
O documentário “Sagrada Terra Especulada” narra um período de lutas contra o Setor Noroeste, bairro de alto luxo que a especulação imobiliária do Distrito Federal tenta construir a qualquer custo.
Tendo como enfoque a resistência realizada na Reserva Indígena Santuário dos Pajés, o documentário traça a ação da mídia, políticos, empresários, especuladores e burocratas: todos a serviço do lucro e da segregação. Do outro lado, apresenta a ação de movimentos populares em uma incansável e também vitoriosa luta.
O filme foi vencedor do 44º Festival de Cinema de Brasília na categoria Melhor Filme troféu Câmara Legislativa – 2º Lugar.
Sagrada Terra Especulada(A luta contra o Setor Noroeste) Documentário – 70min from Muruá on Vimeo.
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O documentário pode ser distribuído gratuitamente. Links com vários formatos para download serão acrescentados no blog:
sagradaterraespeculada.blogspot.com/
Produzido pelo Centro de Mídia Independente-DF e Coletivo Muruá


"Nós não somos invasores não moço, quando eles chegaram acharam a gente..."
Bahia. Quilombo Rio do Macaco. Neste local, vive um grupo de mais de 50 famílias negras, descendentes de escravos que vivem ali há muito tempo. É um quilombo reconhecida pela Fundação Cultural Palmares como remanescente, ou seja, está legalizado e dentro da lei.
Não é o que pensa, entretanto, alguns representantes da mesma.
Parte da área onde a comunidade está instalada, segundo os moradores, há cerca de 200 anos, é disputada judicialmente pela Marinha, que pretende usar o local para ampliar as instalações da base naval.
Em outubro de 2010, a 10ª Vara Federal da Bahia determinou, por meio de liminar, a desocupação de 43 imóveis do quilombo. A área na qual eles estão localizados foi cercada e a entrada e saída dos moradores passou a ser monitorada. O acesso à comunidade é controlado pelo portão de entrada da Vila Militar, um condomínio de residências de sub-oficiais da Marinha.
Um ano depois, porém, a área foi oficialmente declarada comunidade quilombola, com publicação no Diário Oficial da União em 4 de outubro (2011), e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), do governo federal, solicitou que a Procuradoria Geral da União (PGU) interviesse no caso.
No início de novembro (2011), o Tribunal de Justiça da Bahia suspendeu a execução da liminar, que estava em fase de cumprimento coercitivo, e deu prazo de mais quatro meses, a partir de 4 de novembro, para negociações.
Nesse eterno vai e vem judiciário, oficiais da Marinha têm promovido atos de violência contra os moradores da comunidade, tentando pressionar os habitantes a deixar o local. Segundo a líder da comunidade, Rose Meire dos Santos Silva, de 33 anos, “Os militares ameaçam até crianças com as armas.”
Para Josias Pires, autor do documentário “Quilombo Rio do Macaco”, “A questão central neste momento é o INCRA fazer o relatório técnico para as providências de delimitação e demarcação da terra quilombola”. O grande problema, segundo o mesmo, é que a Marinha teria proibido o INCRA de entrar na área. A mesma denúncia é feita por várias outras entidades da região (clique aqui).
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Ou seja, enquanto a Justiça não resolve a questão, os militares estão abrindo caminho à força.
Para saber mais sobre o assunto e ajudar nessa questão, assista também ao documentário (10min) e divulgue-o nas suas redes sociais. Quanto mais gente informada, mais rapidamente esta injustiça será solucionada. Até lá!
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Fontes:
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/quilombolas-apelam-a-dilma-em-protesto-contra-marinha
http://blogbahianarede.wordpress.com/2011/12/30/moradores-do-quilombo-rio-do-macaco-denunciam-violacao-de-direitos/
https://www.facebook.com/profile.php?id=100000016789619

Feliz Ano Novo pessoal!
É, dei uma sumida aqui no blog. Fui para Madrid passar o Natal, viajei para Barcelona reencontrar velhos amigos e passar a virada do ano, mas já estou de volta. Como foram as suas festas de final de ano?
Agora é o tempo chave. O intercâmbio está terminando, ainda não contei da minha viagem pra rússia, tenho centenas de trabalhos e responsabilidades para terminar esta semana e ainda tenho que comprar presente pra todo mundo e fazer 1 ano de europa caber em duas malas de 20 quilos.
Mas ok, antes de tudo isso, só gostaria de avisar que o meu relato sobre a viagem a Moscou não foi esquecido. Acontece que ele foi aprovado pelo Conselho Editorial da nossa parceira Revista Vírus Planetário, o que significa que estará disponível, impresso, na próxima edição da revista. Darei mais informações em breve!
Voltando ao post. Como primeiro texto do ano, gostaria de aproveitar a onda e ter uma conversa séria sobre algo que atinge a todos nós. Uma questão que se atira sobre nós quando estamos deitados, sem sono na cama, ou ainda numa mesa de bar com amigos. Um conceito que muitos já tentarem definir, e que, no final das contas, é bem simples:
Liberdade.


E na Dose Homeopática desta semana apresento-lhes um filme que, de fato, deve ser bem diluída para melhorar sua absorção. Persona, de Ingmar Bergman, é uma de suas melhores produções. Assisti ao filme duas vezes e ainda não consegui ingerí-lo. É uma produção seca, sensível, de compreensão lenta e profunda.
Você poderá baixá-la aqui. Depois de assistir o filme e tirar suas próprias conclusões, recomendo a excelente crítica da leitora Ana Carolina, do blog Carole in the Sky. E você, o que achou?
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Suécia, 1966. Ingmar Bergman lança Persona. Película reconhecida pela crítica cinematográfica como obra- prima do diretor sueco. O filme surpreende, sobretudo, pelo seu caráter enigmático. Não podemos afirmar com uma certeza absoluta sobre a sua principal abordagem, sobre seu âmago. Para sentir, mais do que simplesmente assistir a Persona, é necessária à abdicação da espera por uma significação imediata revelada.
As imagens falam de alma pra alma, e fogem do campo intelectual. Talvez para sentir a película, você precise voltar a ela duas ou três vezes. Susan Sontag, em análise feita sobre o longa, nos diz que para compreender Persona, o espectador deve ultrapassar o ponto de vista psicológico, já que o filme assume uma posição além da psicologia – assim como, num sentido análogo, além do erotismo. (Sontag, 1987, p. 127-8).
A posição do espectador além da psicologia a que se refere Sontag se faz necessária na medida em que nos deparamos desde a abertura do filme até aos créditos finais, com sequências de imagens enigmáticas, que nos despertam os sentidos mais curiosos e sensações variadas diante do desconhecido tão escandaloso. Persona não é um filme linear, e eu diria que também não é pensado de maneira elíptica; de modo que queira retornar a ideia expressa nos seus primeiros instantes.
O filme é uma construção de sentido para além do intelecto, e por isso Persona foi mais longe do que muitas outras produções já vistas na história do cinema. Ele representa o cinema cru, a metalinguagem do cinema, aspectos que nos fazem tecer as pontes que ligam a realidade à ficção e a barreira que nos separa do Outro. E ainda, como SER pelos olhos do Outro.
O desconhecido escandaloso de Bergman é um convite à análise profunda da psique humana, do simbolismo, dos papéis desempenhados por nossas diversas “personas” no nosso íntimo e no nosso convívio social. E neste filme, rodado por 82 minutos e a última película em preto e branco filmada pelo diretor, podemos ter o deleite de apreciar a história contada pelas faces e pensamentos transfigurados nas personas de Alma (Bibi Andersson) e Elisabeth Vogler (Liv Ullmann).

Veneno à mesa, de Silvio Tendler. Via Viomundo.

Na homeopatia dessa semana apresento à vocês um documentário de embrulhar o estômago. Que a agricultura é altamente predatória ao meio ambiente e que a terra é altamente concentrada no Brasil… hmm tudo bem, né? Capitalismo e tal, problema do MST…
Agora, e quando você descobra que está intoxicando os seus filhos sem saber?
Acho que o buraco é mais embaixo, não é?
Tivemos opção. Acho que esse vídeo mais do que nunca faz sentido. Se você ainda não entendeu, clique aqui.