Legalizar o aborto salva vidas

Via Brontossauros em meu jardim

Quando começa a vida?

Notadocomprimido: A interrupção da gravidez é um dos procedimentos que mais ocupa leitos dos serviços públicos e privados na área de saúde da mulher. Apenas nos seis meses primeiros meses de 2010 foram 54.339 internações por este tipo de ocorrência, uma média de 12 casos por hora. Foram gastos R$ 12,9 milhões para internar mulheres com hemorragias, infecções ou perfurações desencadeadas após o procedimento.

É com tristeza que vejo o debate das eleições se reduzir às questões religiosas e o feminismo reduzido à descriminalização do aborto. Estas reduções têm gerado debates pobres em uma eleição que nunca foi lá muito brilhante. Por causa da mistura aborto e religião, a discussão sobre o aborto acaba sendo pontual demais, levando a muitos erros de análise.

Não vou discorrer sobre o aborto sob o ponto de vista religioso, não tenho nenhuma vocação para isso. Creio que as religiões têm todo o direito de tentar controlar as vidas de seus fiés mas acho o fim elas tentarem se meter na vida de quem não é de seu rebanho. Afinal, o Estado é laico e tals.

O primeiro erro que vejo é a sensação de que haver ou não abortos no Brasil é uma questão de lei. Não é. Abortos acontecem. Estatísticas da Organização Mundial de Saúde mostram que cerca de 42 milhões de abortos acontecem no mundo anualmente. Em 2005, ocorreram mais de 1 milhão de abortos no Brasil. Destes, um quinto (ou metade, dependendo da pesquisa)resultou em internações hospitalares devido às complicações do pós-aborto. Este nefasto quadro do aborto no Brasil resulta em 22% de mulheres de 35 a 39 anos com histórico de aborto. Ou seja: o aborto é algo corriqueiro na vida da mulher brasileira. Com ou sem lei.

Roriz debocha da lei

Via blogdonoblat*

A lei está sendo alvo de abuso, escárnio e deboche no Distrito Federal. E sob o olhar complacente da Justiça.

Roriz ou Weslian? Ah sim, tanto faz.

Joaquim Roriz, candidato ao governo pela quinta vez, teve o registro de sua candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Entretanto, na semana passada o Supremo Tribunal Federal, por cinco votos contra cinco, decidiu nada decidir sobre a validade da Lei para as eleições deste ano.

Acendeu a luz vermelha no comando da campanha de Roriz.

E se mais adiante o Supremo concluir que a lei valeu, sim? Ele poderia ser eleito, mas não ser diplomado. Então Roriz renunciou à candidatura e escalou a própria mulher para seu lugar.

“Vote em Roriz”, sugerem cartazes de campanha e o ex-candidato em comícios e na televisão. A mulher é citada como sua representante. Roriz repete que estará sempre ao lado dela. E que se for convocado caso ela se eleja, ocupará cargo no governo.

A Justiça não teve mais tempo para tirar o nome, o número e a foto de Roriz da programação das urnas eletrönicas.

Quantos milhares de eleitores não votarão em Roriz pensando que ele ainda é candidato?

Quantos não votarão convencidos de que o governador de fato será ele?

A Justiça permanecerá inerte diante de tentativa de fraude tão escandalosa?

*OCOMPRIMIDO escolheu apenas alguns trechos do texto. Para ler este artigo na íntegra, clique aqui.

TV Plínio – Distribuição da Riqueza

via @projetosocialista

Na dose homeopática dessa semana, tenho o prazer de apresentar a TV Plínio, onde meu candidato à presidência da República aborda as principais propostas do PSOL para o país. O tema deste programa é a Distribuição da Riqueza. Plínio Arruda Sampaio, Hamilton Assis e Guilherme Delgado discutem a necessidade de uma política econômica que desconcentre a riqueza e a renda no país.

Até lá!

TRE proíbe que cartaz da Apeoesp seja afixado em escolas

via @viomundo

Proibição da divulgação do cartaz. Censura do TRE?

Empresas ganham com horário eleitoral “gratuito”

Gratuito para quem?

No horário eleitoral o que é gratuito é o acesso de candidatos, partidos e coligações aos meios de comunicação. A veiculação, porém, é cobrada. Em 2010, as empresas de comunicação devem ganhar mais de 851 milhões em compensação fiscal. É como se cada contribuinte pagasse aproximadamente R$4,00 para assistir o programa.

Venício Lima
, na Carta Maior

Começa no dia 17 de agosto e se estende até 30 de setembro o horário eleitoral no rádio e na televisão. Durante 45 dias, candidatos aos cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e estadual estarão em todos os canais de televisão aberta, além dos canais a cabo utilizados pelo Senado Federal, a Câmara dos Deputados, as Assembléias Legislativas e as Câmaras Municipais e também nas emissoras de rádio. No total serão cerca de 63 horas em cada veículo.

O horário eleitoral, garantido pelo § 3º do artigo 17 da Constituição – “os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e a televisão, na forma da lei” – é o que mais se aproxima, entre nós, de um direito fundamental nas democracias: o “direito de antena”.

O “direito de antena” é praticado em países como Alemanha, França, Espanha, Portugal e Holanda e foi positivado pela primeira vez na Constituição portuguesa de 1976 que reza: