Adiadas as votações do SOPA e do PIPA.

O líder da maioria no Senado americano, democrata Harry Reid, decidiu adiar a votação do projeto de lei conhecido como PIPA ( Protect IP Act, ou Ato de Proteção à Propriedade Intelectual). Saiba mais sobre o projeto clicando aqui. Ele foi tão criticado na internet  e o protesto na rede tão eficiente que os políticos, democratas e republicanos, pisaram no freio. Para explicar a decisão, Harry Reid deixou bem claro de onde vem a pressão em favor da lei:

- Não existe motivo para não resolvermos os problemas legítimos apontados por tantos, a respeito do projeto de lei. A pirataria custa bilhões de dólares à economia americana e milhares de empregos todo ano. A indústria de cinema, sozinha, emprega mais de 2,2 milhões de pessoas. Nós temos que tomar uma atitude para barrar essas práticas ilegais.

Mas a votação, que estava marcada para a próxima terça-feira, saiu da pauta do Senado e não tem data, ainda, para voltar ao plenário.

Na Câmara, o projeto semelhante, conhecido como SOPA (Stop Online Piracy, que pode ser traduzido como Barre a Pirataria Online), segue o mesmo caminho e pode ser engavetado. O autor do SOPA, Presidente da Comissão de Justiça da Câmara, deputado republicano Lamar Smith, disse que vai reconsiderar o texto do projeto de lei e garantiu que ele não será apresentado para votação até que haja um amplo consenso a respeito da melhor maneira de se lidar com o problema da pirataria na internet.

SOPA e PIPA  têm como alvo a propriedade intelectual na internet. Mais especificamente, o que é considerado pirataria de sites estrangeiros. Aprovação deles como estão vai cercear a liberdade de expressão na internet.

Por Heloisa Villela, via VioMundo.

Pesquisadores da UnB desenvolvem novo tratamento para câncer

Bentes comemora os resultados da pesquisa. Foto: Guilherme Pera

Pesquisa realizada pelo Instituto de Biologia (IB) da Universidade de Brasília (UnB) está desenvolvendo novos tratamentos para o câncer. O projeto começou em janeiro do ano passado, e os investimentos já superam sete milhões de reais.

Ricardo Bentes, professor do IB e um dos responsáveis pela pesquisa, explica que a meta é criar uma medicação menos invasiva: “Hoje existem três tratamentos para o câncer: quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Apesar da eficiência, os efeitos colaterais são muito grandes”, explica.

O projeto é uma parceria entre a UnB, Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Com participação de 40 pesquisadores de várias universidades federais brasileiras.

Atualmente, um novo tratamento contra o câncer de pele está em teste. Chamado de “Terapia Fotodinâmica”, o medicamente já foi utilizado em pacientes do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e os resultados superaram as expectativas: “Mais de 100 pacientes já foram testados, e a eficiência foi praticamente total. Algumas pessoas precisaram de duas aplicações, mas o câncer foi tratado sem nenhum efeito colateral”, explica o professor.