
Continuando a série de denúncias ao consumidor, iremos tratar hoje de um assunto muito sério: alimentos transgênicos.

Nada como um frankstein no café-da-manhã
Antes de começarmos a falar sobre o assunto, vamos definir o que são transgênicos:
Alimentos transgênicos são aqueles cujas sementes foram alteradas com o DNA de outro ser vivo (como uma bactéria ou fungo) para funcionarem como inseticidas naturais ou resistirem a um determinado tipo de herbicida. O mesmo vale para animais. Há um salmão, por exemplo, que recebeu genes de porco para engordar mais rápido.
Onde mora o problema
A definição é simples. O objetivo, nem tanto. A grande questão é que, ao contrário do que é propagandeado, a maioria dos alimentos geneticamente modificados são alterados para serem resistentes a um determinado herbicida, da marca X. A intenção não é nem nunca foi parar de usar herbicida. O objetivo é que as grandes empresas do setor controlem ainda mais o mercado.
Se antes o agricultor poderia comprar o grão de dezenas de empresas e o herbicida de outras centenas, hoje ele compra a semente Monsanto, que só se desenvolve com o herbicida Monsanto e fertilizante Monsanto. Legal não?
Esse herbicida modificado, “mais potente”, nada mais é do que altas doses de veneno. Numa situação normal, isso mataria qualquer vida que houvesse ali. Como a planta é transgênica, apenas ela sobrevive. Essa é a “eficiência” desse tipo de produto.
Por Gabriel Brito, do Correio da Cidadania
Na última semana, o governo brasileiro escancarou seu caráter irremediavelmente contraditório no que se refere às políticas ambientais. Enquanto envia todas as estrelas da companhia para Copenhague, a fim de fazer boa figura do país na Conferência Ambiental da ONU (COP-15), vira a mesa mais uma vez em favor da bancada ruralista, concedendo mais dois anos de prazo para a averbação de terras e respeito à reserva legal de 80% da propriedade, além de suspender multas já aplicadas.
Além de abrir mais dois anos de brecha para o desmatamento indiscriminado, uma vez que basta o proprietário infrator aderir ao programa Mais Ambiente trazido à luz pelo decreto 7.029 para se livrar das multas, o governo também renuncia a estimados 13 bilhões de reais que proviriam das sanções.

Por Thiago Vilela
Um crescimento que superou os 600%. Este foi o aumento registrado no Produto Interno Bruto (PIB) de Catalão entre 1999 e 2006. Os números, fornecidos pela prefeitura da cidade, são o reflexo de um desenvolvimento econômico acima da média do Brasil. No mesmo período, o PIB brasileiro cresceu cerca de 240%, enquanto o de Goiás ficou em torno dos 320%.
Em números absolutos, isso significa dizer que o PIB de Catalão subiu de R$ 408,4 mil para R$ 2,488 milhões. Enquanto o PIB brasileiro pulou de R$ 960,8 milhões para R$ 2,322 trilhões. O resultado é que Catalão hoje, com apenas 81 mil habitantes, tem a sexta maior economia do Centro-Oeste e a terceira de Goiás.