
Olá pessoal!
Já estou há mais de duas semanas sem aparecer por aqui, eu sei eu sei, mas é por váaarios bons motivos, não se preocupem =D
Bom, pra recomeçar nada melhor do que relembrar um pouco do Carnaval em Ovar. E é no ritmo dessa magnífica (cof cof) música portuguesa (acima) que terminaram as festividades lusitanas!
A música é ridícula hahaha mas tocava o tempo todo nas festas, deu até pra inventar coreografia (não tentem imaginar xD). Outra que tocava muito era essa (não cliquem aqui).
Sábado e domingo não teve nenhuma festa grande, então aproveitei esse tempo para descansar. Li Ensaio sobre a Lucidez, de Saramago, saí com os brasileiros para conhecer melhor o Museu Serralves, fomos ver filme na casa da Elisa, joguei Nintendo DS, comecei a fazer alguns trabalhos, enfim, nem parecia que estávamos em época de festa. Mas durou pouco tempo.
Na segunda-feira tudo mudou. O Carnaval aqui não chega ao nível dos trios elétricos de Salvador ou da confusão (no bom sentido) no Centro do Rio de Janeiro, mas a ideia é basicamente a mesma: música na rua + venda de comida e bebida + gente de toda a parte = aee. Por mim, na verdade, poderia até ser um pouco menos de gente, porque estava MUITO lotado. Milhares de jovens aqui das proximidades pegam o comboio (trem) e vão para Ovar, uma cidade a 50 minutos de Porto. A cidade é linda, e é completamente transformada para abrigar essa gente toda.

Cidade de Ovar durante a festa
Prevenidos, eu, Gaby e o restante do grupo de brasileiros, incluindo um italiano e a Denise (uma alemã que mora na Áustria e está no Porto), decidimos pegar o trem das 21 horas. O Pedro, que decidiu chegar por volta das 23 horas na estação, ficou mais de uma hora esperando pelo comboio. A Clarice, que também foi nesse trem, não aguentou tanta confusão e acabou desistindo. Voltou para casa de táxi. Era gente demais e a estação não estava preparada. Isso porque os comboios estavam saindo excepcionalmente de 30 em 30 minutos – o normal é a cada uma hora. Fica a lição para o próximo ano.
Chegando na cidade, ainda cedo, vimos que realmente não era uma noite comum. Antes de falar do local em si, quero abrir um parênteses para as músicas. Marchinhas de carnaval brasileiras, Axé, anos 80, rock, funk brasileiro antigo (quer dançar? quer dançar? o tigrão vai te ensinar!) tinha realmente de tudo! Isso tornou a festa muito divertida. As fantasias e máscaras completavam o clima de carnaval.
Os portugueses em geral animavam muito mais quando tocavam músicas portuguesas. Os brasileiros animavam com qualquer coisa, menos com as músicas portuguesas. Haha
Voltando agora à arquitetura. As casas seguem um estilo muito bonito, é como o Centro do Rio ou de qualquer cidade mais antiga que tenha sido diretamente colonizada pelos portugueses. Tem uma extrema riqueza de detalhes e, de certa maneira, sem muito exageros.
O carnaval é concentrado numa região da cidade onde há uma praça principal, alguns clubes privados (tinha que pagar para entrar) e outras tendas em outras praças menores. Havia também uma espécie de parque que reunia som ao vivo e dezenas de barracas de comida/bebida. Em toda aglomeração era um ritmo diferente.
E assim que entro na região carnavalesca qual é a minha surpresa a encontrar ali… um carioca! O Araújo, que eu estudei no Colégio Militar no segundo ano, lá no Rio de Janeiro, estava ali na minha frente. Cara de surpresa, palavras iniciais, eis a história: ele está fazendo comunicação social em Coimbra, e foi passar o feriadão ali em Ovar. Haja coincidência!
Durante a festa conheci o Chico, português com pai brasileiro, a Dani e a Daiane, gaúchas intercambistas, além de alguns outros estrangeiros dos quais não me recordo os nomes. Ficamos na maior parte do tempo ou próximos da ‘tenda do galo’ ou da praça principal, que tinha uma fonte enorme no centro. O Pedro, inclusive, nos encontrou devido a essa referência.
Bom, não tenho muito mais o que falar sobre as músicas ou a dança, menos ainda sobre os (in)sucessos nos galanteios.
Em determinada hora fui comprar batata frita e, ainda faminto, fui buscar uma alternativa. Descobri também que os churros nessa cidade são vegans! Nada de ovo nem leite. Até no supermercado, onde vende churros congelados, são completamente vegans. Recheio? Morangos! Uma maravilha!
.
Voltando para casa

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, maas...
Bem, agora chega uma parte um pouco, digamos, arriscada da brincadeira. Chegamos na estação de trem por volta das seis horas, e estava completamente LOTADA.
Assim como quem tentou pegar o trem depois da meia noite, quem tentava pegar o trem das seis horas teria que enfrentar uma batalha épica.
Mas, como todos os brasileiros, conseguimos dar o nosso ‘jeitinho’.



Ao lado da estação havia uma casa abandonada, onde pudemos, não sem um pouco de esforço, dar a volta naquela fila enorme e sair ao lado da linha do trem. Não era nem uma questão de furar fila, todo aquele pessoal que estava na nossa frente empacando a entrada foi no mesmo trem. A questão era sair daquela confusão, a entradinha minúscula, a falta de máquinas para comprar as passagens e a quantidade de gente foram os fatores que estavam causando os problemas.
Bom, depois de toda essa aventura chegamos em casa por volta das nove horas e descansamos o restante do dia. Em pouco tempo as aulas recomeçaram novamente. Mas as lembranças do Carnaval ficaram, e ainda permanecerão por bastante tempo. Até a próxima!

Não leu o último episódio? Clique aqui.
Espanhol, Ateliê de Multimedia, Psicossociologia da Comunicação, Públicos e Audiências e Processos de Exclusão Social. Cinco disciplinas que movimentaram o meu cotidiano.
Ser calouro não é fácil – ainda mais no exterior.
Como todo primeiro dia de aula, foi extremamente confuso. Não tive aula no período da manhã. Cheguei pontualmente às 10:30 e só havia uma menina em sala. Depois de esperarmos vinte minutos e procurarmos explicação na coordenação (e não obtermos nenhuma) fomos embora. À tarde, depois de rodar pelas ruas da cidade à procura da Faculdade de Ciências da Comunicação, perdi a primeira aula. Ahh!
Pois bem. Calma. Sentei um pouco e verifiquei a grade de horários. Dali a trinta minutos começaria, em outra turma, a aula que eu acabara de perder. Perfeito.
Ateliê de Multimedia é uma matéria que eu teria adorado ter feito no terceiro ou quarto semestre do curso. Como, por sinal, acontece com os estudantes daqui. Informática, Webdesign, Produção de Vídeo e Teoria.
O problema é que eu já obtive por conta própria esses conhecimentos. Informática? Aprender a mexer no Flash, Photoshop, Dreamweaver. Webdesigner? Fazer um site. Produção de vídeos? Um programa de TV. Teoria? Bem, é teoria, eu já tive FUNCONVIS e outras matérias/experiências na área. Não estou com isso querendo dizer que já sei tudo sobre estes assuntos. É óbvio que eu aprenderia com a disciplina. Muito. Estou distante de ser expert em qualquer uma dessas áreas. Mas não irei cursá-la.
Eu vim para Portugal para explorar áreas que eu não teria oportunidade no Brasil. Já estou na reta final do curso e preciso me conhecer para começar a pensar no meu futuro. Nessa disciplina eu já tenho noções, avançadas ou básicas, de praticamente tudo. Poderia aprender muita coisa, mas não sobre o mais importante, eu mesmo. Próxima.
Psicossociologia da Comunicação é uma loucura. Psicologia tudo bem, legal. Sociologia, ótimo. Comunicação, nem se fala. Mas juntar tudo isso numa panela e colocar no fogão foi uma ideia sensacional. A gente irá estudar as relações entre o indivíduo e a sociedade, a maneira como um influencia o outro e onde está a mídia no meio desse processo. Bem, é meio complicado de explicar, tentarei falar mais dela durante as próximas semanas.
Consegui uma grade de estudos ótima, o horário mais cedo em que terei aula é 10:30 da manhã. Com o frio que anda fazendo e dormindo tarde para falar com o Brasil (fuso horário de +3), foi a solução.
Públicos e Audiências é outra matéria interessante. É com o mesmo professor de Psicossociologia. Não que ele seja ruim, mas é um pouco cansativo ter duas aulas tão pesadas com a mesma pessoa. Gostei bastante do conteúdo.
Processos de Exclusão Social. Foi uma grande surpresa esta matéria da Sociologia. Eu almocei com a Gaby na quarta e tinha a tarde livre. Ela me convidou para assistir a aula com ela. Eu aceitei. E gostei.
O conteúdo é MUITO interessante, estudar a fundo os processos e as causas da pobreza e da segregação. Nesta primeira aula o professor abordou a questão do indivíduo e os processos de exclusão a que todos nós estamos ligados.
Digamos, por exemplo, que você tem um grupo de amigos. Eis então que você arruma uma namorada. Isso muda as coisas. Vocês vão querer fazer programas a dois. Eles vão querer fazer os programas de sempre. Às vezes vai dar para juntar as duas coisas. Outras não.
Se você não entender esse processo e se preparar para isso, vai acabar se afastando ou dos seus amigos ou da sua namorada. É o que quase sempre acontece. Levando esse mesmo conceito para outros casos, você consegue entender como se sente alguém que acabou de ser despedido. Os amigos do trabalho o chamam para sair. Continuam sendo amigos, claro. Mas ele não quer ir num lugar onde todos vão lembrá-lo de que ele foi despedido. E aí, já arrumou trabalho? Ah foi bom pra você, esse emprego não estava te fazendo bem. A última coisa que ele quer nesse momento é ser lembrado da realidade. Então ele se afasta dos amigos. Não porque não gosta mais deles. Mas porque se sente excluído daquele grupo.
Enfim, não vou entrar em detalhes de todas as discussões da aula hehe. Mas deu para perceber que eu gostei. Foi uma matéria que abordou temas que eu nunca havia discutido em sala de aula. Irei cursá-la.
Nesta semana que está começando irei cursar também Comunicação Empresarial. Sem Ateliê de Multimedia tenho espaço livre para tentar mais esta disciplina. Ainda não sei como será.
Como eu posso dizer, a Universidade do Porto é como qualquer outra (do mundo ocidental, lembraria a Gaby). Vi muita coisa errada da qual poderia reclamar. Também vi muita coisa legal e que são ótimas ideias para copiarmos no Brasil. E é isso que farei nos próximos textos.
Não vou ficar falando dos problemas daqui, mas sim no que poderá ser útil para melhorarmos nosso país. Sim, no almoço o Restaurante Universitário daqui tem fila. Desde que a direita venceu as eleições, a universidade é gerida por uma instituição privada, que está diminuindo os investimentos nas áreas de Humanas (e fazendo parceria com instituições privadas para os cursos de Exatas). Alguns estudantes utilizam o uniforme tradicional de Portugal (foi o uniforme que inspirou as roupas usadas em Harry Potter). Criado numa outra época, ele servia para diferenciar a população comum dos filhos de nobres que tinham acesso ao Ensino. Querendo ou não, ele ainda simboliza isso e, na minha e na opinião de muitas pessoas com as quais eu conversei, deveria ser abolido.
E eu poderia continuar listando muitas coisas erradas que acontecem por aqui. Mas isso são problemas dos portugueses. Vou tentar me concentrar em tudo de bom que aprender e como poderia dar certo em nosso país.
Até lá!

Não leu o último episódio? Clique aqui.
Eram sete e meia da madrugada quando acordamos. Sim porque nesse frio qualquer horário antes das dez horas pode no máximo ser chamado de noite. Mas levantamos cedo para ir na reitoria, a Gabi tinha uma reunião importante (eu to indo só pra não perder a confusã, quer dizer, ajudar a amiguinha).
A reunião é as nove e meia, mas não sabemos exatamente como chegar na reitoria. Na verdade não sabemos nem onde pegar o ônibus, mas a gente consegue. É só subires um pouco e o ponto está na sua direita, diz um senhor. Reitoria? Desces toda vida e logo ali na esquerda tem a parada, diz outro (apontando para direita). No final das contas o ponto de ônibus era logo na primeira rua após a nossa casa, mas andamos pelo menos uns 500m. Paciência. Pegamos o ônibus e vamos.
Saltamos no Palácio de Cristal e ficamos sabendo que a Reitoria não é mais ali, como haviam nos informado. Mais uma vez perguntamos às pessoas na rua e uma enxurrada de informações é jogada sobre nós. Não é que os portugueses não saibam dar informação. Muito pelo contrário, todos eles foram super simpáticos e tentaram nos ajudar. Acredito que há três opções: ou eles não nos entendiam corretamente, e davam a informação errada; ou a gente não os entendia corretamente, o que é uma grande chance; ou ainda um pouco dos dois, o que é pior.
Eu, como jornalista, tentei buscar a verdade (o caminho correto) analisando o discurso de cada um e procurando descobrir o que havia em comum. Obviamente (rs) deu errado. Passamos pela Faculdade de Medicina, praças e mais praças, ruas, até encontrarmos um japonês. Sim um japonês! Foi a primeira pessoa que vimos quando entramos na Faculdade de Direito. Mal falava inglês o menino (não sei como conseguia assistir as aulas), mas numa frase meio que rudimentar There! After that building conseguimos enxergar o paraíso: Lá estava a bendita!

Reitoria da Universidade do Porto
O pior de tudo é que depois de tanto sufoco e desespero, e de corrermos até a porta, olhamos para o relógio: 09:12. NOVE E DOZE?! Saímos de casa quase nova horas, parece que o tempo não passa nesse lugar. Pois bem, o prédio da reitoria é muito bonito, tem um estilo neo-classico que lembra as construções do centro do rio (o que faz muito sentido, já que elas foram construídas a partir do estilo português hehe). Na verdade a cidade inteira tem esse ar bucólico de construções que remetem a uma época antiga. Alguns prédios são lindos e bem convervados, como é o caso deste, mas há muitos outros que aguardam por um pouco de atenção há muuuito tempo.
Chegamos, esperamos um pouco e a Gaby entrou para a reunião. Cinco minutos se passaram. Peguei uma revista para ler. Dez minutos se passaram. Me levantei, olhei pela janela, bebi uma água e li todos os panfletos da mesinha do lado. Quinze minutos se passaram. Fui passear.
Imaginei que ela fosse demorar pelo menos uma hora por ali, então fui explorar o local. Logo na entrada da reitoria a direita há uma lojinha da universidade, com camisetas, mochilas, canecas, cadernos, tudo com a marca “U. Porto”. São produtos estilosos e que, se fossem mais baratos, valeriam muito a pena. É uma maneira muito interessante de arrecadar dinheiro para a universidade e ter um contato maior com os alunos, que literalmente ‘vestem’ a camisa. No final da lojinha há um espaço para exposições. Neste mês é a vez de um fotógrafo minimalista, que tira fotos de bonequinhos de massa. Fica difícil explicar em palavras, até porque há muitas fotos simplesmente abstratas. Seu trabalho é muito legal, vale a pena a visita.
Na entrada da reitoria a esquerda há um saguão também para exposições, mas que me pareceu permanente. Era o Museu de Mineralogia, com pedras e mais pedras de todos os lugares do mundo. Não me interesso muito por isso, mas ver uns grãos de areia no microscópio foi bem, digamos, excêntrico. O quartzo e alguns outros tipos interessantes de pedras também são muito bonitos.
Voltei para a mesinha antes da sala de reuniões e conheci um gaúcho do qual não me recordo o nome. No Porto desde setembro, faz Educação Física e estava muito empolgado com a chegada da namorada, brasileira, que ia começar agora os estudos. Dois dias, dois gaúchos, cadê os portugueses dessa cidade xD
Deixo meu novo amigo aguardando pela namorada e exploro um pouco mais os corredores. Entro numa parte escura, onde parece que funcionava uma exposição já esquecida. É a parte dos fósseis antigos.

Quem é esse Pokémon? Amonite (direita) ou Omanyte (esquerda)?
Esqueletos, conchas, pokémons extintos, ratos minúsculos! Tinha de tudo naquela exposição. De repente ouço vozes e saio sali (acho que o acesso ali devia ser proibido, já que estava fechado e com as luzes apagadas).
Voltando à sala de reuniões encontro a Gabi desesperada num dos corredores Ahh você sumiu xD Naquele dia ela estava sem a chave de casa e eu sem telefone, ainda bem que voltei rápido.
Depois de almoçar no RU (croquete de soja e pudim de pão vegan por 2 euros!) fomos ao INT daqui (a sessão de assuntos internacionais, com algum outro nome). A memória RAM da Christiane é impressionante, enquanto ela nos atende e atende o telefone ela conversa com outro funcionário da sala e pede para outro estudante entrar. Ufa! O resumo da ópera é que eu, de gaiato, aproveitei e já adiantei tudo que deveria ter feito para dar entrada na matrícula – mas sem participar da reunião na reitoria. Na sexta, quando é o dia em que eu marquei a minha reunião de verdade, vou lá só pelo social – como diria a Camilinha.
Demoramos tanto tempo nisso tudo que já é quase noite, e decidimos esperar para jantar no RU. Na Faculdade de Letras os estudantes tem à sua disposição muitos lugares para ficar deboa, e todos com conexão wifi gratuita, segura e de qualidade (e é sério!). Há os jardins, mas que são uma escolha ruim com o frio que anda fazendo; escadas, mas também ao ar livre; biblioteca, que tem amplos espaços e inclusive laptops para empréstimo (porque né, empréstimo de livro é coisa do passado); e, o mais interessante, o Bar dos Estudantes. Fiquei intrigado para saber porque chamam a lanchonete, que vende de Pastel de Belém a Coca-Cola, de Bar e não de lanchonete ou qualquer outro nome. Bar até onde eu sei pressupõe bebida alcóolica. É quando eu vejo passando um rapaz, magro, alto, devia ter a minha idade, em direção aos jardins com uma cerveja na mão. Cinco horas da tarde? Onde será que ele…

HappyHour nada, cerveja no ceubinho é que é de luta!
É isso mesmo! Aqui em Porto as lanchonet, digo, Bares, podem vender bebidas alcóolicas mesmo dentro da universidade. Afinal de contas, porque não? Todos aqui tem mais de 18 anos, cuidam da sua vida e sabem das suas responsabilidades. Sou contra a descriminalização das drogas pesadas obviamente, mas não faz o menor sentido a proibição da venda de bebidas nas universidades brasileiras. Não é porque tá vendendo que o estudante vai chegar bêbado na sala de aula. Isso é subestimar muito a capacidade do jovem brasileiro.
Bem, o restante do dia foi normal. Amanhã terei que resolver todas as burocracias, ir ao Registro de Imigrantes, fazer carteirinha do metrô (métro, como eles dizem aqui), voltar no INT daqui para entregar alguns documentos que faltam… será que vai dar tempo? =S
Não perca em breve o próximo capítulo. Até lá!
![]()

Via @viomundo
Na prova do Enem realizada nesse sábado (06/11), foi colocada uma questão sobre homofobia. A ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – elogia a iniciativa.
“É gratificante ver as deliberações da Conferência Nacional de Educação sendo respeitadas, e esforços sendo feitos para contribuir para o cumprimento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos de LGBT”, diz o presidente Toni Reis em mensagem encaminhada hoje ao Ministério da Educação (MEC) e ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A AGLBT congrega 237 organizações congêneres e objetiva a defesa e promoção da cidadania desses segmentos da população.
Eis a questão:
Neste trabalho pretendo explicar as mudanças na educação brasileira realizadas pelo poder vigente nas diferentes épocas do nosso período histórico. Por definição, começarei a pesquisa pelo período colonial, quando começaram as primeiras relações de um Estado (Português) com a educação da população (indígena).
Muitas mudanças ocorreram até que se chegasse à pedagogia dos dias de hoje. As principais reformas foram Benjamim Constant (1890), Epitácio Pessoa (1901), Rivadávia Correia (1911), Carlos Maximiliano (1915), João Alves da Rocha Vaz (1925), Francisco Campos (1932), Gustavo Capanema (1946) e as Leis de Diretrizes e Bases de 1961, 1968, 1971 e 1996.
.
Título: História da Educação no Brasil – Linha do tempo
Autor: Thiago Dutra Vilela
Download: clique aqui
PS: Caso utilize esta pesquisa como referência em algum trabalho, por favor deixe um comentário. Obrigado!.
.
Nossos “bosques” têm mais vida?
Ao contrário do que diz nosso Hino Nacional, a Educação no Brasil desde o seu descobrimento não teve o mesmo incentivo que nas demais colônias européias na América, como as espanholas. Enquanto que na América Hispânica fundaram-se diversas universidades desde 1538 (Universidade de Santo Domingo na atual República Dominicana) e 1551 (Universidade do México e Universidade de San Marcos no Peru), a primeira universidade brasileira foi criada em 1912 (Universidade Federal do Paraná).
Assim, para entender os problemas da Educação hoje, é necessário voltar no tempo. Por esse motivo, limitarei-me (dentro do possível) a apresentar somente os fatos por enquanto.
Para visualizar o conteúdo basta clicar na seta.
A educação indígena foi interrompida com a chegada dos jesuítas. Comandados pelo padre Manuel da Nóbrega, quinze dias após a chegada edificaram a primeira escola elementar brasileira, em Salvador. Irmão Vicente tornou-se o primeiro professor nos moldes europeus, em terras brasileiras, e durante mais de 50 anos dedicou-se ao ensino e a propagação da fé religiosa.
No Brasil os jesuítas se dedicaram à pregação da fé católica e ao trabalho educativo. Perceberam que não seria possível converter os índios à fé católica sem que soubessem ler e escrever. De Salvador a obra jesuítica estendeu-se para o sul e, em 1570, já era composta por cinco escolas de instrução elementar (Porto Seguro, Ilhéus, São Vicente, Espírito Santo e São Paulo de Piratininga) e três colégios (Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia).
As escolas jesuítas não se limitaram ao ensino das primeiras letras; além do curso elementar, mantinham cursos de Letras e Filosofia, considerados secundários, e o curso de Teologia e Ciências Sagradas, de nível superior, para formação de sacerdotes. No curso de Letras estudava-se Gramática Latina, Humanidades e Retórica; e no curso de Filosofia estudava-se Lógica, Metafísica, Moral, Matemática e Ciências Físicas e Naturais.
Nesse período, os alunos eram os índios. Filhos de comerciantes e latifundiários portugueses estudavam na Europa.
No momento da expulsão dos jesuítas, eles tinham 25 residências, 36 missões e 17 colégios e seminários, além de seminários menores e escolas de primeiras letras instaladas em todas as cidades onde havia casas da Companhia de Jesus. A educação brasileira, com isso, vivenciou uma grande ruptura histórica num processo já implantado e consolidado como modelo educacional.
Os jesuítas foram expulsos das colônias em função de radicais diferenças de objetivos com os dos interesses da Corte. Enquanto os jesuítas preocupavam-se com o proselitismo e o noviciado, Pombal pensava em reerguer Portugal da decadência que se encontrava diante de outras potências européias da época. A educação jesuítica não convinha aos interesses comerciais emanados por Pombal. Se as escolas da Companhia de Jesus tinham por objetivo servir aos interesses da fé, Pombal pensou em organizar a escola para servir aos interesses do Estado.
Portugal logo percebeu que a educação no Brasil estava estagnada e era preciso oferecer uma solução. Para isso, instituiu-se o “subsídio literário” para manutenção dos ensinos primário e médio. Apesar disso, professores ficavam longos períodos sem receber vencimentos a espera de uma solução vinda de Portugal, assim os professores geralmente não tinham preparação para a função. Eram nomeados por indicação ou sob concordância de bispos e se tornavam “proprietários” vitalícios de suas aulas régias.
O resultado da decisão de Pombal foi que, no princípio do século XIX, a educação brasileira estava reduzida a praticamente nada. O sistema jesuítico foi desmantelado e nada que pudesse chegar próximo deles foi organizado para continuar o trabalho de educação.
A mudança da Família Real, em 1808, permitiu uma nova ruptura com a situação anterior. Para atender às necessidades prementes da nova capital e centro do Império Português, D. João VI refundou a academia militar que havia (atual Academia Militar das Agulhas Negras), criou duas escolas de medicina – um no Rio de Janeiro e outro em Salvador, transferiu a Biblioteca Real para cá (atual Biblioteca Nacional), criou o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e a Imprensa Régia (primeira imprensa oficial que criou o primeiro jornal impresso do Brasil).
Há de se notar que todas essas intervenções mudariam a condição cultural do Brasil que antes era relegado à dependência colonial. O surgimento da imprensa permitiu que os fatos e as idéias fossem divulgados e discutidos no meio da população letrada, preparando terreno propício para as questões políticas que permearam o período seguinte da História do Brasil; apesar de tudo infelizmente não se conseguiu implantar um sólido sistema educacional nas terras brasileiras.
A educação continuou a ter uma importância secundária. O professor Lauro de Oliveira Lima disse: “A ‘Abertura dos portos’, além do significado comercial da expressão, significou a permissão dada aos ‘brasileiros’ de tomar conhecimento de que existia, no mundo, um fenômeno chamado civilização e cultura”. Não existiam universidades.
D. João VI volta a Portugal em 1821. Em 1822, seu filho D. Pedro I proclama a Independência do Brasil e, em 1824, outorga a primeira Constituição brasileira. O Art. 179 desta Lei Magna dizia que a “instrução primária é gratuita para todos os cidadãos”.
Em 1823, tentando suprir a falta de professores, institui-se o Método Lancaster, pelo qual um aluno treinado ensinava um grupo de 10 alunos sob a vigilância de um inspetor.
Em 1826, um Decreto institui quatro graus de instrução: Pedagogias (escolas primárias), Liceus, Ginásios e Academias. Em 1827 um projeto de lei propõe a criação de pedagogias em todas as cidades e vilas, além de prever o exame na seleção de professores, para nomeação. Propunha ainda a abertura de escolas para meninas.
Em 11 de agosto de 1827 o imperador D. Pedro I cria duas faculdades de Direito no País. Tal empreendimento é de ordem prática: assim não era mais necessário deslocar-se para a Europa (para a Universidade de Coimbra na época colonial) – e estava assegurada a formação dos advogados e administradores públicos do nascente Império Brasileiro.
Por todo o Império pouco se fez pela educação brasileira e muitos reclamavam de sua qualidade ruim.
A República proclamada adotou o modelo político estadunidense baseado no sistema presidencialista. Na organização escolar percebe-se influência da filosofia positivista. A Reforma de Benjamin Constant tinha como princípios orientadores a liberdade e laicidade do ensino, como também a gratuidade da escola primária. Estes princípios seguiam a orientação do que estava estipulado na Constituição brasileira. Uma das intenções desta Reforma era transformar o ensino em formador de alunos para os cursos superiores. Outra intenção era substituir a predominância literária pela científica.
Esta Reforma foi bastante criticada: pelos positivistas, já que não respeitava os princípios pedagógicos de Comte; pelos que defendiam a predominância literária, já que o que ocorreu foi o acréscimo de matérias científicas às tradicionais.
A Reforma Rivadávia Correa, de 1911, pretendeu que o curso secundário se tornasse formador do cidadão e não como simples promotor a um nível seguinte. Retomando a orientação positivista, prega a liberdade de ensino, entendendo-se como a possibilidade de oferta de ensino que não seja por escolas oficiais, e de freqüência. Além disso, prega ainda a abolição do diploma em troca de um certificado de assistência e aproveitamento e transfere os exames de admissão ao ensino superior para as faculdades. Os resultados desta Reforma foram desastrosos para a educação brasileira.
Num período complexo da História do Brasil surge a Reforma João Luiz Alves que introduz a cadeira de Moral e Cívica com a intenção de tentar combater os protestos estudantis contra o governo do presidente Artur Bernardes.
A década de vinte foi marcada por diversos fatos relevantes no processo de mudança das características políticas brasileiras. Foi nesta década que ocorreu o Movimento dos 18 do Forte (1922), a Semana de Arte Moderna (1922), a fundação do Partido Comunista do Brasil (1922), a Rebelião Tenentista (1924) e a Coluna Prestes (1924 a 1927).
A Revolução de 30 foi o marco referencial para a entrada do Brasil no modelo capitalista de produção. A acumulação de capital, do período anterior, permitiu com que o Brasil pudesse investir no mercado interno e na produção industrial. A nova realidade brasileira passou a exigir uma mão-de-obra especializada e para tal era preciso investir na educação. Sendo assim, em 1930, foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública e, em 1931, o governo provisório sanciona decretos organizando o ensino secundário e as universidades brasileiras ainda inexistentes. Estes Decretos ficaram conhecidos como “Reforma Francisco Campos”.
Em 1932 um grupo de educadores lança à nação o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, redigido por Fernando de Azevedo e assinado por outros conceituados educadores da época. Em 1934, a nova Constituição (a segunda da República) dispõe, pela primeira vez, que a educação é direito de todos, devendo ser ministrada pela família e pelos Poderes Públicos. Ainda em 1934, por iniciativa do governador Armando Salles Oliveira, foi criada a Universidade de São Paulo. A primeira a ser criada e organizada segundo as normas do Estatuto das Universidades Brasileiras de 1931. Em 1935 o Secretário de Educação do Distrito Federal, Anísio Teixeira, cria a Universidade do Distrito Federal, no atual município do Rio de Janeiro.
Refletindo tendências fascistas é outorgada uma nova Constituição em 1937. A orientação político-educacional para o mundo capitalista fica bem explícita em seu texto sugerindo a preparação de um maior contingente de mão-de-obra para as novas atividades abertas pelo mercado. Neste sentido a nova Constituição enfatiza o ensino pré-vocacional e profissional. Por outro lado propõe que a arte, a ciência e o ensino sejam livres à iniciativa individual e à associação ou pessoas coletivas públicas e particulares, tirando do Estado o dever da educação. Mantém ainda a gratuidade e a obrigatoriedade do ensino primário
O contexto político do estabelecimento do Estado Novo faz com que as discussões sobre as questões da educação, profundamente ricas no período anterior, entrem “numa espécie de hibernação”. As conquistas do movimento renovador, influenciando a Constituição de 1934, foram enfraquecidas nessa nova Constituição de 1937. Marca uma distinção entre o trabalho intelectual, para as classes mais favorecidas, e o trabalho manual, enfatizando o ensino profissional para as classes mais desfavorecidas.
O ensino ficou composto, neste período, por cinco anos de curso primário, quatro de curso ginasial e três de colegial, podendo ser na modalidade clássico ou científico. O ensino colegial perdeu o seu caráter propedêutico, de preparatório para o ensino superior, e passou a se preocupar mais com a formação geral. Apesar dessa divisão do ensino secundário, entre clássico e científico, a predominância recaiu sobre o científico, reunindo cerca de 90% dos alunos do colegial.
A nova Constituição, na área da Educação, determina a obrigatoriedade de se cumprir o ensino primário e dá competência à União para legislar sobre diretrizes e bases da educação. Além disso, fez voltar o preceito de que a educação é direito de todos.
Baseado nas doutrinas emanadas pela Carta Magna de 1946, o Ministro Clemente Mariani, cria uma comissão com o objetivo de elaborar um anteprojeto de reforma geral da educação nacional. Esta comissão, presidida pelo educador Lourenço Filho, era organizada em três subcomissões: uma para o Ensino Primário, uma para o Ensino Médio e outra para o Ensino Superior. Em novembro de 1948 este anteprojeto foi encaminhado à Câmara Federal, dando início a uma luta ideológica em torno das propostas apresentadas. Num primeiro momento as discussões estavam voltadas às interpretações contraditórias das propostas constitucionais. Num momento posterior, após a apresentação de um substitutivo do Deputado Carlos Lacerda, as discussões mais marcantes relacionaram-se à questão da responsabilidade do Estado quanto à educação, inspirados nos educadores da velha geração de 1930, e a participação das instituições privadas de ensino.
Depois de 13 anos de acirradas discussões foi promulgada a Lei 4.024, em 20 de dezembro de 1961, sem a pujança do anteprojeto original, prevalecendo as reivindicações da Igreja Católica e dos donos de estabelecimentos particulares de ensino no confronto com os que defendiam o monopólio estatal para a oferta da educação aos brasileiros.
Se as discussões sobre a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional foi o fato marcante, por outro lado muitas iniciativas marcaram este período como, talvez, o mais fértil da História da Educação no Brasil: em 1950, em Salvador, no estado da Bahia, Anísio Teixeira inaugura o Centro Popular de Educação (Centro Educacional Carneiro Ribeiro), dando início a sua idéia de escola-classe e escola-parque; em 1952, em Fortaleza, estado do Ceará, o educador Lauro de Oliveira Lima inicia uma didática baseada nas teorias científicas de Jean Piaget: o Método Psicogenético; em 1953, a educação passa a ser administrada por um Ministério próprio: o Ministério da Educação e Cultura; em 1961, tem início uma campanha de alfabetização, cuja didática, criada pelo pernambucano Paulo Freire, propunha alfabetizar em 40 horas adultos analfabetos.
Em 1964, um golpe militar aborta todas as iniciativas de se revolucionar a educação brasileira, sob o pretexto de que as propostas eram “comunizantes e subversivas”.
O Regime Militar espelhou na educação o caráter antidemocrático de sua proposta ideológica de governo: professores foram presos e demitidos; universidades foram invadidas; estudantes foram presos e feridos nos confronto com a polícia e alguns foram mortos; os estudantes foram calados e a União Nacional dos Estudantes proibida de funcionar; o Decreto-Lei 477 calou a boca de alunos e professores.
Neste período deu-se a grande expansão das universidades no Brasil. Para acabar com os “excedentes” (aqueles que tiravam notas suficientes para serem aprovados, mas não conseguiam vaga para estudar), foi criado o vestibular classificatório.
Para erradicar o analfabetismo foi criado o Movimento Brasileiro de Alfabetização, aproveitando-se a didática do expurgado Paulo Freire. O MOBRAL se propunha a erradicar o analfabetismo no Brasil: não conseguiu. Entre denúncias de corrupção, acabou por ser extinto e, no seu lugar, criou-se a Fundação Educar.
É no período mais cruel da ditadura militar, onde qualquer expressão popular contrária aos interesses do governo era abafada, muitas vezes pela violência física, que é instituída a Lei 5.692, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1971. A característica mais marcante desta Lei era tentar dar a formação educacional um cunho profissionalizante.
No fim do Regime Militar a discussão sobre as questões educacionais já haviam perdido o seu sentido pedagógico e assumido um caráter político. Para isso contribuiu a participação mais ativa de pensadores de outras áreas do conhecimento que passaram a falar de educação num sentido mais amplo do que as questões pertinentes à escola, à sala de aula, à didática, à relação direta entre professor e estudante e à dinâmica escolar em si mesma. Impedidos de atuarem em suas funções, por questões políticas durante o Regime Militar, profissionais de outras áreas, distantes do conhecimento pedagógico, passaram a assumir postos na área da educação e a concretizar discursos em nome do saber.
Neste período, do fim do Regime Militar aos dias de hoje, a fase politicamente marcante na educação, foi o trabalho do economista e ministro da Educação Paulo Renato de Souza, que tornou o Conselho Nacional de Educação menos burocrático e mais político. Jamais houve execução de tantos projetos na área da educação.
Até os dias de hoje muito tem se mexido no planejamento educacional, mas a educação continua a ter as mesmas características impostas em todos os países do mundo, que é mais o de manter o “status quo”, para aqueles que freqüentam os bancos escolares, e menos de oferecer conhecimentos básicos, para serem aproveitados pelos estudantes em suas vidas práticas.
.
Terra adorada entre outras mil… és tu, Brasil?
Concluindo, podemos dizer que a História da Educação Brasileira tem um princípio, meio e fim bem demarcado e facilmente observável. Ela é feita em rupturas marcantes, onde em cada período determinado teve características próprias.
A bem da verdade, apesar de toda essa evolução e rupturas inseridas no processo, a educação brasileira não evoluiu muito no que se refere à questão da qualidade. As avaliações, de todos os níveis, estão priorizadas na aprendizagem dos estudantes, embora existam outros critérios. O que podemos notar, por dados oferecidos pelo próprio Ministério da Educação, é que os estudantes não aprendem o que as escolas se propõem a ensinar. Somente uma avaliação realizada em 2002 mostrou que 59% dos estudantes que concluíam a 4ª série do Ensino Fundamental não sabiam ler e escrever.
Embora os Parâmetros Curriculares Nacionais estejam sendo usados como norma de ação, nossa educação só teve caráter nacional no período da Educação jesuítica (mas também não podemos tirar muita coisa daí, era um contexto totalmente diverso). Após isso o que se presenciou foi o caos e muitas propostas desencontradas que pouco contribuíram para o desenvolvimento da qualidade da educação oferecida.
É provável que estejamos próximos de uma nova ruptura. E esperamos que ela venha com propostas desvinculadas do modelo europeu de educação, criando soluções novas em respeito às características brasileiras. Como fizeram os Tigres Asiáticos, que buscaram soluções para seu desenvolvimento econômico investindo em educação. Ou como fez Cuba que, por decisão política de governo, erradicou o analfabetismo em apenas um ano e trouxe para a sala de aula todos os cidadãos cubanos.
Na evolução da Educação brasileira a próxima ruptura precisaria implantar um modelo que fosse único, que atenda às necessidades de nossa população e que seja capaz de beneficiar todos os brasileiros.
Observação:
Falta ainda uma análise sobre as atuais (2003 em diante) mudanças no Ensino Superior. A criação e adoção do REUNI e as discussões em torno do Plano Nacional de Educação (PNE) nos colocam diante de novas expectativas na esfera de uma educação que possua um caráter nacional. O ENEM, enquanto método de acesso universal às universidades é um ótimo exemplo do caminho que se pretende seguir, mas seus respectivos erros e problemas nos mostram que essa estrada ainda é muito longa. Pretendo continuar esta pesquisa. Até lá!
.
Bibliografia resumida:
BELLO, José Luiz de Paiva. Educação no Brasil, a História das Rupturas. 2001.
Pedagogia em Foco (clique aqui para visitar o site)
História da Educação, Linha do tempo (youtube)