
O Festival do Minuto é um evento que foi criado no Brasil em 1991. É hoje o maior festival de vídeos da América Latina, tendo inspirado festivais do minuto em diversos outros países. Desde 2007, o Festival tornou-se permanente, recebendo filmes online e premiando os melhores trabalhos. Todos os vídeos recebidos são avaliados por uma equipe de curadores e só depois publicados no site.
O Festival do Minuto também realiza exibições offline em mais de 200 cidades no Brasil e no exterior, exposições em museus, mostras itinerantes, festivais em escolas e universidades, oficinas, entre outras atividades. Grande parte dos cineastas e profissionais de renome do audiovisual brasileiro já fez o seu filme do Minuto.
OCOMPRIMIDO entrou em contato com um dos curadores do Festival e agora é Apoiador Master do evento!
Já começamos a produção de um roteiro, e você, vai ficar de fora?
Há várias categorias e premiações diferentes, para conferir em qual sua ideia melhor se encaixa e quais são os prazos/prêmios, entre no site e dê uma olhada:
http://www.minutefestival.com/festivaldominuto/index.php
.
Tem uma ideia legal e não sabe como transformar em roteiro? Dúvidas na hora da edição? Durante a Semana #OCOMPRIMIDO estaremos tentando resolver todos os seus problemas, é só comentar aqui no post. Até lá!

Olá pessoal!
Como vocês devem ter percebido, estamos de visual novo.
Está começando, pela primeira vez nesses 4 anos online, a Semana #OCOMPRIMIDO, os 7 dias mais hipocondríacos do ano!
Durante os dias 11 e 18 de setembro estão planejadas várias novidades que serão divulgadas ao longo da semana. Além de sorteios de prêmios, descontos, documentários exclusivos e textos inéditos, teremos ainda mais uma novidade: todos os dias publicaremos no site um material enviado por VOCÊ! Isso mesmo, precisamos da SUA colaboração direta!
#Atualizado: Já está confirmado um prêmio que vem direto da ex-União Soviética (não, não é um tanque de guerra :/). Aguardem por maiores informações!
.
Para participar da Semana e curtir todas estas novidades basta:
1. Confirmar a participação em nosso evento no facebook e enviar qualquer tipo de conteúdo que você gostaria de ver em nosso site.
2. Seguir-nos no twitter e/ou curtir a nossa página no facebook:
http://twitter.com/ocomprimido
http://facebook.com/experimente.ocomprimido
.
Está esperando o quê? Já tomou a sua dose hoje?
Obrigado a todos,
até a próxima atualização!
PS: caso você não faça parte de nenhuma rede social, basta fazer um comentário aqui neste post contendo qualquer tipo de conteúdo que você gostaria de ver em nosso site e email de contato.
PS2: Seja livre, use software livre! (o que isso tem haver com o post, thiago? sei lá…)
PS3: Se você leu até aqui, leia também o nosso primeiro post clicando aqui.

O Dia Internacional da Mulher foi estabelecido pela ONU no dia 8 de março graças à grande e trágica mobilização de trabalhadoras norte-americanas, nesse dia, em 1857, operárias têxteis de uma fábrica de Nova York entraram em greve, ocupando a fábrica, reivindicando a diminuição da jornada de trabalho de até mais de 16 para 10 horas. Elas, que recebiam menos de um terço dos homens, foram fechadas na fábrica, onde ocorreu um incêndio e 130 delas morreram queimadas.
Desde então, é inegável que, vindo de uma situação tão degradante, a mulher conquistou direitos, espaços, voz. O século XX foi praticamente o primeiro em que ela passou a ser protagonista da história, obtendo certos espaços institucionais, mas principalmente se firmando na produção artística e cultural.
(…)
Texto escrito por Emir Sader, sociólogo e cientista, mestre em filosofia política e doutor em ciência política pela USP – Universidade de São Paulo. Este texto foi editado. Para ler a versão completa por favor visite Viomundo.
.
Notadocomprimido: Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, estou postando aqui no blog uma matéria inédita que produzi para o Jornal Laboratório Campus da Universidade de Brasília. Trata-se de um texto sobre o aborto. Por se tratar de um meio de comunicação público, escrevi com a intenção não de promover a minha opinião sobre o assunto, mas sim de levar aos leitores um pouco de reflexão sobre o tema. Sugiro também a leitura completa do texto do prof. Emir Sader (acima). Boa leitura!
.
Elas decidem
Três histórias sobre aborto
Por Thiago Vilela
“Ter um filho nunca me passou pela cabeça”, afirma Sara. A jovem brasileira mora na Europa. Sempre disse que morreria sem ter um filho “e separaria se meu marido quisesse um”. Soninha é estudante da Universidade de Brasília (UnB). Nunca soube se queria ter filhos no futuro: “Como eu criaria meus filhos nesse mundo terrível?”. Thaís tem um filho, trabalha como funcionária pública e não pretende engravidar novamente.
Segundo pesquisa realizada em 2010 por pesquisadores da UnB e do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), a frase de Sara é repetida centenas de vezes diariamente. No Brasil, uma em cada cinco mulheres já realizou um aborto.
Soninha sente enjoo pela manhã, durante a aula e à noite. E também no dia seguinte. Receosa, compra o teste de farmácia. Temerosa, vai ao ginecologista. Incrédula, pega o resultado do ultrassom. Está grávida.
Sara sabe que sua menstruação está atrasada. Não vem há quase dois meses. Falta coragem para enfrentar a realidade. Após exatas oito semanas, compra o teste de gravidez. Positivo.
Thaís conhece os sintomas. E já havia abortado uma vez. Mãe católica e pai militar, ela prefere guardar segredo da família. Na Ceilândia, compra os remédios.
Pelo Código Penal Brasileiro de 1940, provocar aborto pode resultar em pena de um a três anos de detenção. É uma das leis mais restritivas do planeta. No mundo, o aborto é permitido** em 56 países, que juntos representam 40% da população mundial.
“Eu não queria preocupá-los.” Soninha guarda segredo dos pais. “Eu fiquei com medo deles não me apoiarem, quererem que eu tivesse o filho. Eu não estou preparada para isso.” Apenas o namorado e duas amigas sabem. Sozinha, encontra um site na internet que importa remédios de outros países. Cruza os dedos para que dê certo.
Sara conta para os pais. “Minha mãe estava desconfiada, por causa da tontura e dos enjoos. E eu precisava da ajuda deles. Eles levaram numa boa. Meu pai me levou ao ginecologista e me acompanhou durante todo o procedimento.” De férias na Inglaterra, o aborto acontece lá mesmo, onde é legalizado desde 1967.
O sentimento é de medo. “Acho que o mais difícil é conseguir ajuda. Me senti muito sozinha. Parecia que ninguém nunca fez aborto, e eu senti medo de dar errado.” Mas Soninha está segura de sua decisão. Depois de duas semanas, o remédio chega pelo correio. O procedimento irá durar 48 horas.
Chegando ao hospital, Sara se depara com dezenas de jovens esperando atendimento. “Conheci meninas da minha idade que já haviam abortado, lá isso não é tabu. O aborto é legal e o procedimento é bem comum, inglesas também ficam grávidas cedo.” Sara está com mais de oito semanas de gravidez, impossibilitando o uso de medicamentos abortivos. Decide pela cirurgia. Irá durar no máximo uma hora.
De posse dos remédios, Thaís repete o procedimento. Na manhã seguinte, os enjoos continuam. O teste confirma: continua grávida. Ela aumenta a dose do medicamento. Funciona.
Depois de semanas grávida, Soninha finalmente acorda de uma noite sofrível: “As cólicas eram muito fortes”. O primeiro comprimido foi tomado à noite, quando começaram as dores e o sangramento. Com analgésicos e compressas quentes, o namorado e a amiga tentavam diminuir o sofrimento. Conforme orientação recebida via email, 24 horas depois ela toma o medicamento que faltava. Os sintomas se intensificam ainda mais.
“O aborto é uma experiência muito forte. Em relação ao meu corpo, foi um alívio. Grávida, eu me sentia muito mal, parecia outra pessoa. Gritava com meu namorado, sentia enjoo o tempo todo. Foi muito bom voltar a me sentir eu mesma.”
Sara entra na sala de operações. “Deitei numa cama e me deram anestesia geral. Acordei meia hora depois, ainda um pouco tonta.” É levada de maca para uma sala de repouso. “Depois de 20 minutos descansando, ganhei um sanduíche e fui para casa normalmente.”
Thaís não está mais grávida, mas o feto continua em seu corpo. Decide ir ao hospital fazer uma curetagem. O procedimento é simples, porém arriscado e doloroso. “O médico raspa o útero da mulher com a cureta, uma ferramenta que parece uma colher de pedreiro”, revela uma amiga.
Depois de dois dias, ela começa a ter febre. Descobre que está com uma infecção generalizada. Depois de passar por três hospitais diferentes, ela é internada no dia do aniversário de seu filho. A mesma amiga recorda: “Poucas pessoas sabiam e não se podia falar sobre isso. Ficou um clima muito estranho. As pessoas começaram a levantar hipóteses e a criar histórias”.
Passada a cirurgia, Sara se sentia bem. “Voltei a uma vida normal rapidamente e na minha casa nunca mais se falou no assunto.” Soninha conseguiu tirar um significado positivo de tudo que aconteceu. “Eu parei para pensar muito mais no que eu queria para a minha vida.” Depois de uma semana sentindo muita dor, Thaís faleceu***.
Importante: Todos os nomes citados neste texto são fictícios. As histórias são absolutamente reais. Acompanhei pessoalmente o aborto de Soninha e conversei diretamente com Sara. Para contar a história de Thaís entrevistei duas de suas amigas mais próximas.
** Nesses países, o aborto é permitido sem nenhuma restrição até a 12ª semana gestacional. O Brasil está incluído em um grupo de 68 países que reúnem 26% da população mundial, nos quais a prática só é admitida em circunstâncias específicas. Os dados são do Center for Reproductive Rights, organização norte-americana voltada para o tema (http://reproductiverights.org/).
*** Thaís morreu após cinco dias de internação (sete dias depois de ter ingerido os medicamentos abortivos). Como a família não fez uma autópsia, não há meios para comprovar se há ligação entre os eventos. Segundo médico consultado pelos amigos mais próximos, é bastante provável que tenha havido contaminação no procedimento de curetagem. No Brasil os médicos não respeitam a lei e tratam mal mulheres que chegam ao hospital por terem realizado aborto (ou, o que é ainda pior, que tenham os sintomas parecidos). Para mais informações sobre este assunto leia o texto da Conceição Lemos.

Você conhece a legislação brasileira?

Newsletter: mais praticidade para você
É com grande prazer que anuncio mais um serviço para nossos leitores, o “Comprimido“, nossa newsletter semanal.
Ultimamente nosso número de visitas e comentários vem crescendo bastante, e para dar conta desta nova realidade venho fazendo algumas alterações no blog. O layout já mudou muito, quem nos conhece há mais tempo percebeu várias mudanças. O twitter foi criado este ano, e já está quase completando 200 seguidores. O SejaMídia ainda precisa melhorar, mas já teve diversas participações este semestre. Para continuar estreitando as nossas relações e fomentando o debate entre nossos leitores, a saída foi a criação da newsletter.
Quantas vezes por semana você acessa seu email? Quantas vezes por dia? Por hora? O email é uma forma de comunicação prática: basta qualquer computador ou celular com acesso à internet.
Agora, quantas vezes por semana você acessa um site de notícias? Quantas vezes por semana você lê uma reportagem, um artigo de opinião? Quantas vezes por semana você acessa OCOMPRIMIDO?
A newsletter está sendo criada para mudar essa situação. Você receberá, semanalmente, um email com até 5 textos de diferentes blogs. Com assuntos que vão desde política e economia a cultura e lazer, nosso objetivo é colocar em destaque assuntos de relevância nacional – sempre oferecendo uma visão alternativa, diferente da abordagem da grande mídia.
Gostaria de agradecer a todos e todas que acessam o blog, e pedir que façam parte de mais esta empreitada. Para se inscrever, basta inserir seu nome no menu lateral aqui do site e clicar em “OK”. Você receberá uma mensagem de confirmação via email.
Abraços,
Thiago Dutra Vilela, administrador de OCOMPRIMIDO.COM


"Terceiro banheiro": Vereadora argentina propõe banheiro para travestis
A proposta de criar um banheiro específico para travestis divide opiniões. A ideia é da vereadora Gimena Abonassar, 25, de San Martín (Argentina). Segundo a jovem, o grupo é vítima constante de violência e abusos por utilizarem os banheiros masculinos. Gimena propõe a instalação do terceiro banheiro nas discotecas e boates que este público frequenta, pois só assim eles estariam seguros.
Vice-presidente da Associação dos Travestis do Espírito Santo (Astraes), Alexia França discorda: um homem travestido de mulher deve frequentar o banheiro feminino. “Nós nos produzimos, mudamos nosso corpo colocando silicone e tomando hormônios, queremos e devemos ser tratadas como mulheres”, afirma.
A posição também é apoiada pelo secretário de Cidadania e Direitos Humanos de Vitória, Eliézer Tavares. “Até hoje não tivemos problemas com travestis usando o banheiro feminino, até porque os sanitários são individuais e fechados, diferentemente do masculino”, frisa.