigosas. E foi por meio delas que eu cheguei na questão que me motivou a criar este post.
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Porque tratamos os animais como… animais?
Da mesma maneira que um abolicionista defendendo o direito dos escravos era considerado um lunático há pouco mais de um século atrás, atrevo-me a parecer louco perante vocês mas não deixo de me perguntar: Porque tratamos os animais como uma espécie sub-humana?
Ok, não estou dizendo que animais e humanos não são diferentes. Diferentemente dos negros eles não fazem parte da família homo sapiens sapiens (ainda que isto também seja uma representação). Mas sim, somos todos animais.
Porque existem “Direitos Fundamentais do Homem”, que a princípio deveriam ser garantidos para todo e qualquer ser humano, e os animais são considerados simplesmente nossos servos?
Poderíamos entrar no debate religioso (animais possuem alma?). No debate ético (é correto tratar um ser vivo como mercadoria?). Ou até mesmo na questão da saúde humana (benefícios versus malefícios do consumo de carne). Mas não é disso que eu quero tratar aqui.
Apenas reflitam sobre isso. E, para complementar o debate, segue abaixo matéria da SuperInteressante sobre “Como pensam os animais”.
Isso mesmo – ao contrário do que pensávamos, animais não-humanos fazem planos para o futuro, se apaixonam, são fofoqueiros, se preocupam com os membros de sua espécie (ou seja, compreendem não só a si mesmos quanto o mundo à sua volta) e conseguem criar ferramentas simples para lhes auxiliar na execução de tarefas. Não é intuição ou instinto. É um cérebro pensando.
Leiam a matéria e comentem abaixo. O que acham do modo como tratamos os animais agora?
Até lá!