
Olá pessoal, como vão?
Ainda tem muita coisa pra contar do mochilão pelo Leste Europeu – não contei quase nada, é verdade – mas hoje venho aqui fazer uma coisa mais importante. Vou esclarecer algumas dúvidas para o pessoal que está vindo estudar na Europa, especialmente aqui no Porto.
As aulas começam em exatamente um mês, e acredito que as expectativas só não estão mais fortes do que as dúvidas.
Tenho recebido umas 5 mensagens por dia, e a maioria com as mesmas perguntas. Por favor, entrem em contato comentando aqui neste tópico, assim sua dúvida será esclarecida publicamente e ajudará outras pessoas =)
Vamos começar!

Tá chegando o verããaao aaeee… calma lá. Verão é aí no Brasil. Aqui em Portugal está fazendo e fará (muito) calor até setembro-outubro, mas depois disso o frio chega.
Em fevereiro estava muito frio, eu fiquei feliz de ter comprado casacos bons já no Brasil. NÃO é o caso agora. Traga roupas comuns, para aproveitar os dias mais quentes, e casacos leves, se você tiver. Os casacos mais pesados você comprará aqui pagando muuuuito menos.
Sobre a viagem de avião. Sabe aquele terno que sua mãe comprou para o casamento do seu tio e a noiva acabou desistindo uma semana antes?
Mantenha ele guardado (hehe).
O mais importante é vir com uma roupa confortável, muitas vezes são mais de 20horas de viagem e escalas em vários aeroportos (lembre-se também de trazer alguns lanchinhos, comida de avião nunca é suficiente). É claro que você não vai viajar que nem um mendigo, mas uma camiseta simples, casaco simples na mochila, calça comprida, tênis, pronto. Estou falando isso porque nesse caso não é bobagem, você irá passar pela imigração, irá apresentar o seu visto, lhe farão um monte de perguntas, é bom estar confiante e demonstrar segurança, inclusive com uma boa roupa. Infelizmente isso ainda é levado muito em consideração.

2. Usando dinheiro no exterior
Tirar dinheiro no exterior é uma novela. Antes de vir eu fiz o Visa Travel Money (VTM). Tem várias maneiras de fazê-lo, pelo seu banco, por agências de viagem e provavelmente mais algumas. Eu fiz pela STB.
Se você vier para cá apenas com cartões (internacionais) brasileiros pagará taxas e mais taxas. Se vier com cartões brasileiros não terá como sacar dinheiro rs (não riam, você fica sabendo de gente que fez de tudo…).
Há ainda a opção de usar seu cartão internacional no modo débito, teoricamente o valor é o mesmo que o do VTM. A diferença é a conversão que o seu banco faz. O VTM usa um dólar um pouco mais caro, o débito geralmente usa o dólar comercial. Mas as taxas (IOF) são diferentes.
Enfim, pesquisem e decidam qual a melhor opção para vocês, não existe resposta certa. Eu optei pelo VTM porque no meu caso era mais fácil.

3. Como (não) ficar ilegal no país
Se você está vindo para Portugal estudar por 6 meses, seu visto (provavelmente) terá validade de apenas 90 dias. SIM, 90 DIAS. Não dará para você completar os estudos.
(Não sei quem foi o gênio que pensou nisso, mas a embaixada achou legal e adotou a ideia).
Bem, isso significa que você terá que renová-lo ou criar um cartão de residente europeu – antes dos 30 dias terminarem. O procedimento é bem simples aqui em Portugal, mas para facilitar as coisas lembre-se de trazer todos aqueles documentos que você apresentou para fazer o visto. Sim, comprovante de meios de subsistência, seguro saúde ou PB4, blá blá. Só não precisa da carta da Universidade (você terá que pegar outra aqui) nem daquele documento da Polícia Federal comprovando que você não matou ninguém no último ano.
Bom, basicamente traga tudo que você puder relacionado a documentos – e mais um pouco. Correio demora pelo menos uma semana, você está na Europa. Não se esqueça também, caso seus pais estejam dispostos a te ajudar, de fazer uma declaração dando a eles plenos poderes para agir por você. É bom para resolver pendências que aparecem relacionadas a banco, universidade, etc. É só ir num cartório.
Outra coisa importante, assim que você chegar em solo europeu terá que carimbar o passaporte com o visto de estudante. Se você está vindo estudar em Portugal e seu avião fizer escala em Madrid ou qualquer outra cidade FORA de Portugal, lembre-se de se informar porque você terá que ir no Serviço de Apoio aos Estrangeiros recarimbar sua documentação (não é esse o termo técnico, mas simplificando é tipo isso).

4. Arrumando lugar pra morar
Não cometa a burrada que eu fiz, não resolva tudo por telefone antes de chegar a Portugal. A casa pode não ser aquilo que vocês pensavam, a senhoria pode ser insuportável, a vizinhança barulhenta, enfim. A melhor opção é ficar uns dias num albergue e encontrar um lugar para ficar ou ainda pagar apenas um mês em algum lugar, porque assim você pode continuar procurando se o lugar não for lá essas coisas.
Já ajudei todas as pessoas que primeiramente entraram em contato comigo e recomendei lugares excelentes. Inclusive dois leitores aqui do blog irão ficar aqui na casa onde eu estou morando no momento. Se vocês tiverem algum lugar em vista e quiserem tirar dúvidas, por exemplo, a cerca do endereço, da proximidade em relação a transporte, etc, podem entrar em contato. Agora, infelizmente não posso mais indicar nem conseguir vaga pra ninguém.
O preço varia muito de lugar para lugar, mas a média para o aluguel de um quarto individual é entre 150-180 euros e, para dividir com alguém, 80-100 pra cada um. Eu agora estou pagando 80 e nos próximos dias me mudo para uma casa onde irei pagar 100. Ambas muito bem localizadas, perto da universidade e do transporte público. Soma-se ao aluguel os gastos com água/luz/etc, que não passam de 20-25 euros mesmo numa casa com muita gente, como é o caso aqui (6 pessoas).
#UPDATE!!

4. Já ia me esquecendo!
Como é que eu publico o post sem falar de algo totalmente relacionado ao blog! (comprimido e tal há! sacou?). Bom, no Brasil eu sei que as regras mudaram, mas acho que não é tão chato que nem aqui. Para comprar qualquer tipo de remédio é necessário receita médica. Não sou nenhum viciado em morfina, mas um antiflamatório simples, um tylenol e esses remedinhos básicos é importante trazer junto com você.
Eu passei por uma experiência terrível. Quem acompanha o twitter deve ter ouvido falar que eu tive que arrancar o dente ciso aqui em Portugal. Bom, eis que eu tenho uma alergia ao antiflamatório que eles me passaram. Mas eu não sabia se era do antiflamatório ou do analgésico, e isso já era de noite, domingo, tudo fechado. Parei com os dois medicamentos e tive que me virar com esses analgésicos básicos que eu tinha do Brasil até o dia seguinte. Quem já arrancou dente ciso sabe do que eu estou falando.
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Bom pessoal, essas são as dúvidas mais frequentes que eu recebi a essa altura do campeonato, como eu já disse lá em cima, comentem aqui caso tenham achado o post interessante ou ainda se tiverem mais perguntas.
Comprei um notebook novo e agora posso editar os vídeos que fiz durante o intercâmbio. Nos próximos dias irei tentar atualizar o meu canal no youtube, fiquem ligados.
E até a próxima!

Artigo Científico
Título: Afinal, o que são os Bálcãs mesmo? Uma análise da sub-região européia.
Autor: Bárbara Menezes de Miranda, Estudante de Relações Internacionais da Universidade de Brasília
Download: clique aqui

Mapa da região
Os Bálcãs são um conjunto de países do sudeste europeu que ficaram conhecidos no meio internacional, durante as últimas décadas, pelos diversos conflitos étnicos que tiveram lugar em seu território. Normalmente eles são identificados por países como Albânia, a Bósnia e Herzegovina, a Bulgária, a Grécia, a República da Macedônia, o Montenegro, a Sérvia, o Kosovo, a porção da Turquia no continente europeu (a Trácia), bem como, a Croácia, a Romênia e a Eslovênia.
Durante séculos, eram eles que constituíam a fronteira entre o Império Otomano(oriental e islâmico) e o Império Austro-Húngaro (ocidental e católico), pertencendo, então, àquele. No entanto, hoje a identidade cultural da região tende identificar-se com seus vizinhos ocidentais. Uma boa demonstração desse fato é a entrada de alguns deles na União Européia.
Hoje, um dos questionamentos que são feitos sobre a região é acerca de sua “naturalidade”. Se ela pode ser chamada de região assim como a Europa é uma ou a América do Sul é outra, ou se pertence a uma região predefinida, sendo assim identificada como um subcomplexo europeu.
Segundo o enfoque econômico de regionalização, a proximidade geográfica entre dois países é um importante fator para que áreas preferenciais surjam e desenvolvam uma integração entre os atores envolvidos. Essa proximidade territorial existe nos Bálcãs, no entanto não é determinante para que a aproximação aconteça. O natural comércio entre países próximos e a sua conseqüente diversificação no decorrer da história não aconteceu nos Bálcãs. Observa-se que na região, o comércio internacional, pelo contrário, tem baixas taxas de dinamismo ou é volátil. Como as trocas econômicas internacionais são baixas, logo o investimento também é incipiente, pois essas duas variáveis estão intimamente relacionadas. Uma falta de investimentos internacionais costuma apontar para um alto risco de não-retorno do capital investido e esse risco está invariavelmente ligado à fragilidade da segurança nacional, fator que efetivamente faz parte da história da região (Gligorov, 1989).
Assim, fazendo o caminho contrário entendemos por quais razões o comércio entre os países balcânicos é baixo: A falta provém de uma história de fragilidade da segurança nacional por conta dos conflitos militares, que acabam por tornar ineficazes os mecanismos de legalidade do país, o que provoca um alto risco para o investimento, diminuindo a atratividade dos mercados e logo o comércio entre eles. Esses motivos mostram a debilidade econômica criada entre os estados do sudeste europeu, o que justifica a impossibilidade dos Bálcãs de ser caracterizado como uma região econômica.
A solução encontrada pelos estados da região para suprir suas necessidades mercantes foi relacionar-se com países menos próximos cujas economias são mais estáveis, como Alemanha, Itália e Rússia. O interesse dos estados balcânicos em diversificar suas relações entre si, para formar regiões de integração setorial, por exemplo parece ser inexistente, pois preferem manter relações com países notadamente europeus. Além disso, a moeda-padrão da região não é interna, é o Euro. Esses desdobramentos tornam possível a conclusão de que os Bálcãs por si só não integram uma região econômica nem setorial e que fazem parte da economia européia, fazendo-se mais presentes nela do que no âmbito do sudeste europeu e compartilhando os seus parâmetros, como o uso do Euro como moeda de influência.
Uma segunda maneira de desnudar os Bálcãs como uma subregião européia é mostrá-lo no plano das idéias e interesses socialmente construídos. Tomando-se essa perspectiva, os estados não são mais que a representação política, no meio internacional, das identidades étnicas que os construíram. Os estados devem zelar por sua legitimidade através da convergência dos interesses nacionais (idealizados pelas identidades) e das ações por eles tomados. Se as decisões feitas pelos governantes não forem ao encontro do que as identidades nacionais clamam, o estado perde a razão ser. Isto foi o que aconteceu e ainda acontece em alguns dos países balcânicos: as diversas identidades que compunham o panorama do estado não tinham seus interesses levados em conta pela agenda estatal, pois esta estava voltada para os reclames da identidade x, deixando as x’ e x’’ de lado. Esse tipo de atitude resultou em guerras civis terríveis, nas quais a lealdade da população foi transferida das obrigações civis para o nacionalismo (Wilmer, 1997). Dessas informações, podemos inferir que para a teoria Construtivista, os Bálcãs não são uma região em que seus atores baseiam-se em uma harmonia entre identidades e estados. Pelo contrário, essa relação é até dicotômica.
Através também do Construtivismo, podemos explanar como os Bálcãs caminham mais e mais para uma absorção deles na região da Europa. Nota-se um recrudescimento da convergência dos interesses balcânicos com os interesses europeus. Aqueles almejam não só entrar para a União Européia, integrando-se econômico e politicamente com a região, mas têm tentado de todas as maneiras aproximar seus ideais dos deles. Caracterizam o Império Otomano como um período de terror, onde os bárbaros invasores infiéis destruíram as estruturas ocidentais e avançadas do Império Greco-Romano. Inclusive acreditam que se não fosse por essa infelicidade que aconteceu no sudeste europeu, eles com certeza fariam parte da estrutura capitalista européia desde sempre. Se essas conjecturas realmente teriam se realizado se a história houvesse seguido outro rumo, é difícil afirmar, no entanto pode-se utilizar essa visão balcânica da história para compreender sua vontade de aproximação e alinhamento com os valores europeus. Mais um fator que mostra a condição dos Bálcãs de subregião.
Por fim, utilizando o primeiro referencial teórico, o que diz respeito a comunidades de segurança, analisaremos o fato de que os Bálcãs não formam um complexo regional de segurança (CRS), pois estão subordinados ao complexo regional de segurança europeu (Buzan e Waever, 2003). E como afirmar isso? A definição de Complexos Regionais de Segurança é que a interdependência da segurança dentro do complexo é maior do que fora, ou seja, os estados do complexo dependem mais uns dos outros para manter a paz ou provocar a guerra, do que de forças externas.
A intervenção da Europa nos conflitos dos Bálcãs nos mostra duas possibilidades de integração destes com aquela. A primeira é que o sudeste europeu realmente faz parte do CRS europeu e a intervenção feita para provocar uma comunidade de segurança, ou seja, a paz foi escolhida também pelos estados conflituosos. A segunda, baseada no pressuposto de um CRS balcânico, afirma que, apesar de constituir um CRS próprio, os Bálcãs não têm a força política necessária para mantê-lo, já que a Europa foi quem decidiu arbitrariamente pacificar a região. Em ambas opções, a aproximação Bálcãs-Europa é inquestionável e mostra como a regionalização da península Balcânica e adjacências, também no plano da segurança, está ultrapassada.

O browser Firefox superou o Internet Explorer na liderança do mercado europeu de navegadores na primeira vez em que o aplicativo da Microsoft perdeu o topo do setor, afirma uma empresa de pesquisa.
Em dezembro, o browser de código aberto ficou com 38,1% do mercado europeu, enquanto a fatia do IE recuou a 37,5%. O Chrome viu sua participação crescer de 5,1% para 14,6% na comparação anual.
“Isso parece estar acontecendo porque o Chrome está roubando mercado do IE enquanto o Firefox está mantendo sua fatia”, disse Aodhan Cullen, presidente-executivo da StatCounter.
“Estamos provavelmente vendo o impacto do acordo entre as autoridades da Comissão Europeia e a Microsoft, que passou a oferecer aos usuários europeus opção de escolha de browsers a partir de março do ano passado”, disse Cullen.
Em dezembro de 2009, autoridades da União Europeia aceitaram oferta da Microsoft para dar aos usuários melhor acesso a browser rivais do IE, encerrando uma longa batalha em torno de legislação de proteção da concorrência. Desde o início de março, a Microsoft oferece aos europeus a opção de escolha entre 12 browsers em mais de 100 milhões de computadores novos e velhos que operam com o sistema operacional Windows.
Globalmente, a participação do IE caiu para 46,9% em dezembro, enquanto o Firefox ficou com 30,8% e o Google com 14,9%, afirma a StatCounter.
via G1


Em São Paulo, pedágio de caminhões chega a ser quase três vezes mais caro do que na Europa. Foto: Márcio Amêndola *
O pedágio cobrado nas rodovias paulistas é o mais caro do Brasil e, quando comparado com as tarifas pagas nas rodovias dos Estados Unidos ou da Itália, fica evidente que está entre os mais caros do mundo também.
Na rodovia Florida’s Turnpike, nos Estados Unidos, o preço por quilômetro rodado é de R$ 0,076, enquanto a média nas rodovias paulistas é de R$ 0,111, ou 46% superior ao da rodovia americana.
Além disso, na Florida’s Turnpike há o SunPass que é um dispositivo colocado no automóvel que garante a passagem direta pelo pedágio. É como o Sem Parar que existe em São Paulo. Diferentemente do Sem Parar, o SunPass garante desconto médio de 20% para o usuário. O pedágio fica bem mais barato para quem o utiliza.
No caso das rodovias italianas (R $0,134), elas são mais baratas do que as rodovias Anchieta (R$,0159), Imigrantes (R$ 0,152) e Castello Branco (R$ 0, 145), enquanto a Bandeirantes (R$ 0,135) e a Anhanguera (R$ 0,132) têm valores próximos aos da Itália.
Mas vale ressaltar que a concessionária italiana construiu com recursos próprios a sua rede de rodovias, diferentemente do que ocorre em São Paulo. No caso paulista, paga-se duas vezes: para construir e usar a rodovia.
E paga-se também ao consumir qualquer produto transportado por essas rodovias. Comparando novamente com as estradas italianas, o pedágio que incide sobre veículos de carga em São Paulo é até 149% mais caro do que na Itália.