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	<title>OCOMPRIMIDO.COM &#187; dst</title>
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	<description>Sua dose diária de contra-informação</description>
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		<title>Sobre a Aids: O HIV é democrático</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 15:07:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você diria que o uso de camisinha, ou preservativo, é dispensável quando: * Parceiro (a) é de boa família? * Parceiro (a) teve poucas (os) namoradas (os)? * Garoto (a) é de boa família, bem-educado (a)? *  Garoto (a) tem alto nível social, cultural e econômico? *  Garoto (a) é “supergato(a)” sofisticado(a)? *  É amigo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/themes/retromania/retromania/images/CHAMADA-dosediaria.jpg" alt="" /></p>
<div id="attachment_1743" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><img class="size-full wp-image-1743 " title="aids" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2010/12/aids.jpg" alt="" width="360" height="271" /><p class="wp-caption-text">Não existe grupo de risco. Use camisinha.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Você diria que o uso de camisinha, ou preservativo, é dispensável quando:</p>
<p style="text-align: justify;">* Parceiro (a) é de boa família?</p>
<p>* Parceiro (a) teve poucas (os) namoradas (os)?</p>
<p>* Garoto (a) é de boa família, bem-educado (a)?</p>
<p>*  Garoto (a) tem alto nível social, cultural e econômico?</p>
<p>*  Garoto (a) é “supergato(a)” sofisticado(a)?</p>
<p>*  É amigo (a) da turma, colega de trabalho?</p>
<p>*  Se tem parceiro (a)  fixo (a)?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pois nessas circunstâncias – <strong>atenção!</strong> –, o homem, ao não usar camisinha, a mulher, ao não pedi-la, se arriscam a pegar doenças sexualmente transmissíveis (DST), inclusive o HIV, o vírus da aids. É como se fizessem o “teste” de aids e demais DST pelo olho. <strong>Isso não existe!</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span id="more-1742"></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Paradoxalmente, quase todo brasileiro sabe que a camisinha é a melhor maneira de evitar a infecção pelo HIV.</p>
<p style="text-align: justify;">Diferentes pesquisas nas diferentes faixas etárias comprovam isso.  Uma delas, a Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira 2008. Ela revelou que 97% dos jovens de 15 a 24 anos de idade sabem que o preservativo é a melhor maneira de evitar a infecção pelo HIV, mas o uso cai à medida que a parceria sexual se torna estável. O percentual de uso do preservativo na primeira relação sexual é de 61% e chega a 30,7% em todas as relações com parceiros fixos.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra pesquisa, divulgada nessa quarta-feira pelo Departamento DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (MS), aponta tendência de crescimento do HIV entre os jovens, embora eles tenham elevado conhecimento sobre prevenção da aids e outras DST.</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo foi feito com 35.432 jovens de 17 a 20 anos de idade alistados no serviço militar. A prevalência do HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12% em cinco anos. O estudo também revela que quanto menor a escolaridade maior o percentual de infectados pelo HIV.</p>
<p style="text-align: justify;">“Os jovens não se veem em risco”, alerta o infectologista Dirceu Greco, diretor do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do MS. “É preciso que percebam que a prevenção é uma decisão pessoal e não estarão seguros se não se conscientizarem da necessidade do preservativo em todas as relações sexuais.”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>DESCUBRA POR QUE O “TESTE” VISUAL É FURADO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em tempos de aids, transar com camisinha não significa chamar o outro de infiel, promíscuo, nem de se apresentar como tal. Ao contrário. É pessoa antenada com os tempos modernos. É sinal de ética, responsabilidade, solidariedade, delicadeza, respeito, prova de amor. Quem ama cuida e se cuida.</p>
<p style="text-align: justify;">E por que fazer o “teste” de DST e aids pelo olho não existe?!</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, ele é feito aos montes. Só que é furadíssimo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O <a href="http://www.viomundo.com.br/wp-admin/post.php?action=edit&amp;post=5828">livro Saúde — A hora é agora, capítulo Relacionamento,  explica por quê</a></strong>. Atentem :</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1)</strong> As aparências enganam. Bastaria ficar na sala de espera da Casa da Aids para atestar isso: garotas lindas, que poderiam ser modelos, e donas de casa exemplares; professores(as), engenheiros(as), advogados(as) e executivos(as), que diariamente cruzamos em bares, festas, cinema, reunião familiar, encontro de negócios; vovôs e vovós – eles têm vida sexual, sim! –, que volta e meia vemos contando histórias para os netos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, o “teste” visual é completamente furado. Portadores do HIV podem ficar dez anos, em média, sem sintomas, muitas vezes desconhecendo a própria contaminação e passando o vírus para os seus parceiros sexuais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2</strong>) O HIV, como os germes causadores das demais DST, é absolutamente democrático. Ele não tem preconceitos de classe socioeconômica, raça, religião, idade, sexo, nível cultural, educacional ou padrão estético.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3)</strong> O HIV também não se importa se a pessoa gosta ou não da outra. O que o vírus da aids quer é continuar vivo. Para isso, passa de um parceiro a outro, e em poucos segundos. Basta um estar infectado e transar sem camisinha. O amor não protege ninguém desse risco.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4)</strong> O HIV é transmitido de homem para mulher, de mulher para homem, de homem para homem e de mulher para mulher. Atualmente a proporção de novas infecções em mulheres e homens é quase igual. “A aids hoje tem a cara da população do Brasil”, compara Castilho. Portanto, quem ainda acha que aids é doença de homossexuais, prostitutas e usuários de drogas corre o risco de ser “atropelado” pelo HIV a qualquer instante.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5)</strong> Embora vivamos numa sociedade que prega a monogamia, a vida é diferente. Bom seria que as pessoas fossem eternamente apaixonadas e felizes com um(a) único(a) parceiro(a). Mas isso é irreal. Assim como é impossível o Ministério da Saúde decretar: está proibido “pular a cerca”! Quem vai seguir a recomendação? Você pode falar por você. E pelo(a) parceiro(a)? Quem tem certeza de que o(a) seu (sua) nunca vai traí-la(o)?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6)</strong> Quando você faz amor, o(a) parceiro(a), mesmo que seja fixo(a), não é a sua única “companhia”. Transam junto os <em>ex</em> e as <em>ex </em>de ambos. Ou seja, o passado e o presente. E, aí, como ter certeza de que nenhuma dessas pessoas viveu situações que possam ter facilitado a transmissão do HIV, como drogas injetáveis, transfusão de sangue e sexo com portador do vírus?</p>
<p style="text-align: justify;">“Na verdade, não existe mais grupo de risco”, garante a assistente social Susan Marisclaid Gasparini, do grupo de prevenção da Casa da Aids do HC-SP. “Atualmente, todos nós que temos vida sexual ativa somos vulneráveis ao HIV e às outras DST se não usarmos preservativo. Inclusive quem só ‘fica’.”</p>
<p style="text-align: justify;">Tem mais. Não dá para tapar o sol com a peneira. A experiência de psicólogos, psiquiatras e terapeutas sexuais mostra que parte dos casais, incluindo as mulheres, tem relações extras. Assim, supondo que você ou seu (sua) parceiro(a) dê uma escapada com uma (um) colega de trabalho – que, por sua vez, tenha outro(a) parceiro(a). No mínimo, já são quatro transando.</p>
<p style="text-align: justify;">“Logo, o ideal é usar camisinha em todas as relações sexuais – oficiais e extraoficiais”, assegura a médica Eliana Battaggia Guttierrez, diretora da Casa da Aids do Hospital das Clínicas de São Paulo e infectologista da Divisão de Moléstias Infecciosas da mesma instituição. “É mais eficaz e seguro para todos. De quebra, ajuda a reduzir a epidemia.”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>por Conceição Lemes, do <a href="http://www.viomundo.com.br/blog-da-saude/aids-as-aparencias-enganam-o-hiv-e-democratico.html" target="_blank">VioMundo</a></strong></p>
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		<title>HIV passa de mulher para homem, sim, Dourado!</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 22:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dose diária]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Conceição Lemes, do VioMundo Não acompanho o BBB10, tampouco conheço os candidatos .  Mas, felizmente, o Ministério Público Federal em São Paulo está de olho e flagrou o participante Marcelo Dourado, falando um absurdo total sobre como “se pega” aids.  A conversa com outros moradores da casa ocorreu em 2 de fevereiro. No dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="dose-diaria" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/themes/retromania/retromania/images/CHAMADA-dosediaria.jpg" alt="" width="569" height="161" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1245" title="BigBrotherBrasil" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2010/03/BigBrotherBrasil.jpg" alt="" width="400" height="268" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por Conceição Lemes, do <a href="http://www.viomundo.com.br/blog-da-saude/o-hiv-passa-de-mulher-para-homem-sim-dourado.html" target="_blank">VioMundo</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não acompanho o BBB10, tampouco conheço os candidatos .  Mas, felizmente, o Ministério Público Federal em São Paulo está de olho e flagrou o participante Marcelo Dourado, falando um absurdo total sobre como “se pega” aids.  A conversa com outros moradores da casa ocorreu em 2 de fevereiro. No dia 9, editada, foi ao ar para o grande público. A Globo limitou-se a sugerir que o público consultasse o site do Ministério da Saúde para se informar melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Dourado declarou: <em>um homem portador do vírus da aids em algum momento teve relação com outro homem</em>. Disse ainda que <em>hétero não pega aids, que obteve a informação com médicos.</em> E concluiu: <em>Um homem transmite para outro homem, mas uma mulher não passa para o homem.</em></p>
<p style="text-align: justify;">“A Globo não alertou que a fala do Dourado era completamente equivocada”, lamenta Jefferson Aparecido Dias, Procurador Regional dos Direitos do Cidadão do MPF em São Paulo. “Ao permitir a veiculação dessa informação num programa com tanta audiência, a TV Globo prestou um grande desserviço à prevenção da aids no país.”</p>
<p style="text-align: justify;">Dias questionou a Globo sobre o episódio e a emissora respondeu que o BBB não conta com um roteiro, sendo espontâneas as manifestações de seus participantes e que, “qualquer manifestação preconceituosa ou equivocada (…) não reflete o posicionamento da TV Globo sobre o tema”. Na resposta, a emissora disse ainda que “o esclarecimento feito pelo apresentador do programa foi a providência tomada pela TV Globo, por liberalidade”.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1244"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O procurador julgou insuficiente a resposta. Ontem, instaurou uma ação contra a emissora, exigindo que explique no BBB 10 como se contrai o HIV, o vírus causador da aids, segundo critérios definidos pelo Ministério da Saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">“A lesão social causada pela declaração de Dourado no programa é evidente, ante o poder de persuasão e de formação de opinião da TV no Brasil”, justifica Dias. “Num país em que a aids cresce entre mulheres casadas e idosos, a declaração de Dourado, exibida pela Globo, é ainda mais perigosa e é preciso a intervenção do MPF.”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A TRANSMISSÃO DO HIV É BIDIRECIONAL</strong><br />
O procurador Jefferson Aparecido Dias está coberto de razão.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, 70% das mulheres portadoras do HIV foram infectadas pelo esposo ou namorado; 26% tiveram um ou dois parceiros em toda a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">A cada ano, mais de 35 mil brasileiros recebem o diagnóstico de aids. De 1980 a junho de 2007, foram identificados 474.273; em 1985, havia 15 casos em homens para 1 em mulher. Atualmente, a relação é de 1,5 para 1. Em ambos os sexos, a maior parte se concentra na faixa etária de 25 a 49 anos. Porém, tem-se verificado aumento da doença na população acima dos 50, tanto em homens quanto em mulheres.</p>
<p style="text-align: justify;">A principal forma de transmissão é a sexual, ou seja, sexo sem camisinha. Infelizmente, como Dourado, há brasileiros que ainda acreditam que o HIV não passa de mulher para homem e estão se infectando.</p>
<p style="text-align: justify;">“Está cientificamente comprovado que não é verdade que o HIV não passa de mulher para o homem”, alerta o médico infectologista Marco Antônio de Ávila Vitória, do corpo técnico do Departamento de HIV da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, Suíça.</p>
<p style="text-align: justify;">Teoricamente a mulher tem um risco maior de infectar-se devido a fatores anatômicos e maior vulnerabilidade social em muitas culturas. Porém, o homem também tem risco importante de se contaminar se tiver relações sexuais sem uso de preservativo com mulher  infectada pelo HIV. O vírus da aids pode passar de homem para mulher e de mulher para homem, desde que um dos parceiros seja portador  do HIV.</p>
<p style="text-align: justify;">Marco Vitória insiste: “A transmissão do HIV é bidirecional”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, sempre que houver contato sexual com troca de fluidos contaminados – leia-se esperma, secreção vaginal e sangue – existe risco tanto para homens quanto para mulheres. Alguns fatores podem aumentar esse risco. Por exemplo, lesões na pele ou na mucosa dos genitais causadas por machucados ou doenças sexualmente transmissíveis.<br />
Mas atenção. Mesmo na ausência de ferimentos genitais, a transmissão do HIV pode ocorrer.</p>
<p style="text-align: justify;">“As DST [doenças sexualmente transmissíveis] são o principal facilitador da transmissão sexual do vírus da aids”, afirma o sociólogo Ivo Brito, coordenador da Unidade de Prevenção do programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde. “Feridas nos órgãos genitais favorecem a entrada do HIV.” Gonorréia, sífilis, herpes, HPV (papilomavírus humano), corrimento vaginal e doença inflamatória pélvica são algumas das DST. A infecção pelo HIV também é uma DST.</p>
<p style="text-align: justify;">“Portanto, se pode pegar o HIV, fazendo sexo vaginal, anal e oral – sem camisinha”, previne Ivo Brito. “Mas não se pega nem se transmite HIV, praticando masturbação a dois.”</p>
<p style="text-align: justify;">“Ah, mas o Dourado disse que foram médicos que lhe disseram que o vírus da aids não passa de mulher para homem…”, talvez alguém retruque.</p>
<p style="text-align: justify;">Se realmente disseram, são desinformados. O fato de ser médico não significa obrigatoriamente que disponha de informação qualificada na área de saúde. Ponham isso na cabeça.</p>
<p style="text-align: justify;">A propósito, a camisinha é uma “vacina” tripla. Protege contra o HIV, demais DST e gravidez indesejada. É o verdadeiro método três em um. Inserida no jogo erótico, é excitante, bom demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Homens, não joguem toda a responsabilidade pela segurança das relações sexuais nas costas de suas parceiras.  É responsabilidade de vocês também.</p>
<p style="text-align: justify;">O amor, mulheres,  não protege ninguém do HIV.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrem-se de que ao transar sem camisinha, você faz sexo não só com o (a)parceiro (a) atual. Você “transa” também com os ex de ambos. Use camisinha e proteja vocês dois.</p>
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