Pedagiômetro

Em São Paulo, pedágio de caminhões chega a ser quase três vezes mais caro do que na Europa. Foto: Márcio Amêndola *

O pedágio cobrado nas rodovias paulistas é o mais caro do Brasil e, quando comparado com as tarifas pagas nas rodovias dos Estados Unidos ou da Itália, fica evidente que está entre os mais caros do mundo também.

Na rodovia Florida’s Turnpike, nos Estados Unidos, o preço por quilômetro rodado é de R$ 0,076, enquanto a média nas rodovias paulistas é de R$ 0,111, ou 46% superior ao da rodovia americana.

Além disso, na Florida’s Turnpike há o SunPass que é um dispositivo colocado no automóvel que garante a passagem direta pelo pedágio. É como o Sem Parar que existe em São Paulo. Diferentemente do Sem Parar, o SunPass garante desconto médio de 20% para o usuário. O pedágio fica bem mais barato para quem o utiliza.

No caso das rodovias italianas (R $0,134), elas são mais baratas do que as rodovias Anchieta (R$,0159), Imigrantes (R$ 0,152) e Castello Branco (R$ 0, 145), enquanto a Bandeirantes (R$ 0,135) e a Anhanguera (R$ 0,132) têm valores próximos aos da Itália.

Mas vale ressaltar que a concessionária italiana construiu com recursos próprios a sua rede de rodovias, diferentemente do que ocorre em São Paulo. No caso paulista, paga-se duas vezes: para construir e usar a rodovia.

E paga-se também ao consumir qualquer produto transportado por essas rodovias. Comparando novamente com as estradas italianas, o pedágio que incide sobre veículos de carga em São Paulo é até 149% mais caro do que na Itália.

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Fórum Social Mundial 2010: o recado está dado

Manifestante na Passeata de Abertura do Fórum

“Me disseram que você
mandou recados para mim
Que não está mais nem aí
Que até me esqueceu”

Papas da Língua

Entre os dias 25 e 29 de janeiro deste ano, estrangeiros de mais de 30 países diferentes, 04 Haitianos, 250 jornalistas, empresários, desempregados, estudantes, militantes, analfabetos – ao todo, foram 35.000 os participantes das 915 atividades do Fórum Social Mundial (FSM) em Porto Alegre, dentre Conferências, Oficinas, Seminários e atividades culturais.

Este ano, em contraste com as últimas 9 edições, o FSM aconteceu de maneira descentralizada – sob a forma de eventos diferentes, em várias cidades do planeta. Vantagens e desvantagens desse tipo de organização à parte, a minha conclusão é de que o recado foi dado: este modelo de organização já está mais do que superado.

Por Thiago Vilela, Fotos por Mariana Fagundes e Elis Tanajura

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