‘HomofobiaSim’ prega violência no twitter

Liberdade sexual deve ser crime?

via @virusplanetario

A intolerância pode caber em 140 caracteres. Com o intuito de atacar a cidadania de LGBTs, o perfil @HomofobiaSim no Twitter tem mais de 15 mil seguidores. A auto-descrição já deixa claro o tipo de objetivo de quem o criou: “A maioria dos homossexuais pouco ou nada acrescenta para a sociedade. São eles os responsáveis pela propagação de DSTs no mundo.”

Possivelmente sobre a agressão dos jovens na aveninda Paulista no último domingo 14, há a mensagem: “Basta um viado apanhar na rua para que as bichonas #GLSBTT (sic) saiam berrando na rua, enchendo o saco dos outros.” E a coisa piora, incitando à violência contra os homossexuais: “Um viadinho brasileiro foi espancado, aí que está o erro, ele deveria ter sido é morto, acabe com AIDS, mate um gay”.

Para denunciar este tipo de conduta ofensiva e criminosa,  você pode entrar em contato com a Divisão de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (DICAT), que pertence à Polícia Civil do DF, pelo e-mail dicat@pcdf.df.gov.br. Outra alternativa é o site da Safernet (clique aqui). É fundamental ter a imagem das telas. Tanto quem fez o perfil como quem o segue podem ser responsabilizado.

Leia mais no site da Vírus: Homofobia na capital gay do mundo

Abaixo, imagem do perfil:


Notadocomprimido:
O preconceito é uma idéia ou opinião (negativa ou não) sobre um grupo de pessoas ou sobre determinado assunto, formada de modo precipitado, sem conhecimento e reflexão necessária. O preconceito leva à discriminação, à exclusão e à violência, acentuando as desigualdades entre as pessoas. Por estes motivos, combater o preconceito é ajudar a construir uma sociedade democrática e igualitária.

Um dos argumentos utilizados pelo criador do perfil para espalhar suas ‘ideias’ é o da livre expressão. Se os homossexuais podem dizer sua preferência sexual, eu posso dizer a minha. Se fosse só isso, seria verdade. Uma passeata gay não pretende que toda a sociedade seja homossexual. Muito menos incentiva a violência contra os héteros. É exatamente o contrário do que o perfil está fazendo.

A Constituição Federal, a lei máxima em nosso país, afirma que todos somos iguais perante a lei, não sendo admitidos preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, ou quaisquer outras formas de discriminação. O que este perfil está fazendo, assim como todos seus seguidores, é CRIME.

Violência policial na Parada do Orgulho LGBTS em Taguatinga

Neste domingo (12/09) foi organizado, em Planaltina, a 5ª Parada do Orgulho LGBTS, organizada pela Associação de Gays, Lésbicas e Simpatizantes do Distrito Federal e Entorno.

Um vídeo (acima) feito pelo relações públicas Júlio Cardia, 26 anos, mostra Arismar Gomes e Luiz de Jesus dos Santos, manifestantes, sendo agredidos por policiais no final do evento. As imagens ainda captam o momento em que os policiais exigem que o produtor de moda Pedro Fistarol, que trabalhava no evento, apague as fotografias que havia tirado no momento da prisão. Arismar garante que um dos policiais o ameaçou de morte. “Dentro do carro ele dizia ‘Eu vou te matar’. A gente também apanhou dentro da delegacia.”

Acusados de desacato à autoridade, Luiz e Arismar foram levados até a 12ª Delegacia. Baseada no boletim de ocorrência, a delegada Patrícia Pelcerman afirma que a polícia tentou separar uma briga entre o casal. Não conseguindo, teve de prendê-lo. “O boletim também diz que, no caminho, eles xingaram os policiais.” Questionada sobre a violência sofrida pelos dois na delegacia, Patrícia foi enfática: “Eu não presenciei”.

Primeiro beijo gay da televisão aberta brasileira

Dica do @deangelis

PSOL mostra primeiro beijo gay da televisão brasileira - e no horário nobre.

Pode parecer pouco, mas não é.

Daqui a menos de um mês (18/09) fazem 60 anos que a televisão chegou no Brasil. Em todo esse tempo nunca havia sido transmitido um beijo gay na televisão aberta. Ok, beijos gays já foram exibidos no extinto programa da MTV “Beija Sapo”, no último “Big Brother Brasil” (aqui) e até mesmo no SBT (aqui). A grande questão é que, à exceção do programa da MTV, foram casos em que a rede de televisão não tinha opção: se eles não levassem as imagens para o ar, a emenda seria muito pior do que o soneto.

No caso do programa do PSOL para o Estado de São Paulo pela candidatura do Paulo Bufalo, foi uma ação planejada e com o intuito claro de atingir o maior número de pessoas (a peça foi exibida às 13h00 e às 20h30). Exibida ontem em todos os canais de tv (18/08), a mensagem era clara: “você tem opção”.

Sem tempo suficiente na televisão para produzir um Programa Eleitoral que debatesse a fundo os problemas e injustiças da sociedade brasileira, a saída encontrada pela campanha do PSOL foi inovar – sem perder de vista sua coerência. Depois de nocautear Serra e Dilma (confira aqui) para promover o debate sobre o financiamento público das eleições, a ideia de colocar no ar um beijo gay foi uma vitória para todo movimento LGBTTT. A questão da homossexualidade virou notícia não só em todos os grandes portais da internet, mas entre os telespectadores. Mais do que conquistar votos, a questão nesse caso foi promover o debate desses temas junto à população.

Antes de a peça ir ao ar, Pedro Ekman, autor do filme e diretor frelancer, escreveu no Twitter: “Em dez minutos, a TV (…) de São Paulo vai ver o que a Globo não tem coragem de mostrar nas suas novelas”.

Confiram a peça e tirem suas conclusões: