
Na dose homeopática dessa semana, tenho o prazer de apresentar a TV Plínio, onde meu candidato à presidência da República aborda as principais propostas do PSOL para o país. O tema deste programa é a Distribuição da Riqueza. Plínio Arruda Sampaio, Hamilton Assis e Guilherme Delgado discutem a necessidade de uma política econômica que desconcentre a riqueza e a renda no país.
Até lá!


Plínio de Arruda, em debate com estudantes da UnB. Foto: Mariana Costa
“Nós vamos inovar nessa campanha. Vamos ser a mocidade dela. Candidato jovem, campanha jovem”, brinca Plínio de Arruda Sampaio, pré-candidato a presidência da República pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Em encontro com estudantes da Universidade de Brasília (UnB) nesta quarta-feira (25/08), o candidato conversou sobre o uso do twitter e temas gerais como a redução da jornada de trabalho.
A sabatina começou às 18horas, diante de um público de aproximadamente 150 pessoas. Plínio começou destacando que sua candidatura “é um contra-ponto à mesmice”. Para o candidato, o brasileiro estaria “anestesiado” com os avanços sociais do governo Lula, “Esta pessoa, que saiu das classes C e D nos últimos anos e agora, por exemplo, tá levando uma geladeira pra casa, ela não tem muita consciência do que representa a escola absolutamente sucateada do filho dela. No Brasil, metade dos jovens são analfabetos total ou funcional. Ela não percebe que para conseguir um exame médico no SUS ela precisa 4, 6 meses. Que a violência está aumentando. Então o que a gente vive é uma realidade muito enganosa”.
“A nossa candidatura vai fazer uma tarefa dificílima, quase impossível, que é dizer o seguinte: olha pessoal, tá bom desse jeito, ninguém tem nada contra isso, mas tem que ver o outro lado”, completou.

Olá pessoal,
depois de duas semanas ausente, estou de volta aqui no Blog. Nesse tempo ausente participei do Enecom (Encontro Nacional de Estudantes de Comunicação) e participei da Comissão Eleitoral nas Eleições para o DCE (Diretório Central dos Estudantes de Comunicação) da Universidade de Brasília. A chapa vencedora, falando nisso, foi a chapa ‘Amanhã Vai ser Maior’. Bom, mas isso é tema para outro post, confiram aqui os resultados da eleição.
Estou aqui para comentar a participação de Plínio de Arruda, candidato do PSOL à presidência da República, no Jornal Nacional. Não sou filiado a nenhum partido político, e acredito que isso, de certa maneira, me permita uma maior liberdade em relação para esse tipo de conversa. Ou, no mínimo, um pouco mais de credibilidade – ainda que discorde deste argumento.
Não vou negar os avanços que tivemos no governo Lula. Discordo em parte, por exemplo, quando o Plínio fala que votar em qualquer um dos três candidatos (Dilma, Serra ou Marina) seria a mesma coisa. A grande questão é que, para um socialista, não basta que todas as pessoas recebam comida e água ou que tenham um emprego numa fábrica. Não basta desenvolver o país. É esse o ponto que a maioria das pessoas não se dá conta, e exatamente onde eu concordo com o Plínio. Ressalto que acabar com a fome também é necessário, e concordo que esse é um problema que deve receber prioridade total – a vida deve estar acima de tudo. Entendo também o argumento petista de que esta seria “a primeira etapa” da revolução, de que a longo prazo seria mais fácil caminhar rumo ao socialismo. Entendo, mas não concordo que seja isso o que está acontecendo.
Na questão do Plano Nacional de Direitos Humanos, por exemplo, o presidente voltou atrás do que tinha sido aprovado em Conferência. Quando o PT inscreveu seu plano de governo no TRE e a mídia noticiou ‘pontos polêmicos’, eles foram lá e voltaram atrás. E essa é a atitude em todas as áreas. Se alguém tenta fazer algo diferente, se busca implantar uma ‘sementinha’ que seja, o governo volta atrás para não contrariar a ‘opinião pública’. Ser taxado de comunista, revolucionário ou de esquerdista, afinal, é ruim?
Um governo socialista, dentro do capitalismo, deve elevar a consciência das massas, mostrar à população as contradições desta sociedade e debater caminhos para superá-las. Não estou falando que isso é fácil, só o que é fácil mesmo é falar, mas se o governo não faz isso, e o governo Lula não está conseguindo, não estamos caminhando a horizonte nenhum. Se for parar para analisar, Dilma é a candidata do povão e dos empresários. Serra é o candidato da classe-média ignorante e racista. Não existe debate político. É neste ponto que uma candidatura socialista não pode se perder: tão importante quanto ganhar a eleição, é conquistar corações e mentes para a causa socialista. Não queremos ser eleitos para sermos os melhores entre os piores (políticos).Um partido socialista deve pedir o voto do eleitor, mas para mudar o sistema político, não para mantê-lo.
Analisando os partidos políticos, decidi que nas eleições deste ano Presidente é Plínio 50! OCOMPRIMIDO.COM votará no candidato do PSOL à Presidência da República. O Partido Socialismo e Liberdade é o único que está presente nas lutas sociais do dia-a-dia, sempre defendendo o lado do trabalhador e mantendo a calma para agir da melhor maneira possível. Não temos medo de sermos taxados de revolucionários, somos, sim, de esquerda. Queremos, sim, a derrubada deste sistema político e econômico, em favor dos mais pobres e da justiça social.
Como disse o Plínio na entrevista da Globo, “no Brasil existem pessoas que recebem 400x mais do que outras. Isso é um escândalo!”. Isso deve acabar.
PS: Não mudaremos, de maneira alguma, nossa cobertura política em favor deste ou aquele candidato. Temos lado, sim, mas isto não nos impede de vermos e denunciar os problemas – relacionados ou não ao Plínio ou ao PSOL.
PS_2: Se houver segundo turno, votarei Dilma, mas consciente!