

Selecionamos 123 capas da revista, de 1993 a 2010. Elas formam uma narrativa surpreendente, quase uma história em quadrinhos da história política do período. FHC é o presidente dos sonhos da publicação. Sério, compenetrado e trabalhador, fez uma gestão exemplar e não está para brincadeiras. O ex-metalúrgico, por sua vez, brinca a bola e é um demagogo que merece apenas um chute no traseiro.
Por Gilberto Maringoni, da CartaCapital
O presidente Lula sofreu impeachment em agosto de 2005. Quase ninguém se lembra dele. Era um trapalhão barrigudo, chefe de quadrilha e ignorante.
A história seria assim, se o mundo virtual da revista Veja fosse real. Selecionamos 123 capas da revista, de 1993 a 2010. Elas formam uma narrativa surpreendente, quase uma história em quadrinhos da história política do período. FHC é o presidente dos sonhos da publicação. Sério, compenetrado e trabalhador, fez uma gestão exemplar. O ex-metalúrgico, por sua vez, é um demagogo que merece apenas um chute no traseiro.
A visão de Veja é a visão da extrema direita brasileira. Tem uma tiragem de um milhão de exemplares e é lida por muita gente. Entre seus apreciadores está, surpreendentemente, o governo brasileiro. Este não se cansa de pagar caríssimas páginas de publicidade para uma publicação que o achincalha com um preconceito de classe raras vezes visto na imprensa.
Freud deve explicar. Clique no link abaixo para ver a sequência. Vale a pena.

Via PipocadeBits
O dia dos pais está chegando e você precisa se apressar para comprar o presente do seu, certo?
Bom, mas que tal saber o por que disso tudo?
No Brasil o dia dos pais teve uma origem parecida com a do dia das mães, foi ideia de um publicitário. Em 1953 Sylvio Bhering pensou que seria uma boa ideia importar esta comemoração, que já ocorria em diferentes partes do mundo, para o Brasil. A data escolhida foi 14 de agosto, o dia de São Joaquim, pai de Maria, avô de Jesus e padroeiro dos avôs. A iniciativa teve grande apoio do jornal O Globo.
Nos anos seguintes a data foi modificada para o segundo domingo de agosto, sendo este um dia mais propício para as reuniões familiares. Em São Paulo o dia dos pais só começou a ser comemorado em 1955, quando a data passou a ter o apoio da Folha de S. Paulo, TV Record, Rádio Pan-americana e a extinta Rádio São Paulo. O grupo organizou um grande show para comemorar a data especial com muitas premiações e lançamentos de discos. Desta forma o dia dos pais pegou de vez no Brasil.
O primeiro registro de uma comemoração do gênero vem da Babilônia, há mais de 4 mil anos, onde o jovem Elmesu moldou em argila um cartão, desejando sorte, saúde e longa vida ao seu pai.
A fixação de uma data específica para homenagear os pais é divida entre eventos ocorridos em 1908 no estado norte americano de West Virginia e em 1909, quando a estadunidense Sonora Louise Smart Dodd decidiu especificar a data de 19 de junho para demonstrar toda sua admiração por seu pai, um veterano da guerra civil que ficou viúvo quando sua esposa teve o sexto bebê e que criou os seis filhos sozinho em uma fazenda no Estado de Washington.
A primeira comemoração aconteceu em 1910 e as rosas foram definidas como flores oficiais do evento. Os pais vivos deviam ser homenageados com rosas vermelhas e os falecidos com flores brancas. Em 1972, o então presidente Richard Nixon proclamou oficialmente o terceiro domingo de junho como Dia dos Pais.
Outros países do mundo também comemoram o dia dos pais, mas nem sempre a data é a mesma. Na Alemanha a comemoração acontece no Dia da Ascensão, 40 dias depois do domingo de páscoa. Na Tailândia a data escolhida foi 5 de Dezembro, dia do nascimento do rei Bhumibol Adulyadej. Na Bélgica, Portugal, Angola, Espanha, Itália, Cabo Verde, Andorra e Listenstainea festa ocorre no dia de São José (19 de Março), sendo que em alguns destes países o dia dos pais acontece duas vezes. A primeira no dia 19 de março e a segunda, considerada secular, ocorre no segundo domingo de junho. Na Rússia não existe propriamente o dia dos pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, a chamada data “o dia do defensor da pátria” (Den Zaschitnika Otetchestva).
Notadocomprimido: Apesar da data ter sido criada por um publicitário, nunca é ruim dizer o quanto o seu pai significa para você. Mas nada de corrida às lojas, isso deve ser feito todo dia – e não quando as lojas querem. Até a próxima!

Por Lucas de Oliveira, em seu blog.
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Você com certeza já deve ter ficado um bom tempo olhando aquele lanche bagunçado e com a cara totalmente diferente do que você viu no anúncio. E a pergunta que veio em sua mente foi a única: “Como eles fizeram aquele lanche bonito dos comerciais?”
Suas dúvidas acabaram!!! Veja no vídeo abaixo o procedimento para deixar o lanche pronto para ser fotografado (e não devorado).

As organizações, para criar uma identidade visual que possa ser facilmente reconhecida pelos consumidores, utilizam os mais variados tipos de símbolos em suas estéticas. É possível encontrar desde simples tipografias até trabalhados emblemas, que agregam valor e representam as empresas mundo afora. Em meio a esse ambiente, é possível encontrar companhias que empregam em suas simbologias figuras presentes na fauna e flora do planeta.
Pensando na preservação de espécies animais e vegetais, um grupo de organizações (Global Environment Facility, World Bank e International Union for Conservation of Nature) decidiu criar uma iniciativa, que deve contar com a ajuda da população e, principalmente, das grandes empresas. O movimento se chama Save your logo (Salve sua logo), que convida todas as organizações que utilizam espécies de animais e plantas como símbolo para contribuir com a conservação da biodiversidade do planeta. Os valores doados pelas companhias serão aplicados no Fundo de Doação para a Biodiversidade, e depois serão repassados para organizações especializadas em projetos de preservação. E parte da contribuição poderá ser utilizada na dedução de impostos.


Gordura, gordura, gordura!
Uma pesquisa feita pelo Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição (Opsan) da Universidade de Brasília (UnB) revela que as propagandas sobre alimentos no Brasil sugerem opções que fazem mal à saúde dos consumidores. Os dados preliminares do estudo foram divulgados no dia 26 de junho. O levantamento, intitulado Pesquisa de monitoração de propaganda de alimentos visando à prática da alimentação saudável, foi feito entre 2006 e 2007 com recursos do Ministério da Saúde/CNPq.
Para fazer análise das peças publicitárias, professores, alunos e recém-formados do Departamento de Nutrição gravaram durante 52 semanas 20 horas diárias da programação de canais televisivos abertos e fechados.
Também foram arquivados nesse período revistas voltadas tanto para o público adulto em geral, feminino e infantil. Os resultados constados pelos pesquisadores assustam. 72% do total das peças publicitárias de alimentos, veiculam mensagens para o consumo de alimentos com altos teores de gorduras, açúcares e sal.
Este valor é alcançado com a publicidade de apenas cinco categorias de alimentos: na ordem, os campeões são fast food; guloseimas (balas, chicletes) e sorvetes; refrigerantes e sucos artificiais; salgadinhos de
pacote, e biscoitos (doces e recheados) e bolo.
“Isso contribui para o aumento crescente e assustador da prevalência das doenças crônicas não transmissíveis como obesidade, hipertensão e diabetes”, declara a professora Elisabetta Recine, uma das coordenadoras da pesquisa. “E subsidia a discussão sobre a urgência de se regulamentar a publicidade de alimentos.”.
Público infantil
Nos canais de TV a cabo destinados preferencialmente ao público infantil a pesquisa chegou a verificar que 50% das peças publicitárias nessas redes são de alimentos. “Isso mostra nitidamente o direcionamento da publicidade para esse público, no sentido de estimular consumo e formar hábitos alimentares não saudáveis”, analisa a professora. Reunindo canais abertos e fechados, 44% do total desse tipo de propaganda é direcionada às crianças. “O dado é incontestável, porque praticamente metade da publicidade de alimentos na mídia televisiva e dirigida ao público infantil. Por isso identificamos atualmente casos de obesidade, hipertensão e colesterol alto em crianças e com prevalência cada vez mais altas”, avalia.
Quando se trata da análise do conteúdo publicitário destinado à criança, é alta a ocorrência de peças publicitárias com promoções de estímulo à compra, como, por exemplo, a inclusão de bonecos e figurinhas nas embalagens. “Em torno de 20% das propagandas contêm algum tipo de promoção”, afirma Elisabetta.
Mídia impressa
A realidade da publicidade alimentícia em revistas não é diferente. Cerca de 15% do total de peças nesses veículos relacionam-se a produtos alimentícios. Em revistas infantis, como as de história em quadrinhos, esse número é um pouco maior, fica em torno de 18%.
Esses são apenas alguns dos dados preliminares da pesquisa, que tem a intenção de entrar a fundo no mundo publicitário para desvendar elementos persuasivos não tão perceptíveis à primeira vista. “Vamos analisar o tipo de mensagem que é enviada a cada público, os recursos para chamar a atenção, os valores estimulados”, explica Elisabetta. “A meta é entrar nessas estruturas para detalhar quais são os mecanismos utilizados para conquistar o consumidor”, afirma.
Financiada pelo Ministério da Saúde/CNPq, a pesquisa tem o objetivo de contribuir para a discussão sobre a regulamentação da publicidade de alimentos e apontar estratégias para produção de uma futura regulamentação. “Muitos países controlam e até mesmo proibiram a publicidade de alimentos na TV. Há outros que controlam essas propagandas em determinados horários, como o de programação infantil”, afirma a pesquisadora.
Quadro
- 20% da programação das TVs são ocupadas por publicidade. Desse total, 10% é sobre alimentos;
- Foram analisados quatro canais de TV, sendo dois abertos e dois fechados;
- Nos canais fechados, 50% da publicidade é voltada para o público infantil;
- A gravação foi feita durante 20 horas durante sete dias de 52 semanas (entre agosto de 2006 e agosto de 2007), totalizando 4.160 horas de material coletado;
- Neste mesmo período foram analisadas 18 revistas, sendo 3 destinadas ao público adulto, 8 para o feminino, duas para adolescentes e seis para crianças;
- Cinco categorias de produtos (fast food; guloseimas e sorvetes; refrigerantes e sucos artificiais; salgadinhos de pacote, e biscoitos e bolo) são responsáveis por 72% das propagandas de alimentos;
- Reunindo canais abertos e fechados, 44% do total de propagandas de alimentos é direcionado às crianças;
- Na mídia impressa, cerca de 15% do total de peças publicitárias são de alimentos;
- Em revistas infantis, esse número é um pouco maior, fica em torno de 18%;
Integram a equipe de coordenação da pesquisa, Elisabetta Recine, Janine Coutinho e Renata Monteiro, do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição, da Universidade de Brasília.
Fonte: Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição / UNB