Palestina: Hora de ser ou não ser

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, deve ir à ONU pedir o reconhecimento e a admissão do Estado Palestino pela Assembleia Geral, a ser aberta em 19 de setembro. Hillary Clinton quis dissuadi-lo por telefone, sem sucesso. A Palestina já é reconhecida por 125 países, precisa de 129 votos e espera conseguir apoio de 140 dos 193 integrantes da ONU. Israel diz ter certeza de apenas cinco votos contrários, além do seu: EUA, Alemanha, Itália, Holanda e República Tcheca.

Em represália, a presidenta republicana da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Ileana Ros-Lehtinen, apresentou projeto de lei que corta pelo menos metade dos recursos dos EUA para a ONU, que chama de “organização antissemita”. Sob pressão do lobby sionista e de Israel, a subsecretária de Estado de Obama, Wendy Sherman, anunciou que os EUA vetarão a admissão da Palestina na ONU. Isso custará caro às relações de Washington com o mundo árabe e não impede o reconhecimento formal e suas consequências legais e políticas.

Como Estado não membro, mas reconhecido pela ONU (como é o caso do Vaticano), a Palestina poderá assinar tratados internacionais patrocinados pela organização, inclusive o Tratado de Roma, que criou a Corte Penal Internacional. E então processar Israel em Haia por crimes de guerra, inclusive a transferência forçada de populações e a criação de assentamentos judeus em suas terras desde o início da ocupação.

Informações da Redação da CartaCapital

Remoções no Rio são marcadas pela truculência

O engenheiro Eliomar Coelho é vereador pelo PSOL no Rio de Janeiro.

Ele tentou abrir uma CPI para investigar as remoções que precedem as obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Fracassou, quando vereadores voltaram atrás e retiraram assinaturas.

Eliomar diz que os moradores não são necessariamente contra os megaeventos, apenas querem ser tratados com respeito e receber o que lhes é devido.

Porém, o orçamento das obras é gordo para os empreiteiros e magro para os removidos.

O vereador denuncia que o Executivo municipal — do prefeito Eduardo Paes, do PMDB –, a mídia e o Judiciário estão atropelando ou se omitindo diante do atropelamento dos direitos dos pobres.

Eliomar Coelho deu a entrevista que segue à repórter Manuela Azenha, do VioMundo.

Viomundo – Vocês tentaram instalar a CPI das Remoções mas não conseguiram. O que houve?

Eliomar Coelho – Para a instalação de fato ocorrer teria que ser deferido um requerimento feito à mesa diretora solicitando a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Para nós fazermos essa solicitação, teríamos que colher a assinatura de 17 vereadores, que é o mínimo exigido. Não conseguimos as assinaturas. Foi um trabalho muito árduo. Inclusive, teve um dia em que a representação dessas comunidades que já passaram ou estão previstas para passar pelo problema da remoção estiveram aqui na Câmara e conversaram com os vereadores. Nós conseguimos 15 assinaturas, faltavam quatro. Conseguimos três, ficou faltando mais uma. Estávamos no caminho de conseguir, aí um dos que tinham assinado retirou a assinatura. Isso aconteceu no Congresso Nacional, em relação à CPI que estavam querendo fazer dos Transportes. Parece que virou moda retirar assinaturas e é claro que isso significa uma pressão muito forte por parte do Executivo. Essa é a verdade.

Viomundo – Quem retirou as assinaturas?

Eliomar Coelho – Inicialmente, dois vereadores, que nós conseguimos repor. Mas aí o vereador retirou mais uma vez e praticamente inviabilizou porque você não consegue assinatura de ninguém para que seja aprovada a CPI.

Viomundo – Por que é praticamente impossível conseguir as assinaturas? O problemas das remoções não é um fato?

Eliomar Coelho – É um fato, mas não um consenso (risos). Se você ouve a representação das comunidades removidas ou previstas para serem removidas, eles entendem que se a implementação de um determinado empreendimento é para o desenvolvimento da cidade e a comunidade está sendo um obstáculo para isso, não são contra o empreendimento. O que eles desejam é ser tratados como deveriam ser. Se você mora num determinado local, que é tranquilo, embora simples, onde você tem a sua vivência há muito tempo, e hoje tem o valor de 50 ou 60 mil reais, você pensa o seguinte: para sair de onde estou vivendo bem, teria que me ser oferecido algo nas mesmas ou melhores condições.

Viomundo – Isso é o que a lei diz, né?

Eliomar Coelho – E é o que os moradores querem. O que está acontecendo é uma ação que eu costumo qualificar como perversa, devido à truculência como ela é desenvolvida. Quem tem comandado este infeliz espetáculo é o Executivo municipal, que teria como obrigação exatamente agir em defesa dessas pessoas. Essa é a realidade. O pessoal do Executivo, os empreendedores imobiliários e as empreiteiras são os atores envolvidos diretamente nessa questão. Nós entendemos completamente diferente. É uma via expressa que se pretende se construir, uma trans desta qualquer, então a primeira coisa que se deve definir é um projeto — qual será exatamente o traçado dessa via. Se você tem o traçado, automaticamente, vamos identificar obstáculos. Identificados os obstáculos, vamos tratar de removê-los mas se contém pessoas, seres humanos, vamos tratá-los de forma adequada. É isso que a gente deseja e é o que não está acontecendo.

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ONU recomenda veganismo pela preservação ambiental

Uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome, pobreza de combustíveis e os piores impactos da mudança climática, diz um novo relatório da ONU. A previsão é de que a população mundial chegue a 9.1 bilhões de pessoas em 2050, e o apetite por carne e laticínios é insustentável – diz o relatório do programa ambiental da ONU (UNEP).

A agricultura, particularmente produtos de carne e laticínios, é responsável pelo consumo de cerca de 70% da água doce do mundo, 38% do uso de terra e 19% das emissões de gases estufa, diz o relatório que foi lançado semana passada  para coincidir com o dia do meio ambiente.

Diz o relatório: “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam sustancialmente devido ao crescimento da população e o crescimento do consumo de produtos animais. Ao contrário dos combustíveis fósseis, é difícil producar alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial de impactos somente seria possível com uma mudança de dieta, eliminando produtos animais.”

O painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com o mais crescimento econômico, eles disseram.

Professor Edgar Hertwich, o principal autor do relatório, alertou: “Produtos animais causam mais dano que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. Biomassa e plantações para animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fóssil.”

Notadocomprimido: o site apóia o vegetarianismo e o veganismo, estaremos sempre discutindo essa questão e promovendo informações acerca do tema.  Em breve, teremos algumas novidades nessa área.