Harvard: Carne? Laticínios? Utilize com moderação

A escola de Saúde Publica de Harvard publicou recentemente uma nova versão de seu “Healthy Eating Plate” (algo como “Prato Saudável”), que é uma versão moderna da pirâmide alimentar.

Segundo os especialistas que participaram do desenvolvimento do novo guia prático da universidade, a conclusão sobre os laticínios do “Healthy Eating Plate” baseou-se em afirmações de Harvard tais como: “ …o cálcio é importante mas o leite não é a única, nem sequer a melhor fonte”. A renomada instituição norte-americana indica a redução de laticínios em uma alimentação saudável.

Eles também garantem que o estudo não sofreu loby da indústria. Na verdade, nem haveria como, com resultados como esses.

A publicação alerta também que nenhuma quantidade de carne processada como bacon, salsichas e similares é segura.

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Researchers say that when you compare the Harvard Healthy Eating Plate with the USDA’s MyPlate, the shortcomings in the government’s guide are evident. (Harvard)

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Referências (em inglês):

http://news.harvard.edu/gazette/story/2011/09/harvard-serves-up-its-own-plate/

http://www.care2.com/greenliving/harvard-declares-dairy-not-part-of-healthy-diet.html

Fonte: Vegass

Notadocomprimido: Isso já era conhecido dos estudiosos há muito tempo, e quem me conhece sabe que já venho tentando alertar as pessoas. Estava preparando um texto sobre o assunto, mas pelo visto não será mais necessário :)

Utilize com moderação.

Capas sinceras

Como seriam as capas das principais revistas brasileiras se elas, bem, err, fossem 100% sinceras com o leitor?

Como todo produto, a intenção de uma revista é que alguém a compre. Ou pelo menos essa é a realidade para a assim chamada grande mídia brasileira. E aí vale apelar para estratégias de marketing, oferecer prêmios, inventar notícias ou deixar claro toda semana que sua editora não gosta do Lula.

Será que alguma das revistas abaixo seriam lidas sem esse tipo de apelo?

Continue vendo as capas de revista no blog original: clique aqui.

Secretaria-Geral da Presidência desmente site de Veja

Da Liderança do PT na Câmara dos Deputados. Via VioMundo.

A assessoria de Comunicação da Secretaria-Geral da Presidência da República desmentiu nesta quarta-feira (30) nota publicada ontem (29) pelo site da revista Vejasegundo a qual o ministro Gilberto Carvalho teria recebido um email, em fevereiro último, contendo denúncias a respeito de registro de um sindicato.

“O site afirma que uma revista semanal (Veja)  mostrou que o ministro teria recebido o citado email. Essa afirmação é falsa. A publicação não teria como mostrar um fato que simplesmente não aconteceu”, diz a nota.

Foi com base nesta notícia falsa que o  PSDB pediu na  terça-feira a convocação do ministro Gilberto Carvalho  para falar à Câmara dos Deputados sobre denúncias da imprensa envolvendo supostas irregularidades no Ministério do Trabalho. A própria revista Veja desta semana traz o depoimento de um sindicalista de que teria comunicado irregularidades em comunicação enviada ao ministro, o que é desmentido na nota oficial.

A nota observa que nem a revista nem o PSDB tiveram o cuidado de consultar o ministro sobre  o suposto email.

Leia a íntegra da nota:

“ Ao contrário do que publicou ontem (29/11) um site na internet, a Secretaria-Geral da Presidência da República não recebeu, em fevereiro deste ano, nenhum email dirigido ao ministro Gilberto Carvalho contendo supostas denúncias relativas ao registro de um sindicato em 2008.

O site afirma que uma revista semanal mostrou que o ministro teria recebido o citado email. Essa afirmação é falsa. A publicação não teria como mostrar um fato que simplesmente não aconteceu.

Os equívocos do site e da revista induziram ao erro deputados do PSDB, que apresentaram requerimento à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados para que o ministro comparecesse ao Legislativo para explicar um acontecimento inexistente.

Em nenhum momento nem o site ou a revista perguntaram à Secretaria-Geral da Presidência se o ministro recebeu o referido email.

Assessoria de Comunicação

Secretaria-Geral da Presidência da República

“O extremo centro é uma forma de ditadura”


Por Solange Engelmann e Igor Felippe Santos, na página do MST.

O escritor e ativista paquistanês Tariq Ali disse que a “principal referência de luta do Brasil é o MST”, em visita à Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema (SP), na quinta-feira (17/11).

Ali apresentou uma análise de conjuntura internacional a 150 militantes do MST que estavam em reunião na escola e afirmou que “o movimento no mundo árabe continua acontecendo”.

“As revoltas no mundo árabe têm ligação direta com a crise econômica do capitalismo de 2008”, disse Ali. Segundo ele, já havia um clima de revolta nos países árabes causado por diversas razões, mas que estourou quando um comerciante da Tunísia não aceitou pagar propina a fiscais e ateou fogo ao próprio corpo.

Depois desse episódio, os protestos na Tunísia chegaram a mobilizar 10 milhões de pessoas e contagiaram toda a região. “O movimento se espalhou como fogo em todos os países árabes”, contou.

O ativista paquistanês disse que, apesar de nunca ter sido apoiador de Muammar Kaddafi, os bombardeios da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e dos Estados Unidos na Líbia para derrubá-lo foram para “desviar a atenção” das mobilizações por liberdade, independência do imperialismo e melhores condições de vida na região. “Ditadura deve ser derrubada pelo seu próprio povo”, defendeu.

Ocidente

Ali comemorou que as mobilizações do mundo árabe chegaram ao ocidente, provocando protestos nos países europeus e nos Estados Unidos, como o “Ocuppy Wall Street”, que mobiliza jovens contra a desigualdade social e o sistema financeiro.

Tariq Ali avalia que esses protestos têm como referência as lutas realizadas nos países árabes, tanto que a palavra de ordem é “somos todos Egito”. “O exemplo do mundo árabe chegou ao ocidente”, acredita.

Para ele, o neoliberalismo provocou um extremismo das relações de mercado, gerando grandes contradições sociais. “O que o neoliberalismo tem causado no ocidente é interessante. Criou-se um extremismo de centro, em que impera o fundamentalismo do mercado, com o objetivo central de aumentar os lucros. Mas 80% da população é contra essas políticas”, explicou.

Segundo ele, os governos não controlam as suas economias, que são dirigidas por bancos, e se construiu um bloco político formado pelos partidos de direita e por partidos moderados de esquerda, que seguem as receitas neoliberais e o fundamentalismo do mercado. “Os Estados Unidos e a Europa vivem a ditadura do extremo centro. O extremo centro é uma forma de ditadura”, afirmou.

O desafio dos setores sociais em luta que se colocam contra esse modelo, de acordo com Ali, é “construir um movimento social permanente e organização política para confrontar o extremo centro”.

Para ele, um obstáculo que deve ser superado é a fragmentação da esquerda, que está dividida em pequenos grupos que não se entendem, ao mesmo tempo em que há um grande movimento de massa, sem reivindicações e formas de organização mais permanentes, formado por jovens que se colocam contra tudo o que se relaciona ao que entendem por política.

Apesar das fragilidades, Ali avalia que esses protestos têm o êxito de demonstrar que as pessoas estão acordando para as contradições do sistema capitalista e podem ser o primeiro sinal de um movimento contestatório no ocidente.

Ele defende que as lutas sociais e econômicas devem estar ligadas aos movimentos pela salvação do planeta e contra o capitalismo neoliberal. “O capitalismo teve pelo menos dez crises, e com a ajuda do Estado vem se regenerando, enquanto que o socialismo falhou uma única vez e já se afirmou não ser mais possível”.

Khrushchev mentiu sobre Stálin?

Vilão ou mocinho? (ou nenhum dos dois?)

Aproveitando que estou aqui em Moscou (leia+), nada melhor do que dedicar alguns dos posts à história da ex-União Soviética. E, mais do que isso, temos que rever algumas coisas importantes.

Aqui na Rússia, ao contrário do resto do mundo, Stálin não é visto como um demônio. Com o passar da viagem terei uma opinião formada sobre isso, mas o que eu vejo, por enquanto, é que o povo russo no geral o respeita como um grande líder. Não como um assassino. É totalmente diferente da visão que os alemães possuem do Hitler, com quem nossos livros ocidentais nos ensinam a traçar um paralelo.

Mas não quero afirmar nada, só quero despertar a pulguinha atrás da orelha de vocês. E, para isso, quero que vocês recorram à memória. Alguém lembra o que fez no último dia 25 de fevereiro?

Talvez você não se recorde (eu lembro que estava em Portugal), mas o dia 25 de fevereiro de 1956 é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes da história do século 20. Nesta data houve uma mudança radical na política da União Soviética – que era, então, uma das duas superpotências do mundo.

Nesse fatídico dia, o então secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), Nikita Sergeevich Khrushchev, proferiu seu famoso “Discurso Secreto” sobre o suposto culto à personalidade e suas consequências, em uma sessão fechada do 20º Congresso do PCUS. O conteúdo exposto visava minar a imagem de Josef Stálin, principal dirigente internacional comunista por mais de três décadas, secretário-geral do PCUS até sua morte, em 1953, e apresentá-lo como um monstro sanguinário e tirânico. Para tanto, foi relatada uma série de acusações, vilanias que Stálin teria cometido contra a “legalidade socialista”.

O discurso de Khrushchev teve um efeito devastador no movimento comunista internacional, desintegrando a unidade que fora conseguida com enorme esforço ao longo de décadas de luta. Muitos militantes se revoltaram contra o legado revolucionário de Stálin, que, há poucos anos, era símbolo de esperança por um novo mundo, e aderiram às posições khrushchevistas. Outros se mantiveram fiéis e passaram a criticar a nova liderança soviética, e houve também aqueles que simplesmente abandonaram suas lutas e perderam a esperança. E, não só isso, o discurso deu munição para a propaganda ocidental anticomunista, tornando-se um dos pilares do paradigma totalitário que até hoje domina a produção acadêmica de História acerca da União Soviética.

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