Wikileaks e o impacto da publicação de conteúdos

Caso Wikileaks

O presente estudo tem como objetivo avaliar o impacto da publicação de conteúdos relacionados com o Wikileaks a nível de audiências, no jornal português Expresso, e nos jornais brasileiros O Globo e a Folha de São Paulo.

Título: Caso Wikileaks – o impacto da publicação de conteúdos
Autores: Thiago Vilela, Ana Margarida Silva, Ana Sobrinho, António Abreu, Camila Volpi, Lúcia Sousa, Mariana Pinho, Patrícia Fernandes e Salomé Fonseca.

O formato de apresentação é via website:

http://tdvproducoes.com/casowikileaks/index.html

 

PS: Caso utilize esta pesquisa como referência em algum trabalho, por favor deixe um comentário. Obrigado!

Globo culpa videogame pela tragédia de Realengo

GTA ou "Como ser um criminoso passo-a-passo", segundo a mídia.

Desde que aconteceu a Tragédia em Realengo (onde um ex-aluno de uma escola entrou atirando nos estudantes) a grande mídia vem criando inúmeros factóides (histórias sem fundamento). A primeira surgiu no mesmo dia do ocorrido, tentando fazer uma ligação de Wellington com religiosos extremistas. Diversas notícias afirmavam que a carta deixada pelo rapaz continha provas deste envolvimento.

Isso acontece porque o jornalista tem acesso direto a dados policiais sigilosos, e repercute isso sem a menor cautela ou responsabilidade.

O fato da polícia estar investigando uma suposta ligação do rapaz com grupos religiosos quer dizer unica e somente que eles suspeitam disso. Polícia suspeita de todo mundo, estão só fazendo o trabalho deles. O que não pode é o jornalista ficar se baseando somente em fontes oficiais, e o que é pior, se aproveitando de contatos para espalhar fofoca.

Tanto é assim que a carta foi divulgada depois e nada foi confirmado. E, ao invés de assumir o erro, os textos foram “atualizados” . Hoje já não encontrei nenhum dos que eu tinha lido no próprio site da Globo no dia da tragédia!

Jogos

Bom, não sei como está a repercussão disso na televisão porque não tenho acompanhado, mas eis que no último sábado (09/04) o globo publicou uma matéria relacionando a tragédia de Realengo com jogos eletrônicos.

Leia a matéria do globo: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/04/09/wellington-tinha-interlocutor-com-quem-falava-sobre-religiao-jogos-eletronicos-de-guerra-924198258.asp

Sempre que acontece um caso de violência aparentemente inexplicável começam a culpar os jogos. RPG= Satanismo. Parece familiar? O cara jogava videogame? Sim. Também via televisão, assistia a filmes de ação e provavelmente viu o último BBB.

O ser humano não é uma máquina. Milhares de fatores influenciam o comportamento de uma pessoa. Até que ele tomasse uma decisão desesperada como aquela muita coisa aconteceu.

Como eu citei no último post, a causa mais provável era o rapaz ter problemas pessoas e/ou ter sofrido bullying na infância. Cada vez mais esta tem sido e provavelmente será a principal explicação no noticiário.

O fato é que a explicação para este tipo de tragédia é multidimensional: não existe um ‘culpado’. São dezenas de fatores que foram se multiplicando e resultaram naquela situação.

- Ah mas isso não é desculpa para esse tipo de assassinato.

 

Cuidado mesmo ao jogar games aparentemente inocentes

Talvez não seja se apenas levarmos em conta um único fator. Eu mesmo já passei por situações de bullying na escola nem por isso irei ter este tipo de atitude. Mas a partir do momento que você passa a infância apanhando, tem pais ausentes e ganha uma porcaria de salário para trabalhar feito um condenado (exemplo), não basta simplesmente esquecer do passado. Você passa a culpar o passado pelos seus problemas. Cada aspecto negativo da sua vida passa a ter relação com todos os outros, e surge uma situação em que é impossível sair do buraco onde você se encontra.

Ou melhor, para sair dessa vida só acabando com o problema inicial. Ferrando a escola onde você passou toda a infância apanhando. Terminando com a própria vida. Geralmente as duas coisas. Foi o que aconteceu. Neste link há alguns outros casos parecidos (clique aqui).

Twittaço

A argumentação do globo e o fraco conhecimento do autor da matéria com o tema (jogos) foi tão ridículo que gerou muita repercussão. Renato Bueno, do Kotaku, fez um texto indignado com o acontecido. O assunto foi tão comentado que os internautas passaram a ridicularizar as declarações do jornal por meio da tag #videogamemata no twitter.

#videogamemata: Clique aqui para acesar.

No texto, os autores afirmam que, nos jogos eletrônicos GTA e Counter-Strike, “acumula mais pontos quem matar mulheres, crianças e idosos”. O problema é que em nenhum desses jogos sequer há sistemas de pontos, idosos ou crianças. Além disso, matar transeuntes/inocentes nestes dois jogos tem efeito imediato sim, porém negativo – em GTA, por exemplo, a polícia passa a perseguir o personagem do jogador, inclusive com helicópteros. Trecho da carta do Regames à globo.

Notadocomprimido: Fico feliz em saber que a população cada vez menos acredita na imprensa. Ao mesmo tempo triste, por uma imprensa tão ruim. Ficamos por aqui, abraço!

Amor e Revolução: nova novela do SBT

E a dose homeopática dessa semana trás até vocês não um documentário/filme, como é de praxe, mas, acreditem se quiserem… uma novela!

A história do golpe de 64 em horário nobre

Texto retirado do BlogdaCidadania:

Após a Record desmascarar as mentiras da Globo sobre a Venezuela, agora é a vez de o SBT desmascarar Globo, Folha, Veja (…) e todos os outros que tentam desculpar o regime criminoso que se abateu sobre este país em 1964, a ditadura que os militares comemoravam todo 31 de março.

Amor e Revolução, nova novela do SBT que estreia em abril, será a primeira na televisão brasileira a se passar inteiramente na época da Ditadura Militar, entre as décadas de 60 e 70. A trama escrita por Tiago Santiago e dirigida por Reynaldo Boury tem a coragem de passar a limpo a história recente do Brasil e contar toda a realidade da Ditadura.

Abaixo, alguns vídeos sobre esse resgate histórico que terá o condão de mostrar à atual geração de adolescentes que vem sendo corrompida pelas mentiras da mídia golpista que os valores que lhes estão sendo vendidos provêm de milionários que acumularam fortunas ajudando a trucidar a geração idealista que deu a vida pela liberdade.

Aviso: as cenas são fortes.

Chamada oficial no site do SBT: clique aqui

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Notadocomprimido:

Já deu para perceber a velha historinha de amor entre o vilão e a mocinha, os conflitos de relacionamento, blá blá blá, mas não é isso que me interessa discutir. A novela está sendo produzida por uma equipe muito competente e até onde dá para saber vai realmente tocar em assuntos importantes.

O enredo se passa na Ditadura Militar. O diretor está baseando muitas das histórias em fatos reais.  Não quero criar uma falsa expectativa e sair por aí achando que a novela vai fazer a revolução. Nem posso prever se ela vai ser tudo isso mesmo, pode ser tudo marketing para chamar atenção do público.

Mas, ainda que consideremos a pior das hipóteses, a população vai começar a falar sobre esse período histórico. Pode ser que muitos velhinhos relembrem dos ‘bons tempos’ e praguejem a atual situação brasileira. Pode ser que outros, enraivecidos, falem mal dos militares e se perguntem porque eles nunca foram julgados. Não é isso que importa. O que importa é exatamente a população parar e refletir sobre o seu passado.

É o que os estudiosos da comunicação chamam de ‘Agenda Setting’. Ainda que a televisão não tenha o poder de influenciar diretamente a opinião da população, ela influencia o assunto da conversa. Para usar um exemplo fácil, é o que acontece quando começa o Big Brother. A Globo não tem poder para fazer todo mundo gostar daquela porcaria. Isso todo mundo já sabe. O que talvez você não tenha parado para pensar é que a repercussão é tão grande, tão grande que, seja xingando ou elogiando, tá lá todo mundo falando do BBB.

É por isso que esses assuntos são considerados “tabus” e escondidos da televisão brasileira. Não interessa às grandes corporações que controlam a mídia que a população converse sobre essas coisas.

Porque a Globo não mostra, por exemplo, um beijo gay na televisão? (e eu me refiro à Globo porque é a tv de maior audiência). O homossexual aparece, mas como um ser assexuado, a ‘amiga’ que toda mulher queria ter.

Eu estudei no Colégio Militar. A Ditadura Militar, carinhosamente chamada de Revolução de 64, período importantíssimo para compreendermos o nosso país e tudo que ele se tornou foi simplesmente ‘pulado’ nas aulas de história. E até hoje isso é feito sem a menor cerimônia.

Espero que a novela aborde temas de verdadeiro interesse público e, ainda que de forma limitada, leve as pessoas a debaterem alguns problemas importantes do nosso país. Sei que este meio de comunicação é limitado e que, diretamente, não vai mudar muita coisa, mas outras iniciativas do gênero vão continuar surgindo e a nossa democracia irá se consolidando. Até lá!

DFTV: manipulação em primeira mão

No dia 14 de janeiro, o Bom Dia DF e o DFTV publicaram matérias sobre festas e consumo de álcool e drogas na Universidade de Brasília. A reportagem foi bem produzida, mas não ouviu os principais envolvidos: os estudantes. Durante os quase quatro minutos de cada uma das três matérias exibidas naquele dia, não há um depoimento sequer de alunos da UnB.

Matéria Bom Dia DF | Matéria DFTV 1ª edição | Matéria DFTV 2ª edição

Matéria retirada do ARepública.TV

AREPÚBLICA.TV foi ao chamado “Corredor da Morte” para conversar com os estudantes e representantes dos C.As envolvidos. Segundo eles, a reportagem pecou novamente ao alegar que as confraternizações acontecem em horário de aula. Outra crítica feita pelos universitários é a associação e generalização de todos os estudantes à imagem gravada com câmera escondida no Centro Acadêmico de Geofísica (Cageof), que exibe pessoas fumando maconha.

“Eles mostraram uma parcela do curso de dois ou três alunos que estavam aqui à noite, sem a gente saber. Estava acontecendo uma festa que não era no nosso centro acadêmico. Eles utilizaram esta imagem para generalizar todos os alunos”, diz o presidente do Cageof, João Victor Santos.

Devido à repercussão das matérias, a coordenação das faculdades suspendeu temporariamente a autorização de eventos no campus universitário. Um acordo entre a Reitoria, o Diretório Central do Estudantes (DCE) e os C.As permite que festas ocorram em horário posterior ao das aulas, das 23 às 4 horas. Segundo a decisão, desde que a prefeitura seja avisada com antecedência, a administração se compromete em reforçar a segurança e a limpeza no dia seguinte.

Existe de fato, uma resolução de 2003 que proíbe festas, venda de ingressos e bebidas alcoólicas na UnB. O único local em que comemorações do tipo são permitidas é no Centro Comunitário Athos Bulcão. No entanto, a mesma norma considera “adequados” eventos no restante do campus que proporcionem “integração entre os segmentos da universidade” como a recepção de calouros e reuniões culturais espontâneas ou não.

Para o presidente do C.A de Arquitetura e Urbanismo (Cafau), Otávio Souza, as festas promovidas pelos C.As não tem ligação com a venda e o consumo de drogas na UnB. “A droga na universidade vem na maioria das vezes de pessoas que nem são alunos e a gente mesmo não tem nada a ver com isso. As festas são dos centros acadêmicos com objetivo de financiar os movimentos estudantis ou outros projetos”, afirma o estudante que também é um dos diretores de um escritório de arquitetura que promove projetos de habitação social. O dinheiro para a manutenção dos projetos vem justamente das festas do Cafau.

O prefeito da UnB, Paulo César Marques, que participou da reportagem do Bom Dia DF, também afirmou que a matéria dá impressão divergente do que realmente acontece no campus. Segundo ele, os estudantes cometeram uma atitude errada ao fechar a porta com agressividade, mas no momento em que permaneceu dentro do C.A não notou nada de errado. “Tinham apenas estudantes bebendo e escutando música fora do horário de aula, coisa que não é errada”, afirma.

A reitoria abriu sindicância para investigar o uso de drogas no subsolo da UnB. O reitor, José Geraldo de Souza, afirmou que as reportagens não afetam a imagem positiva da Universidade. A administração prometeu que, a partir de março, os centros acadêmicos situados no subsolo serão transferidos para lugares mais adequados.

Notadocomprimido: Sobre esse assunto sugiro também o texto da Mari Fagundes, no àtoanavida. Só discordo de um ponto do ARepublica.tv: Não, a matéria não foi bem produzida. E foi muito mal apurada. É por essas e outras que a globo perdeu quase 1/4 da audiência só no último ano.

Após chamar Marina de “mensaleira”, Serra pede os votos do PV

via Vermelho.org

José Serra continua no segundo turno o mesmo demagogo e mentiroso de sempre. Nesta segunda (04/10), em Minas, Serra elogiou Marina e disse que espera “aproximação” com verdes no segundo turno.”Ela merece respeito e a admiração da minha parte”, disse Serra. Mas não era isso que Serra pensava até uma semana atrás quando esteve frente a frente com Marina no debate da Globo. Veja o vídeo.