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	<title>OCOMPRIMIDO.COM &#187; economia</title>
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	<description>Sua dose diária de contra-informação</description>
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		<title>Brasil, importador de café moído</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 21:18:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contra-indicações]]></category>
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		<description><![CDATA[No ano passado, o Brasil mais importou do que exportou café moído! Ou seja, continuamos com a velha e burra política de vender café verde em grãos, de baixa qualidade, sem ter conseguido dar um salto à frente nos processos crescentes de café torrado e moído de maior qualidade, de acordo com exigência do mercado internacional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2010/08/CHAMADA-contraindicacoes.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">Há muito otimismo em torno do Brasil, principalmente na mídia internacional e por setores do governo. É bom manter a fé no futuro, mas para isso é preciso prestar atenção ao presente. Segue análise de <strong>Paulo Kliass</strong>, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal e doutor em Economia pela Universidade de Paris 10. Via <a title="viomundio" href="http://www.viomundo.com.br/politica/paulo-kliass-brasil-importador-de-cafe-moido.html" target="_blank">Viomundo</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto alguns preferem ficar comemorando as notícias de que PIB brasileiro poderia ter ultrapassado o da Inglaterra, acho que deveríamos todos é estar mais preocupados com a continuidade do processo de desindustrialização de nossa economia.</p>
<p style="text-align: justify;">A situação não é para brincadeira, pois o quadro é trágico! A cada dia surgem mais notícias e avaliações relativas à perda relativa de competitividade da indústria brasileira. São muitas as evidências de que as decisões de ampliação do investimento produtivo tendem a preferir a opção por território estrangeiro para a instalação industrial e apenas o destino das mercadorias para simples consumo em nossas terras.</p>
<p style="text-align: justify;">Os casos mais simbólicos são políticas empresariais como as da mega corporação Vale, que exporta minério de ferro bruto extraído de nosso subsolo sob concessão da União e importa os produtos manufaturados para seu próprio uso. É o que ocorre com os trilhos comprados para suas ferrovias ou os super cargueiros encomendados para transporte de minérios – na grande maioria dos casos importados da China.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos setores festejam os impressionantes números obtidos com as exportações de pindorama, que contabilizaram quase uma centena de bilhões de dólares em nossa balança comercial no ano que se encerrou.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o conjunto de nosso País lamenta, de outro lado, os igualmente expressivos valores das importações. Com o péssimo agravante de que vendemos produto primário barato e compramos produtos manufaturados de maior valor agregado. Até parece que os responsáveis pela nossa política econômica e industrial esqueceram tudo o que devem ter lido e estudado sobre as chamadas trocas desiguais no capitalismo, em especial os prejuízos causados aos países de menor grau de industrialização.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, recentemente, foram divulgadas informações que são ainda mais carregadas de expressivo simbolismo. Ao longo de 2011, essa mesma lógica chegou a atingir um setor que durante muito tempo foi considerado como “genuinamente brasileiro”. No ano passado, o Brasil mais importou do que exportou café moído! Ou seja, continuamos com a velha e burra política de vender café verde em grãos, de baixa qualidade, sem ter conseguido dar um salto à frente nos processos crescentes de café torrado e moído de maior qualidade, de acordo com exigência do mercado internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">E pior: passamos a importar esse tipo de café manufaturado e com maior valor agregado do resto do mundo, em volumes mais altos do que vendemos lá fora. Uma loucura! No concreto, isso significa redução de investimento em novas plantas industriais aqui dentro, com a conseqüente geração de emprego e renda lá fora.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de ser um processo complexo e de múltiplas causas, há dois fatores que são os mais determinantes na conjuntura atual para explicar a desindustrialização. São eles a nossa conhecida duplinha dinâmica: câmbio e juros. A questão é tão evidente que chega mesmo a causar espanto a forma irresponsável como os diversos governos têm enfrentado esse importante problema.</p>
<p style="text-align: justify;"><a title="continuelendo" href="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/2012/01/brasil-importador-de-cafe-moido/">Continue lendo&#8230;<br />
</a><br />
<span id="more-2943"></span>Sai ano e entra ano, mas o quando não muda em sua essência: continuamos sérios e obstinados em manter a condição de líder mundial no quesito dos juros. Com a taxa oficial lá nas alturas, a lógica da rentabilidade do capital prioriza a opção pela aplicação no mercado financeiro e não na atividade produtiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a política monetária de SELIC elevada causa um duplo transtorno em nossa economia. De um lado, sacrifica de forma absurda o orçamento do Estado com gastos puramente financeiros e limita as despesas na área social e de investimento estratégico do Estado. De outro lado, as altas taxas de juros inibem os novos investimentos nas áreas da produção e nos serviços.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas aqui surge uma outra conseqüência negativa da SELIC elevada. Ela exerce uma atração continuada e apetitosa sobre o capital financeiro internacional – em especial sobre os recursos de natureza puramente especulativa. Aquele tipo de dinheiro que vai e vem ao sabor dos riscos e dos ganhos, sem nenhum compromisso com a geração de renda e emprego no país em que está aportando no momento. E, por incrível que possa parecer para muitos, nossa política econômica se dirige para satisfazer exatamente os desejos do investidor de tal perfil.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado desse tipo de movimento é que nossa praça fica inundada de recursos externos de curtíssimo prazo – aliás, fator potencialmente gerador de elevada instabilidade macroeconômica. A qualquer susto ou boato, o chamado “efeito manada” da massa especulativa pode causar sérios problemas de desequilíbrio em nossas contas externas.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso porque as nossas regras tupiniquins, ao contrário do que ocorre na maioria dos países industrializados, não prevêem nenhum tipo de controle sobre entrada e saída desse capital, nem mesmo exigem um tempo mínimo de permanência como contrapartida de poder usufruir das benesses do ganho financeiro fácil patrocinado por nosso setor público.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa pressão derivada do ingresso de dólares e outras moedas estrangeiras provoca um desequilíbrio importante em nosso mercado de câmbio. Mas um dos pilares básicos da estabilidade herdada desde os tempos do Plano Real é o pressuposto da “liberdade cambial”. Assim, o receio — quase um temor — em contrariar as vontades dos que mandam no mercado financeiro faz com que o setor de câmbio seja considerado “imexível” pelo governo.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado é uma sobrevalorização absolutamente artificial de nossa taxa de câmbio. Ao longo da semana atual ela está na faixa de R$1,80/US$. É verdade que já melhorou um pouco em relação aos níveis de 2010. Mas estamos ainda muito longe de uma taxa que possa se considerar mais realista, que muitos analistas econômicos situam na faixa de R$ 2,50.</p>
<p style="text-align: justify;">Com esse poder de compra de nossa moeda no mercado internacional, as importações são muito estimuladas. Desde as compras das famílias animadas da classe média que fazem a farra nas terras da Disney até, e principalmente, as empresas que importam a preços artificialmente baixos os produtos finais e intermediários fabricados no exterior, em especial na China. O contraponto desse processo de valorização de nossa moeda é o encarecimento relativo dos produtos brasileiros manufaturados em sua busca por mercados para exportação.</p>
<p style="text-align: justify;">Ficamos, portanto, mais uma vez relegados ao nosso papel de agente secundário nessa divisão internacional do trabalho da modernidade pós-colonial. Como sempre, mais uma vez perdendo o bonde da História. E ainda tem gente que se vangloria, enche mesmo a boca, na hora de falar dessa nossa triste especialização em exportação de produtos primários, as famosas “commodities”.</p>
<p style="text-align: justify;">O que mais chama a atenção na passividade de nossos responsáveis pela política econômica é que as medidas a serem adotadas são até singelas, se pensarmos pela lógica da complexidade do funcionamento de outras variáveis da economia. Basta reduzir a atratividade do mercado financeiro brasileiro na comparação com as demais alternativas existentes no mercado internacional. Caso o governo estabeleça controles mínimos de entrada e saída dos recursos especulativos e imponha uma quarentena para um tempo mínimo de permanência, uma parcela da elevada atração desaparecerá.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro, e talvez mais importante, trata-se de promover uma redução significativa na taxa SELIC. Com isso, haverá tendência à diminuição do ingresso de capital especulativo. E o novo equilíbrio do mercado de câmbio promoverá a necessária desvalorização em nossa moeda. Em resumo, nossa taxa de câmbio tenderá a refletir de forma mais realista nossa situação de contas externas.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas poderão estar se perguntando se por acaso essa fuga de capitais não seria prejudicial ao Brasil. De forma alguma! E veja que não se trata aqui de pregar nenhuma volta ao modelo passado das autarquias isoladas, países isolados uns dos outros. De jeito nenhum! O que se pretende é apenas que os fluxos de capitais entre o Brasil e o resto do mundo privilegiem os investimentos produtivos.</p>
<p style="text-align: justify;">O capital puramente especulativo não oferece nenhuma vantagem ao nosso País. Sua fuga, pelo contrário, é muito bem vinda e poderia até mesmo ser festejada. Que se aventurem a sugar o rentismo parasitário alhures, de outras sociedades.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós, inclusive, já oferecemos até hoje muito mais do que podíamos e devíamos. As demais características da sociedade e da economia brasileiras é que devem ser os elementos determinantes para os investimentos que desejem para cá se dirigir. Um mercado interno consumidor em expansão, com boas perspectivas de retorno de tais aplicações no curto, no médio e no longo prazos.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma Nação com tradição de paz, sem os conflitos militares que caracterizam boa parte dos países do mundo. Um país em condições de exercer importante liderança no processo de aprofundamento da integração regional, no âmbito da América do Sul. Enfim, boas razões não faltam.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez resolvida essa artificialidade na definição da taxa de câmbio, a tendência é de haver uma reacomodação dos fluxos de importação e exportação. As importações sairão mais caras e perderão força por conta dos chamados “preços relativos”. Já as exportações de produtos industrializados poderão ser estimuladas.</p>
<p style="text-align: justify;">No cômputo final, se o governo der demonstrações que as medidas virão para ficar, estarão dadas as condições objetivas para a reversão do processo de desindustrialização. Como sempre, o que falta é apenas a vontade política! Com um pouco também, é claro, de coragem política para contrariar interesses poderosos.</p>
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		<title>Paulo Nogueira: O caminho da Europa é o FMI</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 05:29:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Paulo Nogueira Batista Jr., em O Globo , via Projeto Nacional Escrevo, leitor, sem ter conseguido digerir todos os aspectos da mais recente cúpula europeia. O assunto é extraordinariamente complexo, como se sabe. Não há dúvida de que a dimensão da crise na área do euro está forçando as lideranças europeias a tomar decisões duras. Resta saber, entretanto, se elas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/themes/retromania/retromania/images/CHAMADA-dosediaria.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">por <strong>Paulo Nogueira Batista Jr</strong>., <strong>em <a href="http://oglobo.globo.com/">O Globo</a></strong> , <strong>via</strong> <strong><a href="http://blogprojetonacional.com.br/">Projeto Nacional</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Escrevo, leitor, sem ter conseguido digerir todos os aspectos da mais recente cúpula europeia. O assunto é extraordinariamente complexo, como se sabe.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há dúvida de que a dimensão da crise na área do euro está forçando as lideranças europeias a tomar decisões duras. Resta saber, entretanto, se elas serão suficientes.</p>
<p style="text-align: justify;">Preocupa a possibilidade de que esteja faltando foco às iniciativas europeias. Não estaria havendo ênfase excessiva na dimensão fiscal da crise? Prevalece a visão alemã de que a raiz da crise está na falta de disciplina fiscal no Sul da Europa. A palavra de ordem passou as ser: regras fiscais mais rígidas, com sanções quase automáticas e cessão de soberania fiscal. Grande parte das decisões ontem anunciadas consiste de medidas nessa área. Consolidação fiscal e reformas estruturais constituiriam a chave para superar a crise.</p>
<p style="text-align: justify;">Duvidoso. Não parece claro que a irresponsabilidade fiscal tenha sido a principal causa da crise atual na área do euro. Essa tese só é claramente verdadeira no caso da Grécia, que antes de 2008 teve déficits públicos muitos elevados. Na maioria dos países vulneráveis, o aumento do déficit e da dívida do setor público foi, em boa medida, efeito e não causa da crise financeira iniciada em 2007-2008.</p>
<p style="text-align: justify;">A fragilização das finanças públicas na área do euro, desde 2008, reflete três fatores principais, cuja importância relativa varia de país para país: a) os efeitos da recessão sobre as contas públicas; b) as medidas de estímulo fiscal; e c) o custo do socorro às instituições financeiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Em outras palavras, a crise financeira metamorfoseou-se em crise fiscal. Sistemas financeiros superdimensionados, operando com grande liberdade, sem estar submetidos a adequada regulação e supervisão, são causas tão ou mais importantes da crise do que a falta de rigor fiscal no Sul da Europa.</p>
<p style="text-align: justify;">A livre circulação de capitais, intermediados por sistemas financeiros inchados, gerou um ciclo de forte expansão do crédito na periferia europeia. O crédito externo estimulou um boom especulativo, financiou elevados déficits em conta corrente e mascarou os problemas de competitividade.</p>
<p style="text-align: justify;">E, no entanto, essa dimensão da crise não parece atrair suficiente atenção. Pede-se com frequência reformas estruturais – dos mercados de trabalho e dos mercados de produtos – mas raramente se menciona a necessidade de reformas estruturais do sistema financeiro – o setor da economia que parece estar na origem da crise atual. As reformas financeiras propostas desde 2008-2009, embora insuficientes, enfrentam a resistência feroz dos poderosos lobbies financeiros (a turma da bufunfa não brinca em serviço).</p>
<p style="text-align: justify;">Seja como for, reformas – financeiras, fiscais, trabalhistas – não apagam incêndio. E aqui surge outra dúvida cruel: onde está o Banco Central Europeu? Nas duas semanas que antecederam a cúpula europeia, os mercados estavam embalados pela perspectiva de que o BCE entraria maciçamente nos mercados de títulos secundários – se houvesse aceitação pelos outros europeus das regras fiscais teutônicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Na quinta-feira, logo antes da reunião dos líderes europeus, o presidente do BCE, Mario Draghi, jogou água na fervura. Perguntado se o BCE responderia com aumentos expressivos das suas compras de títulos públicos em resposta a um acordo fiscal entre os líderes europeus, Draghi respondeu “não”. Diante da insistência da imprensa, acrescentou: “Eu desejo tudo o de melhor aos nossos líderes, e o BCE está aqui. Isso não significa que o BCE responderá, aliás.”</p>
<p style="text-align: justify;">Em matéria de dinheiro novo, a grande novidade da cúpula foi o anúncio, ainda sem detalhes, de que os membros da área do euro e outros países da União Europeia irão considerar, e confirmar dentro de pouco mais de uma semana, contribuições adicionais ao FMI no montante de até 200 bilhões de euros (US$270 bilhões). Os líderes europeus declararam também que esperam “contribuições paralelas da comunidade internacional”.</p>
<p style="text-align: justify;">A discussão se desloca agora para o FMI.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Paulo Nogueira</strong><strong> Batista Jr. é economista e diretor-executivo representando o Brasil e mais oito países no Fundo Monetário Internacional (FMI). O economista expressou opiniões pessoais, que não devem ser atribuídas ao FMI ou aos países que representa na diretoria da instituição.</strong></p>
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		<title>Matemáticos revelam rede capitalista que domina o mundo</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 09:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas &#8211; sobretudo bancos &#8211; tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global. A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça. Este é o primeiro estudo que vai além [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/themes/retromania/retromania/images/CHAMADA-dosediaria.jpg" alt="" /><br />
<em>Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas &#8211; sobretudo bancos &#8211; tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global. A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça. Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Nota introdutória publicada por <a title="ladislau" href="http://dowbor.org/ar.asp" target="_blank">Ladislau Dowbor</a> em sua página: <strong>The Network of Global Corporate Control &#8211; S. Vitali, J. Glattfelder eS. Battistoni &#8211; Sept. 2011.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um estudo de grande importância, mostra pela primeira vez de forma tão abrangente como se estrutura o poder global das empresas transnacionais. Frente à crise mundial, este trabalho constitui uma grande ajuda, pois mostra a densidade das participações cruzadas entre as empresas, que permite que um núcleo muito pequeno (na ordem de centenas) exerça imenso controle. Por outro lado, os interesses estão tão entrelaçados que os desequilíbrios se propagam instantaneamente, representando risco sistêmico.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica assim claro como se propagou (efeito dominó) a crise financeira, já que a maioria destas mega-empresas está na área da intermediação financeira. A visão do poder político das ETN (Empresas Trans-Nacionais) adquire também uma base muito mais firme, ao se constatar que na cadeia de empresas que controlam empresas que por sua vez controlam outras empresas, o que todos &#8220;sentimos&#8221; ao ver os comportamentos da mega-empresas torna-se cientificamente evidente. O artigo tem 9 páginas, e 25 de anexos metodológicos. Está disponível online gratuitamente, no sistemaarxiv.org</p>
<p style="text-align: justify;">Um excelente pequeno resumo das principais implicações pode ser encontrado no New Scientist de 22/10/2011 (e está publicado a seguir).</p>
<p style="text-align: justify;">(*) O gráfico em forma de globo mostra as interconexões entre o grupo de 1.318 empresas transnacionais que formam o núcleo da economia mundial. O tamanho de cada ponto representa o tamanho da receita de cada uma</p>
<p style="text-align: justify;">A rede capitalista que domina o mundo<br />
Conforme os protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os manifestantes vão ganhando novos argumentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas &#8211; sobretudo bancos &#8211; tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.</p>
<p style="text-align: justify;">A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça</p>
<p style="text-align: justify;">Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;A realidade é complexa demais, nós temos que ir além dos dogmas, sejam eles das teorias da conspiração ou do livre mercado,&#8221; afirmou James Glattfelder, um dos autores do trabalho. &#8220;Nossa análise é baseada na realidade.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Rede de controle econômico mundial<br />
A análise usa a mesma matemática empregada há décadas para criar modelos dos sistemas naturais e para a construção de simuladores dos mais diversos tipos. Agora ela foi usada para estudar dados corporativos disponíveis mundialmente.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado é um mapa que traça a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais em nível global.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos anteriores já haviam identificado que algumas poucas empresas controlam grandes porções da economia, mas esses estudos incluíam um número limitado de empresas e não levavam em conta os controles indiretos de propriedade, não podendo, portanto, ser usados para dizer como a rede de controle econômico poderia afetar a economia mundial &#8211; tornando-a mais ou menos instável, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;">O novo estudo pode falar sobre isso com a autoridade de quem analisou uma base de dados com 37 milhões de empresas e investidores.</p>
<p style="text-align: justify;">A análise identificou 43.060 grandes empresas transnacionais e traçou as conexões de controle acionário entre elas, construindo um modelo de poder econômico em escala mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Poder econômico mundial<br />
Refinando ainda mais os dados, o modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas &#8211; na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo &#8211; as chamadas blue chips nos mercados de ações.</p>
<p style="text-align: justify;">Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo.</p>
<p style="text-align: justify;">E isso não é tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Super-entidade econômica<br />
Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma &#8220;super-entidade&#8221; de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira,&#8221; diz Glattfelder.</p>
<p style="text-align: justify;">E a maioria delas são bancos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.</p>
<p style="text-align: justify;">Como o mundo viu durante a crise de 2008, essas redes são muito instáveis: basta que um dos nós tenha um problema sério para que o problema se propague automaticamente por toda a rede, levando consigo a economia mundial como um todo.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles ponderam, contudo, que essa super-entidade pode não ser o resultado de uma conspiração &#8211; 147 empresas seria um número grande demais para sustentar um conluio qualquer.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão real, colocam eles, é saber se esse núcleo global de poder econômico pode exercer um poder político centralizado intencionalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles suspeitam que as empresas podem até competir entre si no mercado, mas agem em conjunto no interesse comum &#8211; e um dos maiores interesses seria resistir a mudanças na própria rede.</p>
<p style="text-align: justify;">As 50 primeiras das 147 empresas transnacionais super conectadas</p>
<p style="text-align: justify;">Barclays plc<br />
Capital Group Companies Inc<br />
FMR Corporation<br />
AXA<br />
State Street Corporation<br />
JP Morgan Chase &amp; Co<br />
Legal &amp; General Group plc<br />
Vanguard Group Inc<br />
UBS AG<br />
Merrill Lynch &amp; Co Inc<br />
Wellington Management Co LLP<br />
Deutsche Bank AG<br />
Franklin Resources Inc<br />
Credit Suisse Group<br />
Walton Enterprises LLC<br />
Bank of New York Mellon Corp<br />
Natixis<br />
Goldman Sachs Group Inc<br />
T Rowe Price Group Inc<br />
Legg Mason Inc<br />
Morgan Stanley<br />
Mitsubishi UFJ Financial Group Inc<br />
Northern Trust Corporation<br />
Société Générale<br />
Bank of America Corporation<br />
Lloyds TSB Group plc<br />
Invesco plc<br />
Allianz SE 29. TIAA<br />
Old Mutual Public Limited Company<br />
Aviva plc<br />
Schroders plc<br />
Dodge &amp; Cox<br />
Lehman Brothers Holdings Inc*<br />
Sun Life Financial Inc<br />
Standard Life plc<br />
CNCE<br />
Nomura Holdings Inc<br />
The Depository Trust Company<br />
Massachusetts Mutual Life Insurance<br />
ING Groep NV<br />
Brandes Investment Partners LP<br />
Unicredito Italiano SPA<br />
Deposit Insurance Corporation of Japan<br />
Vereniging Aegon<br />
BNP Paribas<br />
Affiliated Managers Group Inc<br />
Resona Holdings Inc<br />
Capital Group International Inc<br />
China Petrochemical Group Company</p>
<p style="text-align: justify;">Retirado da <a title="cartamaior" href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18798&amp;boletim_id=1038&amp;componente_id=16627" target="_blank">CartaMaior</a></p>
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