CCBB: O mundo mágico de Escher

Auto-retrato do Escher: versão "ocomprimido"

Via marinamara, editado.

Brasília recebe, até o dia 26 de dezembro, no Centro Cultural do Banco do Brasil a mais completa exposição já realizada no país dedicada ao artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher (1898 – 1972). A mostra “O mundo mágico de Escher” reune cerca de 90 obras, entre gravuras originais, desenhos e fac-símiles, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista, suas obras mais enigmáticas.

“Cascata”, 1961. Créditos: © The M.C. Escher Company B.V. Baarn, The Netherlands

O acervo – da coleção do Haags Gemeentemuseum, que mantém o Museu Escher, na cidade de Den Haag, na Holanda – está distribuído entre as Galerias I e II do CCBB. Na sala Multiuso você tem acesso a experiências interativas que exemplificam os princípios aplicados nas obras e, nos jardins e no hall central, de intervenções óticas.

A exposição permite ao público uma série de experiências que desvendam os efeitos óticos e de espelhamento que Escher utilizava em seus trabalhos: como olhar por uma janela de uma casa e ver tudo em ordem e, em seguida, ver tudo flutuando por outra janela, ou, ainda, assistir a um filme em 3D que possibilitará um divertido passeio por dentro das obras do artista gráfico. A expografia apresenta também animações de algumas de suas gravuras famosas.

Escher ficou mundialmente famoso por representar construções impossíveis (como a imagem acima), preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses – padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes. Sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusões de óptica, com notável qualidade técnica e estética, respeitando as regras geométricas do desenho e da perspectiva, é uma de suas principais contribuições para as artes.

“Noite sagrada uma ova!”: o Natal dos nazistas em exposição

Por Faith Thomas, do site de-world.de

Celebrar o nascimento de um menino judeu, na Alemanha nazista, era impensável: a saída dos nacional-socialistas foi instrumentalizar o Natal, descristianizando-o. Certas mudanças perduram até hoje. Exposição em Colônia esclarece.

O Natal é o ponto alto no calendário religioso da Alemanha. Muitas das tradições, imagens e melodias cultivadas ao redor do mundo têm sua origem nos países de língua germânica. Estrelas cintilantes decorando a árvore, um angélico bebê de cabelos claros, presentes embalados com esmero, canções entoadas por coros de igreja – na Alemanha, tudo isso faz parte das festividades em torno do nascimento de Jesus Cristo.

Entre 1933 e 1945, sob o Terceiro Reich, o Natal era exatamente tão popular quanto hoje. Só que a homenagem ao nascimento de um menino semita – ainda que celebrado como o Redentor cristão – era coisa difícil de conciliar com as máximas e metas dos nazistas no poder. Em consequência, os ideólogos de Adolf Hitler decidiram extirpar o simbolismo cristão da festa.