
do Estadão, via VioMundo
BRASÍLIA – O governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, enviou nesta terça-feira, 23, sua carta de renúncia à Câmara Legislativa. Acuado por denúncias de envolvimento no escândalo do mensalão do DEM e pressionado pela cúpula da legenda, ele já havia anunciado sua desfiliação do partido. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa de Paulo Octávio.
O vice-governador assumiu o cargo após a prisão do governador eleito, José Roberto Arruda, por tenativa de suborno de testumunha e obstrução de justiça. Com o vácuo no comando do Executivo distrital, o cargo de governador deve ficar com o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), que era aliado de Arruda. Caso o presidente e o vice da Câmara Legislativa desistam de assumir o governo local, a função fica sob responsabilidade do presidente do Tribunal de Justiça (TJ), que ficaria incumbido de organizar uma eleição indireta para a escolha de um novo governador.
Com a desfiliação do DEM, o vice-governador torna-se inelegível em 2010, já que o prazo para uma nova filiação expirou em outubro de 2009.

STJ manda Polícia Federal prender governador e mais cinco pessoas por tentativa de suborno a testemunha de escândalo.
Por Andrei Meireles, da ÉpocaOnline
O Superior Tribunal de Justiça decretou na tarde de hoje (quinta-feira 11) a prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM), e de mais cinco pessoas pela tentativa de suborno do jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, testemunha do escândalo do panetone, também conhecido como “mensalão do DEM”.
O ministro Fernando Gonçalves, relator do inquérito da operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, acatou pedido da subprocuradora Geral da República Raquel Dodge para a prisão do governador, do ex-deputado Geraldo Naves, do ex-secretário de Comunicação do DF Wellington Morais, do ex-diretor da Companhia Energética de Brasília, Haroaldo Brasil de Carvalho, e de Rodrigo Arantes, sobrinho e secretário particular de Arruda. Antonio Bento da Silva, funcionário público aposentado, preso em flagrante pela Polícia Federal ao entregar uma sacola com R$ 200 mil a Edson Sombra, já está detido no presídio da Papuda.