Entenda o projeto de lei SOPA / PIPA

Como vocês já devem estar sabendo, o senado americano vai votar no dia 24 de janeiro um projeto de lei que está sendo conhecido na internet como SOPA e PIPA, que dá direito às indústrias de entretimento solicitar intervenção direta a qualquer site que veicule qualquer tipo de propriedade intelectual de terceiros. Hoje, sites como a Wikipedia, Boingboing e WordPress fizeram “blackouts” em seu site como forma de protesto. Nosso site também está fazendo parte (leia aqui).

Assista o vídeo abaixo e entenda ainda melhor sobre o assunto.

Copiado do Sedentário&Hiperativo.

STOP SOPA!

Você deve ter notado a tarja-preta em cima do nosso logotipo, não é? (em caso negativo, sobe lá, é rapidinho).

Esta ação faz parte de um movimento global de protesto contra a Stop Online Piracy Act, ou SOPA, que é um projeto de lei  que será apresentado no Congresso dos Estados Unidos no próximo dia 24 e que pretende fechar qualquer site suspeito de conter material que viole direitos autorais ou de propriedade intelectual.

Se esta legislação for aprovada, isto significará uma mudança drástica na internet como a conhecemos hoje. Assistir filmes online, regravar uma música e colocá-la no youtube, citar artigos ou compartilhar textos gratuitamente serão coisa do passado. Não só para os cidadãos norte-americanos, bem como para todo o mundo.

Há uma petição online circulando, diversos vídeos explicativos e protestos, tanto onlines quanto offlines, sendo organizados. Nós, brasileiros, também temos MUITOS interesses envolvidos nessa briga. Já há um Projeto de Lei sendo discutido no NOSSO congresso, a PL 84/99 de autoria do Senador Eduardo Azeredo, que está sendo chamada de AI-5 Digital (leia+). Se esta lei for aprovada nos Estados Unidos, com certeza o lobbie aumentará em todo o mundo. Precisamos manter e ampliar a liberdade conquistada na internet, e para isso só com informação livre e de qualidade.

Traduzi um dos melhores infográficos que achei sobre o assunto, basta clicar na imagem abaixo para continuar lendo. Para saber mais sobre o assunto, clique aqui (site brasileiro) ou aqui (site estadunidense).

*infográfico sugerido pelo leitor Pedro Henriques, via Facebook.

 

Ativistas são agredidos durante ação contra corrida de touros

Ativistas que protestavam pacificamente contra a tortura de touros durante a final da corrida conhecida como “Grão-Toreiro” – uma corrida que opõe “adolescentes e bezerros, até a morte” – foram covardemente agredidos, na França.

Cerca de 100 militantes vieram de toda a França e também da Bélgica para o centro da arena, com o intuito de intervir em defesa dos animais.

Enquanto um grupo chamava a atenção com cartazes em protesto à prática cruel que estava prestes a acontecer, um outro grupo saltava à arena para se acorrentar formando um círculo.

Um vídeo registrou o momento em que os organizadores agrediram brutalmente os ativistas durante a manifestação.

As agressões contra os ativistas iniciaram com jatos d’água, e foram evoluindo para socos, pontapés nas costas e na cabeça, até chegar ao cúmulo de uma das participantes ser violentamente despida e puxada pelo sutiã, que lhe foi arrancado.

Muitos ativistas saíram com hematomas e tiveram que ser socorridos fora da arena.

Virginie, uma das militantes, denunciou a gravidade das agressões: “Houve abusos, sim. Sandra, que teve um tufo de cabelo arrancado da cabeça, foi levada para fora da arena com a ajuda de um cadeado passado em volta do pescoço. Aurélie ficou oito horas de repouso por causa do cóccix quebrado”, comentou indignada.

Omissão das autoridades

Segundo informações da Agência de Notícias Anarquistas, havia poucos policiais municipais presentes. Além disso,  autoridades presentes, como o prefeito de Nîmes e o primeiro magistrado de Rodhilan, nada fizeram para impedir a brutalidade que se dava contra os manifestantes, diante dos olhos do público.

Sem reação, os ativistas continuaram a ser agredidos enquanto eram forçados a deixar a arena.

A polícia apenas interveio para permitir o início do espetáculo de tortura, liberando a arena para o início da corrida. “Eles se recusaram a entregar nossas reivindicações ao prefeito como nós lhes pedimos, e também de registrar nossas queixas, bem como os bombeiros se recusaram a carregar uma mulher que não podia por os pés no chão. Quanto à Cruz Vermelha, ficaram de braços cruzados”, observaram as besancenses.

Assista ao vídeo que registrou o episódio de brutalidade:

Da Redação da ANDA – Agência de Direitos dos Animais

Por que a mídia não destaca os hackers de verdade?

Por Jomar Silva, do Trezentos

Há quase dois anos, meus ouvidos se entupiram de ouvir delinquentes digitais sendo chamados de “Hackers” na mídia brasileira, e foi com a paciência bem curta que escrevi um texto que recebe comentários até hoje aqui no Trezentos. É o texto “Sou um hacker e me orgulho muito disso !”.

Estamos novamente em dias complicados, pois novamente vemos delinquentes digitais “aparecendo” na mídia, por terem “tirado do ar” e “atacado” sites de governo como “forma de protesto”… Olha como é difícil (clique aqui para acessar tutorial no youtube) fazer um protesto como o deles (aliás me pergunto aqui quantos deles viram este vídeo e decidiram “virar hackers”).

Foto de um típico hacker em seu habitat natural

Acho engraçado ver alguém usar um ataque DDoS como “forma de protesto”, por dois motivos básicos:

1. Ataque DDoS é uma imensa covardia, possibilitada hoje em dia por redes de bots hospedados em computadores “com aquele” sistema operacional. E você não precisa assim ser um Magaiver para ter acesso a uma botnet dessas.

2. Protesto sem mostrar a cara não é protesto, é molecagem !

É bom deixar claro aqui, que o máximo que um ataque DDoS consegue fazer é tirar um site do ar… no máximo… Isso aliás me lembra aquela “forma de protesto” que faziamos nos anos 80 contra os “nossos opressores”… o bom e velho tocar a campainha e sair correndo… parece que não, mas era um DDoS também.

O que escrevo aliás, é um protesto, e estou mostrando a cara ! Claro que nem todo mundo é homem para fazer isso, mas eu confesso que entendo… já fui adolescente com o rosto cheio de espinhas, sem vida social e com a compreenção política de uma ameba… mas eu cresci, e espero que os “hackers” da moda também cresçam um dia.

Neste vídeo o autor ensina como programar um ataque DDOS e tirar um site do ar.

Falando em crescimento, eu realmente gostaria de ver estes garotos que estão hoje fazendo molecagem em sites do governo usarem seu talento em programação (se é que eles tem talento de verdade), e trabalharem em projetos como o Transparência Hacker.

Ali sim encontramos Hackers de verdade, utilizando seus conhecimentos em TI para fazer um protesto real, construíndo ferramentas para levar transparência às contas públicas. Com o seu talento, estão dando à toda a sociedade a capacidade de entender os relatórios disformes e desconexos publicados pelos mais diversos entes governamentais.

Ao conectar as informações dispersas de forma absolutamente intuitiva, eles de fato protestam contra aqueles que ainda acreditam que conseguem se esconder atrás das estruturas públicas. Para estes garotos e garotas eu realmente tiro o meu chapéu e não canso de elogia-los pelo seu trabalho. São Hackers de verdade, fazendo um protesto de verdade, com consciência política de verdade.

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Fica aqui então o convite duplo:

1. Para a mídia dar mais publicidade aos Hackers de verdade.

2. Para que os “hackers” que andam derrubando sites por aí façam uma reflexão e se por acaso se acharem bons de verdade, para que façam um protesto construtivo e efetivo, trabalhando na Transparência Hacker… Mostrar a cara também seria uma boa, mas entendo que dá medinho…

Deixo um abraço deste Hacker de verdade, velho de guerra e que também já foi incendiário. Hoje não passa de um cansado bombeiro, e não tem medo de mostrar a cara, pois só assim se protesta de verdade!

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Notadocomprimido: a linguagem do texto talvez seja um pouco ‘hacker’ ou ‘nerd’ demais, mas acho que dá para todo mundo entender bem apesar dos pesares.

Discordo do autor quando ele diz que protesto sem mostrar a cara é molecagem. Depende da situação. Depende dos objetivos.

Mas a questão que estamos discutindo aqui é o velho padrão midiático de enxergar as coisas tomando a parte pelo todo e culpando todo um grupo pela ação de alguns elementos. Nem todo hacker é “do mal”. Nem todo jogador de RPG faz rituais ligados ao demônio (isso, na verdade, não tem absolutamente nada haver mesmo). É esse modo de ver o mundo e de encarar os problemas que deve mudar.

Por que a mídia não dá destaque aos hackers de verdade? A mídia tem interesses comerciais. Interesses estes que muitas vezes vão contra a liberdade de informação e a liberdade individual dos cidadões. Em outras palavras, estamos, na maioria das vezes, do outro lado da trincheira. É nosso papel, enquanto hackers e enquanto internautas comuns, continuarmos pressionando a mídia para que ela ofereça informação de qualidade. Como? Oferecendo nós mesmos este tipo de informação.

Portuga Diário #10: Protesto! Geração à rasca!


Olá pessoal!

Eu sei que ainda estou devendo a vocês um relato do Carnaval aqui no Porto, mas essa semana teve uma manifestação gigantesca aqui no país e não poderia deixar de comentar. Para comemorar o décimo #portugadiário nada melhor do que um assunto sério, não acham? =]

Portugal está passando por muitas dificuldades com a crise econômica, principalmente no que diz respeito ao aumento do desemprego de longa duração. O mercado de trabalho está se fechando e, neste momento em que o governo deveria estar investindo mais do que nunca na economia, está fechando os cofres pra ver se consegue atrair investimentos do exterior. Leia-se especuladores, que não trarão riqueza nenhuma a esse povo.

Várias medidas de arroxo econômico, entre elas corte das pensões e diminuição de investimentos (por exemplo, a Universidade do Porto tá tendo que cortar gastos), já foram anunciadas.

O protesto foi organizado como uma maneira da população, principalmente a juventude, mostrar ao país que não aceita esse estado das coisas e que quer mudanças. Nunca na história desse país, para usar uma frase pouco conhecida por nós (hehe), teve tanto jovem formado, com mestrado, doutorado – e desempregado.

Abaixo segue a manifesto retirado do site oficial do movimento:
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Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.

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Aqui no Porto cerca de 80.000 pessoas, crianças, jovens, idosos, diferentes gerações se reuniram para protestar. Foi algo bem bonito de se ver. Segue abaixo um vídeo feito por integrantes da passeata. E até a próxima!