#VotoSerraPq

Por que votar em José Serra para presidente?

via B&D

A campanha #votoserrapq é uma iniciativa do Grupo Brasil e Desenvolvimento que busca escancarar discursos que permeiam a campanha do candidato José Serra sem que muitos percebam. Existem pessoas que, de fato, votam em um projeto político representado pela dupla dinâmica PSDB-DEM por saberem que eles governam para uma elite muito específica. Elite definida por cor, renda, orientação sexual e visão restrita de mundo.

A democracia, é bom lembrar, é o espaço do plural e diferente por excelência. Um projeto que claramente defende a cristalização definitiva de preconceitos sociais e o aprofundamento de desigualdades sociais pela contínua exploração de uma mão de obra barata e sub-cidadã merece ter seus planos escancarados.

Por isso, é através do humor que o grupo se posiciona, mostrando quão tragicômico é a situação do país na mão de quem não respeita pluralidade e diferenças tão comuns à sociedade complexa, não só no Brasil, mas em qualquer lugar do mundo. O programa conservador e elitista de José Serra tem como fundamentos claros essa restrição ao espaço público de decisões coletivas. Por mais incrível que pareça, existem pessoas que realmente votam Serra pelas razões que elencamos nos vídeos. Na maioria das vezes, tais argumentos são velados, mas não quer dizer que não existam. Como disse Hannah Arendt no seu livro “Crises da república”, nao podemos achar que a estrutura democrática, em si, resolve o problema da aceitação no mundo plural, é preciso lutar para aberturas institucionais constantes ao diferente. Afinal, como a autora expõe, não é só por golpe de estado que se alcança o totalitarismo.

Seguem os vídeos:

Pedagiômetro

Em São Paulo, pedágio de caminhões chega a ser quase três vezes mais caro do que na Europa. Foto: Márcio Amêndola *

O pedágio cobrado nas rodovias paulistas é o mais caro do Brasil e, quando comparado com as tarifas pagas nas rodovias dos Estados Unidos ou da Itália, fica evidente que está entre os mais caros do mundo também.

Na rodovia Florida’s Turnpike, nos Estados Unidos, o preço por quilômetro rodado é de R$ 0,076, enquanto a média nas rodovias paulistas é de R$ 0,111, ou 46% superior ao da rodovia americana.

Além disso, na Florida’s Turnpike há o SunPass que é um dispositivo colocado no automóvel que garante a passagem direta pelo pedágio. É como o Sem Parar que existe em São Paulo. Diferentemente do Sem Parar, o SunPass garante desconto médio de 20% para o usuário. O pedágio fica bem mais barato para quem o utiliza.

No caso das rodovias italianas (R $0,134), elas são mais baratas do que as rodovias Anchieta (R$,0159), Imigrantes (R$ 0,152) e Castello Branco (R$ 0, 145), enquanto a Bandeirantes (R$ 0,135) e a Anhanguera (R$ 0,132) têm valores próximos aos da Itália.

Mas vale ressaltar que a concessionária italiana construiu com recursos próprios a sua rede de rodovias, diferentemente do que ocorre em São Paulo. No caso paulista, paga-se duas vezes: para construir e usar a rodovia.

E paga-se também ao consumir qualquer produto transportado por essas rodovias. Comparando novamente com as estradas italianas, o pedágio que incide sobre veículos de carga em São Paulo é até 149% mais caro do que na Itália.

As frases impagáveis de José Serra no auge da crise

Via VioMundo

O vídeo abaixo vale pelo registro histórico do que foi dito durante a crise econômica de 2009, que provocou uma freada no crescimento econômico brasileiro.

José Serra: “Inteiramente na contramão de todo mundo” [sobre as ações do governo brasileiro].

José Serra: “É falta de formação sólida” [sobre o que acreditava motivar as medidas "erradas" tomadas pelo governo brasileiro].

José Serra: “O risco é o carro rodopiar”.

Realmente, para quem pensou em disputar a eleição como economista competente e gerente capacitado, é espantoso:

Nota do COMPRIMIDO: Serra é um camaleão político, simples assim. E por isso vai perder as eleições desde ano. Confira o vídeo.

José Serra: O contador de estórias

O candidato José Serra (PSDB) tem se apresentado como um benemérito dos trabalhadores, divulgando inclusive que é o responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego. Não fez nenhuma coisa, nem outra. Aliás, tanto no Congresso Nacional quanto no governo, sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores. A mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano.

A verdade

Seguro-Desemprego - Foi criado pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores.

FAT – Foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado.

Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988) - José Serra votou contra os trabalhadores:
a) Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas;
b) não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo;
c) não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário;
d) não votou para garantir 30 dias de aviso prévio;
e) não votou pelo aviso prévio proporcional;
f) não votou pela estabilidade do dirigente sindical;
g) não votou pelo direito de greve;
h) não votou pela licença paternidade;
i) não votou pela nacionalização das reservas minerais.
Por isso, o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), órgão de assessoria dos trabalhadores, deu nota 3,75 para o desempenho de Serra na Constituinte.

Revisão Constitucional (1994) - Serra apresentou a proposta nº 16.643, para permitir a proliferação de vários sindicatos por empresa, cabendo ao patrão decidir com qual sindicato pretendia negociar. Ainda por essa proposta, os sindicatos deixariam de ser das categorias, mas apenas dos seus representados. O objetivo era óbvio: dividir e enfraquecer os trabalhadores e propiciar o lucro fácil das empresas. Os trabalhadores enfrentaram e derrotaram os ataques de Serra contra a sua organização, garantindo a manutenção de seus direitos previstos no artigo 8º da Constituição.

É por essas e outras que Serra, enquanto governador de São Paulo, reprimiu a borrachadas e gás lacrimogênio os professores que estavam reivindicando melhores salários; jogou a tropa de choque contra a manifestação de policiais civis que reivindicavam aumento de salário, o menor salário do Brasil na categoria; arrochou o salário de todos os servidores públicos do Estado de São Paulo.