
Feliz Ano Novo pessoal!
É, dei uma sumida aqui no blog. Fui para Madrid passar o Natal, viajei para Barcelona reencontrar velhos amigos e passar a virada do ano, mas já estou de volta. Como foram as suas festas de final de ano?
Agora é o tempo chave. O intercâmbio está terminando, ainda não contei da minha viagem pra rússia, tenho centenas de trabalhos e responsabilidades para terminar esta semana e ainda tenho que comprar presente pra todo mundo e fazer 1 ano de europa caber em duas malas de 20 quilos.
Mas ok, antes de tudo isso, só gostaria de avisar que o meu relato sobre a viagem a Moscou não foi esquecido. Acontece que ele foi aprovado pelo Conselho Editorial da nossa parceira Revista Vírus Planetário, o que significa que estará disponível, impresso, na próxima edição da revista. Darei mais informações em breve!
Voltando ao post. Como primeiro texto do ano, gostaria de aproveitar a onda e ter uma conversa séria sobre algo que atinge a todos nós. Uma questão que se atira sobre nós quando estamos deitados, sem sono na cama, ou ainda numa mesa de bar com amigos. Um conceito que muitos já tentarem definir, e que, no final das contas, é bem simples:
Liberdade.

E na dose dessa semana temos um dado interessante. Devido, principalmente ao aumento da renda da população e do crescimento dos computadores portáteis, o número de lanhouses no Brasil vem diminuindo. Quem conta a história é João Oliveira, pesquisador do IPEA.
por @emerluis, via VioMundo.
Durante palestra realizada na Oficina para Inclusão Digital, que acontece em Vitória – ES, o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) falou sobre a importância das lan houses como centros de acesso a Internet no Brasil.
Segundo Oliveira, as lan houses têm diminuído no Brasil muitas vezes por falta de apoio dos governos para legalização e incentivo ao crédito. Outros fatores também apontados para esta queda são: o aumento da renda da população, permitindo a compra de equipamentos e o aumento da banda larga nos lares brasileiros. Acompanhe a entrevista com João Oliveira no player abaixo, que também falou sobre a TV Digital no Brasil e a formação das pessoas para o uso de máquinas e softwares.

A cidade de Murcia, na Espanha, lançou a campanha “Mejor en Tranvía” em que oferece passe gratuito e vitalício para transporte público do sistema VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) aos cidadãos que estiverem dispostos a abandonar seus carros.
Além de promover o sistema VLT, a campanha, que funciona desde maio, visa a redução dos congestionamentos e a poluição do ar na cidade. A população atual é de 440 mil pessoas, sendo que a maior parte delas depende exclusivamente de veículos particulares. O passe é só o primeiro passo para reduzir o número de motoristas. A cidade já recolheu alguns veículos livres de dívidas e em funcionamento e agora irá desmontá-los.
Notícia retirada da EXAME.
E na dose homeopática dessa semana gostaria que vocês fizessem uma pequena, digamos, comparação. Enquanto sociedades em diferentes partes do mundo estão procurando diminuir o uso de carros, para melhorar a livre circulação de pessoas pela cidade, diminuir o uso de recursos naturais e aumentar a qualidade de vida… o que nós estamos fazendo no nosso país?

por Rosa Lúcia, do Blog Saúde com Dilma, sugestão de Lu Witowisk
A notícia foi divulgada pelo jornal a Gazeta. Com a manchete “Que venham os espanhóis – parceiros para investir em saúde pública” , o jornal afirma que “Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, foram os Estados do Brasil em que as áreas de saúde foram convidadas para conhecer possíveis Parceiras Público Privadas – PPP de grandes investidores que desejam trazer recursos e aplicá-los no país.
Segundo o deputado federal Pedro Henry (PP) que no próximo dia 19 reassume as atividades como Secretário de Estado da Saúde, o governo espanhol e empresários locais buscam parcerias para serem implementadas no setor de saúde pública e convidou Mato Grosso e outros Estados para conhecerem os modelos de parcerias e a possibilidade de um acordo internacional que poderá representar recursos novos a serem aplicados na saúde pública.
‘Só reassumo minhas atividades como secretário depois da visita a Espanha que será toda custeada pelo governo espanhol que procura novos nichos de mercado para investir em PPP, modelo já aprovado pelo Governo Silval Barbosa e que será colocado em prática nos próximos meses, além de se reforçar a política das Organizações Sociais de Saúde – OSs’, disse Pedro Henry, sinalizando que as perspectivas são mais do que favoráveis e que a Espanha não apenas escolheu Estados, analisou números e resultados para definir onde melhor empregar recursos e parcerias.”
O SUS de MT vem sendo sucateado ao longo de oito anos, desde o primeiro governo Blairo Maggi e, agora, com Silval Barbosa, ambos empresários do agronegócio e da devastação das florestas do estado. Em abril deste ano, sob muitos protestos dos movimentos sociais, o Conselho Estadual de Saúde aprovou, por 13 votos a favor e 12 contra, o modelo de gerenciamento de unidades de saúde por meio de parcerias com Organizações Sociais (OSS) em Mato Grosso.
A situação da saúde de MT, por omissão premeditada dos seus governantes, chegou a tal calamidade que um juiz do interior do estado apelou para as Forças Armadas.
Enquanto o povo sofre, alguém está ganhando muito dinheiro… o nosso dinheiro.
Contudo, é verdade também que onde há sombra há luz… E os movimentos sociais continuarão em defesa do SUS, sempre.

Dois projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional, foram encaminhados para a sanção da presidenta Dilma Rousseff. Como disse em seu programa Café com a Presidenta “são duas leis importantíssimas para fortalecer a democracia no nosso país. A Lei do Acesso a Informações Públicas e a Lei da Comissão da Verdade vão tornar o Estado brasileiro mais transparente, vão garantir o acesso a informações e, também, Luciano, à história do nosso povo.”
O país necessita de uma aplicação profunda dessas leis para combater a violência que hoje perdura em nossa sociedade e se manifesta em práticas autoritárias que persistem arraigadas. Essas violências se expressam quando forças de segurança nos estados vigiam e reprimem manifestações pacíficas, quando no judiciário são perseguidos cidadãos que participam da vida política de determinadas jurisdições, quando o pobre, o negro e o indígena são tratados rotineiramente como suspeitos, quando a tortura forja depoimentos, mata nas delegacias e se espalha como uma chaga na sociedade, quando se extermina e se pratica chacina no campo e nas cidades com vítimas desaparecidas em maio de 2006. Seriam tantos exemplos que cada qual comente mais três…
Por isso, temos necessidade de conhecer essa história: os mecanismos de coerção e repressão, estruturas criadas, os crimes de lesa humanidade praticados, as distorções jurídicas, a filosofia por detrás destas ações (onde o cidadão é um inimigo interno), os porões como política de estado, o papel civil na repressão etc. Será um fator de avanço e fortalecimento da democracia se não forem privilegiadas conveniências de grupos em detrimento da cidadania e do futuro do país.
Matéria retirada da CartaCapital. Para continuar lendo, acesse o site: clique aqui.