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	<title>OCOMPRIMIDO.COM &#187; universidade</title>
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	<description>Sua dose diária de contra-informação</description>
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		<title>Portuga Diário #11: mas quem será o pai da criança?</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Mar 2011 17:35:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[PortugaDiário]]></category>
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		<description><![CDATA[Olá pessoal! Já estou há mais de duas semanas sem aparecer por aqui, eu sei eu sei, mas é por váaarios bons motivos, não se preocupem =D Bom, pra recomeçar nada melhor do que relembrar um pouco do Carnaval em Ovar. E é no ritmo dessa magnífica (cof cof) música portuguesa (acima) que terminaram as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2011/02/portugadiariotag.png" alt="" /><br />
<object width="480" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Hp5412ThTiE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/v/Hp5412ThTiE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Olá pessoal!</p>
<p style="text-align: justify;">Já estou há mais de duas semanas sem aparecer por aqui, eu sei eu sei, mas é por váaarios bons motivos, não se preocupem =D</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, pra recomeçar nada melhor do que relembrar um pouco do Carnaval em Ovar. E é no ritmo dessa magnífica (cof cof) música portuguesa (acima) que terminaram as festividades lusitanas!</p>
<p style="text-align: justify;">A música é ridícula hahaha mas tocava o tempo todo nas festas, deu até pra inventar coreografia (não tentem imaginar xD). Outra que tocava muito era essa (<a title="gostosao" href="http://www.youtube.com/watch?v=fkb_IrxfH1Y&amp;NR=1" target="_blank">não cliquem aqui</a>).</p>
<p style="text-align: justify;">Sábado e domingo não teve nenhuma festa grande, então aproveitei esse tempo para descansar. Li <em>Ensaio sobre a Lucidez</em>, de Saramago, saí com os brasileiros para conhecer melhor o Museu Serralves, fomos ver filme na casa da Elisa, joguei Nintendo DS, comecei a fazer alguns trabalhos, enfim, nem parecia que estávamos em época de festa. Mas durou pouco tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Na segunda-feira tudo mudou. O Carnaval aqui não chega ao nível dos trios elétricos de Salvador ou da confusão (no bom sentido) no Centro do Rio de Janeiro, mas a ideia é basicamente a mesma: música na rua + venda de comida e bebida + gente de toda a parte = aee. Por mim, na verdade, poderia até ser um pouco menos de gente, porque estava MUITO lotado. Milhares de jovens aqui das proximidades pegam o comboio (trem) e vão para <a title="ovar" href="http://www.carnaval.ovar.net/" target="_blank">Ovar</a>, uma cidade a 50 minutos de Porto. A cidade é linda, e é completamente transformada para abrigar essa gente toda.</p>
<div id="attachment_2028" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px">&#8220;]<img class="size-full wp-image-2028 " title="ovar1" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2011/03/ovar1.jpg" alt="" width="450" height="338" /><p class="wp-caption-text">Cidade de Ovar durante a festa</p></div>
<p style="text-align: justify;">Prevenidos, eu, Gaby e o restante do grupo de brasileiros, incluindo um italiano e a Denise (uma alemã que mora na Áustria e está no Porto), decidimos pegar o trem das 21 horas. O Pedro, que decidiu chegar por volta das 23 horas na estação, ficou mais de uma hora esperando pelo comboio. A Clarice, que também foi nesse trem, não aguentou tanta confusão e acabou desistindo. Voltou para casa de táxi. Era gente demais e a estação não estava preparada. Isso porque os comboios estavam saindo excepcionalmente de 30 em 30 minutos &#8211; o normal é a cada uma hora. Fica a lição para o próximo ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegando na cidade, ainda cedo, vimos que realmente não era uma noite comum. Antes de falar do local em si, quero abrir um parênteses para as músicas. Marchinhas de carnaval brasileiras, Axé, anos 80, rock, funk brasileiro antigo (quer dançar? quer dançar? o tigrão vai te ensinar!) tinha realmente de tudo! Isso tornou a festa muito divertida. As fantasias e máscaras completavam o clima de carnaval.</p>
<p style="text-align: justify;">Os portugueses em geral animavam muito mais quando tocavam músicas portuguesas. Os brasileiros animavam com qualquer coisa, menos com as músicas portuguesas. Haha</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando agora à arquitetura. As casas seguem um estilo muito bonito, é como o Centro do Rio ou de qualquer cidade mais antiga que tenha sido diretamente colonizada pelos portugueses. Tem uma extrema riqueza de detalhes e, de certa maneira, sem muito exageros.</p>
<p style="text-align: justify;">O carnaval é concentrado numa região da cidade onde há uma praça principal, alguns clubes privados (tinha que pagar para entrar) e outras tendas em outras praças menores. Havia também uma espécie de parque que reunia som ao vivo e dezenas de barracas de comida/bebida. Em toda aglomeração era um ritmo diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">E assim que entro na região carnavalesca qual é a minha surpresa a encontrar ali&#8230; um carioca! O Araújo, que eu estudei no Colégio Militar no segundo ano, lá no Rio de Janeiro, estava ali na minha frente. Cara de surpresa, palavras iniciais, eis a história: ele está fazendo comunicação social em Coimbra, e foi passar o feriadão ali em Ovar. Haja coincidência!</p>
<p style="text-align: justify;"><object width="480" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/diFmPOAJngk?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="340" src="http://www.youtube.com/v/diFmPOAJngk?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Durante a festa conheci o Chico, português com pai brasileiro, a Dani e a Daiane, gaúchas intercambistas, além de alguns outros estrangeiros dos quais não me recordo os nomes. Ficamos na maior parte do tempo ou próximos da &#8216;tenda do galo&#8217; ou da praça principal, que tinha uma fonte enorme no centro. O Pedro, inclusive, nos encontrou devido a essa referência.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, não tenho muito mais o que falar sobre as músicas ou a dança, menos ainda sobre os (in)sucessos nos galanteios.</p>
<p style="text-align: justify;">Em determinada hora fui comprar batata frita e, ainda faminto, fui buscar uma alternativa. Descobri também que os churros nessa cidade são vegans! Nada de ovo nem leite. Até no supermercado, onde vende churros congelados, são completamente vegans. Recheio? Morangos! Uma maravilha!</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><strong>Voltando para casa</strong></p>
<div id="attachment_2059" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-2059" title="trem-lotado" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2011/03/trem-lotado.jpg" alt="" width="450" height="338" /><p class="wp-caption-text">Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, maas...</p></div>
<p style="text-align: justify;">Bem, agora chega uma parte um pouco, digamos, arriscada da brincadeira. Chegamos na estação de trem por volta das seis horas, e estava completamente LOTADA.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como quem tentou pegar o trem depois da meia noite, quem tentava pegar o trem das seis horas teria que enfrentar uma batalha épica.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, como todos os brasileiros, conseguimos dar o nosso &#8216;jeitinho&#8217;.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2061" title="aventura1" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2011/03/aventura1.jpg" alt="" width="450" height="338" /><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-2062" title="aventura2" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2011/03/aventura21.jpg" alt="" width="450" height="338" /><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-2063" title="aventura3" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2011/03/aventura3.jpg" alt="" width="450" height="338" /><br />
Ao lado da estação havia uma casa abandonada, onde pudemos, não sem um pouco de esforço, dar a volta naquela fila enorme e sair ao lado da linha do trem. Não era nem uma questão de furar fila, todo aquele pessoal que estava na nossa frente empacando a entrada foi no mesmo trem. A questão era sair daquela confusão, a entradinha minúscula, a falta de máquinas para comprar as passagens e a quantidade de gente foram os fatores que estavam causando os problemas.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, depois de toda essa aventura chegamos em casa por volta das nove horas e descansamos o restante do dia. Em pouco tempo as aulas recomeçaram novamente. Mas as lembranças do Carnaval ficaram, e ainda permanecerão por bastante tempo. Até a próxima!</p>
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		<title>PortugaDiário #8: uma semana de aprendizado</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 02:48:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[PortugaDiário]]></category>
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		<description><![CDATA[Não leu o último episódio? Clique aqui. Espanhol, Ateliê de Multimedia, Psicossociologia da Comunicação, Públicos e Audiências e Processos de Exclusão Social. Cinco disciplinas que movimentaram o meu cotidiano. Ser calouro não é fácil &#8211; ainda mais no exterior. Como todo primeiro dia de aula, foi extremamente confuso. Não tive aula no período da manhã. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2011/02/portugadiariotag.png" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não leu o último episódio? <a href="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/2011/02/portugadiario-7-uma-noite-na-cidade/" target="_blank">Clique aqui</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Espanhol, Ateliê de Multimedia, Psicossociologia da Comunicação, Públicos e Audiências e Processos de Exclusão Social. Cinco disciplinas que movimentaram o meu cotidiano.</p>
<p style="text-align: justify;">Ser calouro não é fácil &#8211; ainda mais no exterior.</p>
<p style="text-align: justify;">Como todo primeiro dia de aula, foi extremamente confuso. Não tive aula no período da manhã. Cheguei pontualmente às 10:30 e só havia uma menina em sala. Depois de esperarmos vinte minutos e procurarmos explicação na coordenação (e não obtermos nenhuma) fomos embora. À tarde, depois de rodar pelas ruas da cidade à procura da Faculdade de Ciências da Comunicação, perdi a primeira aula. Ahh!</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem. Calma. Sentei um pouco e verifiquei a grade de horários. Dali a trinta minutos começaria, em outra turma, a aula que eu acabara de perder. Perfeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Ateliê de Multimedia é uma matéria que eu teria adorado ter feito no terceiro ou quarto semestre do curso. Como, por sinal, acontece com os estudantes daqui. Informática, Webdesign, Produção de Vídeo e Teoria.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema é que eu já obtive por conta própria esses conhecimentos. Informática? Aprender a mexer no Flash, Photoshop, Dreamweaver. Webdesigner? Fazer um site. Produção de vídeos?  Um programa de TV. Teoria? Bem, é teoria, eu já tive FUNCONVIS e outras matérias/experiências na área. Não estou com isso querendo dizer que já sei tudo sobre estes assuntos. É óbvio que eu aprenderia com a disciplina. Muito. Estou distante de ser expert em qualquer uma dessas áreas. Mas não irei cursá-la.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu vim para Portugal para explorar áreas que eu não teria oportunidade no Brasil. Já estou na reta final do curso e preciso me conhecer para começar a pensar no meu futuro. Nessa disciplina eu já tenho noções, avançadas ou básicas, de praticamente tudo. Poderia aprender muita coisa, mas não sobre o mais importante, eu mesmo. Próxima.</p>
<p style="text-align: justify;">Psicossociologia da Comunicação é uma loucura. Psicologia tudo bem, legal. Sociologia, ótimo. Comunicação, nem se fala. Mas juntar tudo isso numa panela e colocar no fogão foi uma ideia sensacional. A gente irá estudar as relações entre o indivíduo e a sociedade, a maneira como um influencia o outro e onde está a mídia no meio desse processo. Bem, é meio complicado de explicar, tentarei falar mais dela durante as próximas semanas.</p>
<p style="text-align: justify;">Consegui uma grade de estudos ótima, o horário mais cedo em que terei aula é 10:30 da manhã. Com o frio que anda fazendo e dormindo tarde para falar com o Brasil (fuso horário de +3), foi a solução.</p>
<p style="text-align: justify;">Públicos e Audiências é outra matéria interessante. É com o mesmo professor de Psicossociologia. Não que ele seja ruim, mas é um pouco cansativo ter duas aulas tão pesadas com a mesma pessoa. Gostei bastante do conteúdo.</p>
<p style="text-align: justify;">Processos de Exclusão Social. Foi uma grande surpresa esta matéria da Sociologia. Eu almocei com a Gaby na quarta e tinha a tarde livre. Ela me convidou para assistir a aula com ela. Eu aceitei. E gostei.</p>
<p style="text-align: justify;">O conteúdo é MUITO interessante, estudar a fundo os processos e as causas da pobreza e da segregação. Nesta primeira aula o professor abordou a questão do indivíduo e os processos de exclusão a que todos nós estamos ligados.</p>
<p style="text-align: justify;">Digamos, por exemplo, que você tem um grupo de amigos. Eis então que você arruma uma namorada. Isso muda as coisas. Vocês vão querer fazer programas a dois. Eles vão querer fazer os programas de sempre. Às vezes vai dar para juntar as duas coisas. Outras não.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você não entender esse processo e se preparar para isso, vai acabar se afastando ou dos seus amigos ou da sua namorada. É o que  quase sempre acontece. Levando esse mesmo conceito para outros casos, você consegue entender como se sente alguém que acabou de ser despedido. Os amigos do trabalho o chamam para sair. Continuam sendo amigos, claro. Mas ele não quer ir num lugar onde todos vão lembrá-lo de que ele foi despedido. <em>E aí, já arrumou trabalho? Ah foi bom pra você, esse emprego não estava te fazendo bem</em>. A última coisa que ele quer nesse momento é ser lembrado da realidade. Então ele se afasta dos amigos. Não porque não gosta mais deles. Mas porque se sente excluído daquele grupo.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, não vou entrar em detalhes de todas as discussões da aula hehe. Mas deu para perceber que eu gostei. Foi uma matéria que abordou temas que eu nunca havia discutido em sala de aula. Irei cursá-la.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta semana que está começando irei cursar também Comunicação Empresarial. Sem Ateliê de Multimedia tenho espaço livre para tentar mais esta disciplina. Ainda não sei como será.</p>
<p style="text-align: justify;">Como eu posso dizer, a Universidade do Porto é como qualquer outra (do mundo ocidental, lembraria a Gaby). Vi muita coisa errada da qual poderia reclamar. Também vi muita coisa legal e que são ótimas ideias para copiarmos no Brasil. E é isso que farei nos próximos textos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não vou ficar falando dos problemas daqui, mas sim no que poderá ser útil para melhorarmos nosso país. Sim, no almoço o Restaurante Universitário daqui tem fila. Desde que a <em>direita</em> venceu as eleições, a universidade é gerida por uma instituição privada, que está diminuindo os investimentos nas áreas de Humanas (e fazendo parceria com instituições privadas para os cursos de Exatas). Alguns estudantes utilizam o <a href="http://mables.com/halloween/products/harry-potter-costume.jpg" target="_blank">uniforme tradicional de Portugal</a> (foi o uniforme que inspirou as roupas usadas em Harry Potter). Criado numa outra época, ele servia para diferenciar a população comum dos filhos de nobres que tinham acesso ao Ensino.  Querendo ou não, ele ainda simboliza isso e, na minha e na opinião de muitas pessoas com as quais eu conversei, deveria ser abolido.</p>
<p style="text-align: justify;">E eu poderia continuar listando muitas coisas erradas que acontecem por aqui. Mas isso são problemas dos portugueses. Vou tentar me concentrar em tudo de bom que aprender e como poderia dar certo em nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;">Até lá!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/2011/02/portugadiario-9-conhecendo-a-cidade/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-1893 aligncenter" title="proximo" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2011/02/proximo.png" alt="" width="402" height="43" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>PortugaDiário #4: quem é esse Pokémon?</title>
		<link>http://ocomprimido.tdvproducoes.com/2011/02/portugadiario-desventuras-em-terras-lusitanas-4/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Feb 2011 02:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[PortugaDiário]]></category>
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		<description><![CDATA[Não leu o último episódio? Clique aqui. Eram sete e meia da madrugada quando acordamos. Sim porque nesse frio qualquer horário antes das dez horas pode no máximo ser chamado de noite. Mas levantamos cedo para ir na reitoria, a Gabi tinha uma reunião importante (eu to indo só pra não perder a confusã, quer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img title="portugadiariotag" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2011/02/portugadiariotag.png" alt="" width="450" height="88" /></p>
<p style="text-align: justify;">Não leu o último episódio? <a href="http://wp.me/pX3cP-uC" target="_blank">Clique aqui</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Eram sete e meia da madrugada quando acordamos. Sim porque nesse frio qualquer horário antes das dez horas pode no máximo ser chamado de noite. Mas levantamos cedo para ir na reitoria, a Gabi tinha uma reunião importante (eu to indo só pra não perder a confusã, quer dizer, ajudar a amiguinha).</p>
<p style="text-align: justify;">A reunião é as nove e meia, mas não sabemos exatamente como chegar na reitoria. Na verdade não sabemos nem onde pegar o ônibus, mas a gente consegue. <em>É só subires um pouco e o ponto está na sua direita</em>, diz um senhor. <em>Reitoria? Desces toda vida e logo ali na esquerda tem a parada</em>, diz outro (apontando para direita). No final das contas o ponto de ônibus era logo na primeira rua após a nossa casa, mas andamos pelo menos uns 500m. Paciência. Pegamos o ônibus e vamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Saltamos no Palácio de Cristal e ficamos sabendo que a Reitoria não é mais ali, como haviam nos informado. Mais uma vez perguntamos às pessoas na rua e uma enxurrada de informações é jogada sobre nós. Não é que os portugueses não saibam dar informação. Muito pelo contrário, todos eles foram super simpáticos e tentaram nos ajudar. Acredito que há três opções: ou eles não nos entendiam corretamente, e davam a informação errada; ou a gente não os entendia corretamente, o que é uma grande chance; ou ainda um pouco dos dois, o que é pior.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu, como jornalista, tentei buscar a verdade (o caminho correto) analisando o discurso de cada um e procurando descobrir o que havia em comum. Obviamente (rs) deu errado. Passamos pela Faculdade de Medicina, praças e mais praças, ruas, até encontrarmos um japonês. Sim um japonês! Foi a primeira pessoa que vimos quando entramos na Faculdade de Direito. Mal falava inglês o menino (não sei como conseguia assistir as aulas), mas numa frase meio que rudimentar <em>There! After that building</em> conseguimos enxergar o paraíso: Lá estava a bendita!</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1910" class="wp-caption alignright" style="width: 296px"><img class="size-full wp-image-1910  " title="reitoria" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2011/02/reitoria.jpg" alt="" width="286" height="360" /><p class="wp-caption-text">Reitoria da Universidade do Porto</p></div>
<p style="text-align: justify;">O pior de tudo é que depois de tanto sufoco e desespero, e de corrermos até a porta, olhamos para o relógio: 09:12. NOVE E DOZE?! Saímos de casa quase nova horas, parece que o tempo não passa nesse lugar. Pois bem, o prédio da reitoria é muito bonito, tem um estilo neo-classico que lembra as construções do centro do rio (o que faz muito sentido, já que elas foram construídas a partir do estilo português hehe). Na verdade a cidade inteira tem esse ar bucólico de construções que remetem a uma época antiga. Alguns prédios são lindos e bem convervados, como é o caso deste, mas há muitos outros que aguardam por um pouco de atenção há muuuito tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegamos, esperamos um pouco e a Gaby entrou para a reunião. Cinco minutos se passaram. Peguei uma revista para ler. Dez minutos se passaram. Me levantei, olhei pela janela, bebi uma água e li todos os panfletos da mesinha do lado. Quinze minutos se passaram. Fui passear.</p>
<p style="text-align: justify;">Imaginei que ela fosse demorar pelo menos uma hora por ali, então fui explorar o local. Logo na entrada da reitoria a direita há uma lojinha da universidade, com camisetas, mochilas, canecas, cadernos, tudo com a marca &#8220;U. Porto&#8221;. São produtos estilosos e que, se fossem mais baratos, valeriam muito a pena. É uma maneira muito interessante de arrecadar dinheiro para a universidade e ter um contato maior com os alunos, que literalmente &#8216;vestem&#8217; a camisa. No final da lojinha há um espaço para exposições. Neste mês é a vez de um fotógrafo minimalista, que tira fotos de bonequinhos de massa. Fica difícil explicar em palavras, até porque há muitas fotos simplesmente abstratas. Seu trabalho é muito legal, vale a pena a visita.</p>
<p style="text-align: justify;">Na entrada da reitoria a esquerda há um saguão também para exposições, mas que me pareceu permanente. Era o Museu de Mineralogia, com pedras e mais pedras de todos os lugares do mundo. Não me interesso muito por isso, mas ver uns grãos de areia no microscópio foi bem, digamos, excêntrico. O quartzo e alguns outros tipos interessantes de pedras também são muito bonitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltei para a mesinha antes da sala de reuniões e conheci um gaúcho do qual não me recordo o nome. No Porto desde setembro, faz Educação Física e estava muito empolgado com a chegada da namorada, brasileira, que ia começar agora os estudos. Dois dias, dois gaúchos, cadê os portugueses dessa cidade xD</p>
<p style="text-align: justify;">Deixo meu novo amigo aguardando pela namorada e exploro um pouco mais os corredores. Entro numa parte escura, onde parece que funcionava uma exposição já esquecida. É a parte dos fósseis antigos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1909" class="wp-caption aligncenter" style="width: 476px"><img class="size-full wp-image-1909  " title="quemeesse" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2011/02/quemeesse.jpg" alt="" width="466" height="168" /><p class="wp-caption-text">Quem é esse Pokémon? Amonite (direita) ou Omanyte (esquerda)?</p></div>
<p>Esqueletos, conchas, pokémons extintos, ratos minúsculos! Tinha de tudo naquela exposição. De repente ouço vozes e saio sali (acho que o acesso ali devia ser proibido, já que estava fechado e com as luzes apagadas).</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando à sala de reuniões encontro a Gabi desesperada num dos corredores <em>Ahh você sumiu xD</em> Naquele dia ela estava sem a chave de casa e eu sem telefone, ainda bem que voltei rápido.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de almoçar no RU (croquete de soja e pudim de pão vegan por 2 euros!) fomos ao INT daqui (a sessão de assuntos internacionais, com algum outro nome). A memória RAM da Christiane é impressionante, enquanto ela nos atende e atende o telefone ela conversa com outro funcionário da sala e pede para outro estudante entrar. Ufa! O resumo da ópera é que eu, de gaiato, aproveitei e já adiantei tudo que deveria ter feito para dar entrada na matrícula &#8211; mas sem participar da reunião na reitoria. Na sexta, quando é o dia em que eu marquei a minha reunião de verdade, vou lá só pelo social &#8211; <em>como diria a Camilinha</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Demoramos tanto tempo nisso tudo que já é quase noite, e decidimos esperar para jantar no RU. Na Faculdade de Letras os estudantes tem à sua disposição muitos lugares para ficar<em> deboa</em>, e todos com conexão wifi gratuita, segura e de qualidade (e é sério!). Há os jardins, mas que são uma escolha ruim com o frio que anda fazendo; escadas, mas também ao ar livre; biblioteca, que tem amplos espaços e inclusive laptops para empréstimo (porque né, empréstimo de livro é coisa do passado); e, o mais interessante, o Bar dos Estudantes. Fiquei intrigado para saber porque chamam a lanchonete, que vende de Pastel de Belém a Coca-Cola, de Bar e não de lanchonete ou qualquer outro nome. Bar até onde eu sei pressupõe bebida alcóolica. É quando eu vejo passando um rapaz, magro, alto, devia ter a minha idade, em direção aos jardins com uma cerveja na mão. Cinco horas da tarde? Onde será que ele&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_1911" class="wp-caption aligncenter" style="width: 375px"><img class="size-full wp-image-1911   " title="cervejaria" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2011/02/cervejaria.jpg" alt="" width="365" height="274" /><p class="wp-caption-text">HappyHour nada, cerveja no ceubinho é que é de luta!</p></div>
<p style="text-align: justify;">É isso mesmo! Aqui em Porto as lanchonet, digo, Bares, podem vender bebidas alcóolicas mesmo dentro da universidade. Afinal de contas, porque não? Todos aqui tem mais de 18 anos, cuidam da sua vida e sabem das suas responsabilidades. Sou contra a descriminalização das drogas pesadas obviamente, mas não  faz o menor sentido a proibição da venda de bebidas nas universidades brasileiras. Não é porque tá vendendo que o estudante vai chegar bêbado na sala de aula. Isso é subestimar muito a capacidade do jovem brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, o restante do dia foi normal. Amanhã terei que resolver todas as burocracias, ir ao Registro de Imigrantes, fazer carteirinha do metrô (<em>métro</em>, como eles dizem aqui), voltar no INT daqui para entregar alguns documentos que faltam&#8230; será que vai dar tempo? =S</p>
<p style="text-align: justify;">Não perca em breve o próximo capítulo. Até lá!<br />
<img class="alignright size-full wp-image-1893" title="proximo" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2011/02/proximo.png" alt="" width="402" height="43" /></p>
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