PortugaDiário #6: goza o presente!

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Esses últimos dias foram bem corridos, então, como diria meu amiguinho Jack, vamos por partes! Ah sim, e desde já aviso que o #PortugaDiario, agora que começaram as aulas, passará a ter uma periodicidade semanal (com alguns adicionais de vez em quando, claro!).

Levantei bem cedo. Reunião na reitoria. O encontro é só às dez horas, mas ainda tenho que tirar foto 3×4 para entregar. Vamos lá!

Em portugal parece que eles valorizam muito a fotografia, 10 fotos por 10 euros é realmente uma valorização sem igual (rs). Procuro nas proximidades e encontro preços melhores (7 euros por 12 fotos + uma foto grande). Ok, paga-se caro mas o cuidado deles é imenso, em menos de 10min a foto foi tirada, ele retocou algumas espinhas no photoshop, fez alguns ajustes na luz e imprimiu tudo. Pronto. Até que o preço foi justo afinal.

Sigo então para a praça Gomes Teixeira. A reitoria vocês já conhecem (lembram do Omanyte?), mas hoje era a minha vez de participar, não ficar explorando. A Gaby resolve me acompanhar e ouvir as explicações novamente.

Basicamente eles deram dicas sobre a nossa estadia no Porto e tudo que precisávamos fazer quanto a burocracia (tudo que eu já fiz nessa semana). Conheci o Pedro, estudante de Engenharia Elétrica na UnB, que já fará parte de algumas aventuras nos próximos episódios.

E eis que no meio da explicação sobre os estados brasileiros que fazem parte do programa de cooperação a funcionária da universidade diz Ah sim, pois que temos também alguns estudantes do Acre, que alguns brasileiros dizem não existir huahuaua as piadinhas sobre o Acre estão se tornando um fenômeno mundial. Os mexicanos na platéia não entenderam nada, então a funcionária se dispôs a explicar. Português fazendo piada sobre o Acre e explicando em espanhol não é pra qualquer um.

Hoje ela não falou sobre isso, mas a Gaby disse que na reunião que ela teve na terça comentaram sobre a Rapidinha das 6. Aparentemente é um esporte praticado em alguns motéis da cidade, na Faculdade de Desporto. É praticado sempre em duplas, as pessoas fazem alguns movimentos e alongamentos. Bem, vou passar longe de lá nesse horário (qualquer novidade aviso aqui).

À tarde resolvemos almoçar no Shopping com a Elisa, nossa nova amiga brasiliense. Não sei se era o clima da rapidinha das seis, mas no caminho vimos alguns cartazes, digamos, um pouco impróprios para o horário:

O que será que eles querem dizer com isso?

Almoçamos num ristorante italiano. Saladinha simples para começar, macarronada com brócolis e vinho do Porto. Descubro que só tem vinho seco (argh!). As meninas tiveram que beber a minha parte. A sangria que a Gaby pediu estava ótima #fikadika.

Procuro preço de câmeras fotográficas e tablets. Os tablets estão baratos, vou pesquisar um pouco mais e acho que vou comprar um. Não encontro a câmera que eu quero, mas vou continuar tentando. Sugestões? Quero uma semi-profissional que também faça vídeos.

Favaíto! Parece coisa de Harry Potter (desce a cerveja amanteigada!)

À noite fomos conhecer o Piolho, um bar próximo daqui de casa (quatro paradas de ônibus) e da reitoria. O bar tem cento e um, isso mesmo, 101 ANOS. É mais do que Brasília e UnB juntas. O ambiente é muito agradável, e o cardápio vegetariano é interessante. Na nossa mesa uma dúzia de brasileiros intercambistas e a Bibi, uma estudante de Comunicação da Nova Zelândia. Intercâmbio? Não. Ela trabalha na Suécia e cada final de semana conhece um país diferente. Olha que genial!

Que vocês já conhecem estão a Gaby, o Pedro e a Elisa. A noite é divertida, roubo algumas batatas fritas da Bibi, experimento um Favaíto (uma bebida que parece hidromel) e conversamos sobre as mais diversas coisas. O fino (chopp) é apenas um euro, e a comida também é barata.

Os portugueses na hora de sair à noite são um pouco diferentes, dizem que as festas começam a bombar só depois das duas da manhã, e que terminam as seis. No bar é parecido, chegamos às oito e não havia quase ninguém. Meia-noite, quando estávamos indo embora, estava começando a lotar. Em Brasília isso é hora do bar fechar.

Lembro com saudade das noites no Pôr-do-Sol com Mari, Lis, Murilo, e fico imaginando como seria legal se eles também estivessem aqui. Se a noite sem eles foi tão divertida, imagine só! Fico imaginando também como seria legal se Brasília tivesse um lugar como  o Piolho. Na mesa do bar os brasilienses ficam sérios por um minuto e tentam imaginar como será o Pôr-do-Sol aos cem anos de idade. Err, melhor nem falar sobre isso.

HP ganha um presente de Natal inusitado

Por Davi Carvalho de Mello

A HP, gigante do ramo de computadores e tecnologia, foi presenteada nesse mês de dezembro com um vídeo gravado por um consumidor insatisfeito. O americano afro-descendente Desi Cryer, ao testar a nova câmera HP, possuidora de um sistema de reconhecimento de faces, reparou que o dispositivo não o identificou. Situação diferente ocorreu com sua amiga Wanda, que é branca, na qual a o aparelho acompanhou corretamente cada movimento da moça.

Desi, para expressar sua indignação e a falha da empresa, publicou um vídeo no Youtube dizendo que “os computadores HP são racistas”. O vídeo demonstra, com tom de ironia, toda a situação ocorrida.

Em resposta, a HP publicou em seu blog oficial o funcionamento do sistema.