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	<title>OCOMPRIMIDO.COM &#187; democratas</title>
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	<description>Sua dose diária de contra-informação</description>
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		<title>Noam Chomsky: EUA, indignação mal orientada</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 21:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você já votou no OCIOSO para o prêmio BMD? Ajude quem sempre nos ajudou. Saiba mais clicando aqui. por Noam Chomsky, Esquerda.net As eleições intercalares nos EUA registaram um nível de raiva, medo e desilusão no país como não me lembro em toda a minha vida. Desde que estão no poder, os democratas carregam o peso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já votou no OCIOSO para o prêmio BMD? Ajude quem sempre nos ajudou. Saiba mais <a href="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/2010/11/ajude-o-ocioso/" target="_blank">clicando aqui.</a></p>
<p><img src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/themes/retromania/retromania/images/CHAMADA-tarjapreta.jpg" alt="" /></p>
<div id="attachment_1702" class="wp-caption aligncenter" style="width: 370px"><img class="size-full wp-image-1702" title="teaparty" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2010/11/teaparty.jpg" alt="" width="360" height="279" /><p class="wp-caption-text">Tea Party. Vai um chá?</p></div>
<p style="text-align: left;"><strong>por Noam Chomsky, </strong><strong><a href="http://www.esquerda.net/artigo/eua-indigna%C3%A7%C3%A3o-mal-orientada">Esquerda.net</a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">As eleições intercalares nos EUA registaram um nível de raiva, medo e desilusão no país como não me lembro em toda a minha vida. Desde que estão no poder, os democratas carregam o peso da revolta contra a nossa actual situação socioeconómica e política.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa sondagem da <em>Rasmussen</em>, no mês passado, mais de metade dos americanos da corrente dominante disseram que encaram positivamente o movimento <em>Tea Party</em>, um reflexo do espírito de desencanto.</p>
<p style="text-align: justify;">Os ressentimentos são legítimos. Há mais de 30 anos que os rendimentos reais da maioria da população estagnaram ou baixaram, enquanto que as horas de trabalho e a insegurança aumentaram, juntamente com a dívida. Foi acumulada riqueza, mas em muito poucos bolsos, conduzindo a uma desigualdade sem precedentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas consequências surgiram principalmente da financeirização da economia a partir dos anos 1970 e do correspondente esvaziamento da produção nacional. A impulsionar o processo está a obsessão pela desregulamentação apadrinhada por <em>Wall Street </em>e apoiada por economistas fascinados pelos mitos do mercado eficiente.</p>
<p style="text-align: justify;">As pessoas assistem ao regozijo dos banqueiros, que foram em grande parte responsáveis pela crise financeira e que foram salvos da bancarrota pela comunidade, com os lucros recorde e os enormes bónus. Entretanto, o desemprego oficial permanece em cerca de 10 por cento. A indústria transformadora está nos níveis da Depressão: um em cada seis estão desempregados, os bons empregos têm poucas hipóteses de voltarem.</p>
<p style="text-align: justify;">Os cidadãos querem justamente respostas e não as estão a obter, excepto de vozes que contam histórias com alguma coerência interna para quem suspenda o cepticismo e entre no mundo deles, de irracionalidade e mentira.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, ridicularizar o <em>Tea Party</em> é um erro grave.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-1701"></span></p>
<p style="text-align: justify;">É muito mais útil perceber o que está por trás da atracção popular pelo movimento e perguntarmo-nos por que é que são precisamente as pessoas enraivecidas que estão a ser mobilizadas pela extrema-direita e não pelo tipo de activismo construtivo que cresceu durante a Depressão, como o CIO (Congresso das Organizações Industriais).</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, os simpatizantes do <em>Tea Party</em> estão a ouvir dizer que todas as instituições, o governo, as empresas e os sectores profissionais, estão podres e que nada funciona.</p>
<p style="text-align: justify;">No meio do desemprego e das execuções de hipotecas, os democratas não se podem queixar das políticas que conduziram ao desastre. O presidente Ronald Reagan e os seus sucessores republicanos podem ter sido os maiores responsáveis, mas essas políticas começaram com o presidente Jimmy Carter e prosperaram sob a presidência de Bill Clinton. Durante a eleição presidencial, a base de apoio eleitoral de Barack Obama eram as instituições financeiras, que adquiriram notável supremacia sobre a economia na geração anterior.</p>
<p style="text-align: justify;">O incorrigível radical do século XVIII Adam Smith, falando da Inglaterra, observou que os principais arquitectos do poder eram os donos da sociedade; na sua época, os comerciantes e os fabricantes, que se certificaram de que a política do governo atenderia escrupulosamente aos seus interesses, por mais “doloroso” que fosse o impacto sobre o povo de Inglaterra, e pior, sobre as vítimas da “injustiça selvagem dos europeus” no exterior.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma versão moderna e mais sofisticada da máxima de Smith é a “teoria do investimento na política” do economista político Thomas Ferguson, que encara as eleições como ocasiões em que grupos de investidores se juntam para controlar o estado, seleccionando os arquitectos das políticas que irão servir os seus interesses.</p>
<p style="text-align: justify;">A teoria de Ferguson acaba por ser um indicador muito eficaz da política durante longos períodos. Dificilmente isto surpreende. As concentrações de poder económico procurarão naturalmente alargar a sua influência a todo o processo político. Acontece que a dinâmica é extrema nos EUA.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode ainda dizer-se que os grandes especuladores das empresas têm uma defesa válida contra as acusações de “ganância” e desrespeito pelo bem-estar da sociedade. A sua missão é maximizar o lucro e a quota de mercado; na verdade, é a sua obrigação legítima. Se não cumprirem essa função, serão substituídos por alguém que o faça. Eles ignoram também o risco sistémico: a probabilidade das suas operações prejudicarem a economia em geral. Essas “externalidades” não os preocupam, não por serem más pessoas, mas por razões institucionais.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a bolha estoura, os que arriscaram podem fugir para o abrigo do Estado protector. Os resgates financeiros, uma espécie de apólice de seguro governamental, estão entre os muitos incentivos perversos que aumentam as ineficiências do mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">“Há um reconhecimento crescente de que o nosso sistema financeiro está a aproximar-se do dia do Juízo Final”, escreveram os economistas Peter Boone e Simon Johnson, no <em>Financial Times</em>, em Janeiro. “Sempre que ele falha, contamos com o dinheiro e as políticas fiscais negligentes para o resgatar. Esta resposta aconselha o sector financeiro: aposta em grande para seres pago regiamente, não te preocupes com os custos, que serão pagos pelos contribuintes” através de resgates e outros mecanismos, e o sistema financeiro “é, assim, ressuscitado para voltar a jogar e voltar a falhar”.</p>
<p style="text-align: justify;">A metáfora do Juízo Final também se aplica fora do mundo financeiro. O Instituto Americano do Petróleo, apoiado pela Câmara de Comércio e outros <em>lobbies</em> empresariais, tem intensificado os seus esforços para persuadir o público a descartar as preocupações sobre o aquecimento global antropogénico, com considerável sucesso, como as sondagens indicam. Entre os candidatos republicanos ao Congresso nas eleições de 2010, praticamente todos rejeitam o aquecimento global.</p>
<p style="text-align: justify;">Os executivos por trás da propaganda sabem que o aquecimento global é real e que as nossas perspectivas são sombrias. Mas o destino da espécie é uma externalidade que os executivos têm de ignorar, na medida em que prevalecem os sistemas de mercado. E o público não conseguirá caminhar para a salvação, quando se desenrola o pior cenário.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho idade suficiente para me lembrar daqueles dias deprimentes e ameaçadores do declínio da Alemanha, da decência para a barbárie nazi, para usar as palavras de Fritz Stern, o ilustre estudioso da história alemã. Num artigo de 2005, Stern refere que tinha o futuro dos Estados Unidos em mente quando reviu “um processo histórico em que o ressentimento contra um mundo secular desencantado encontra alívio no escape extático da irracionalidade.”</p>
<p style="text-align: justify;">O mundo é demasiado complexo para que a história se repita, mas há, todavia, lições a reter à medida que notamos as consequências de mais um ciclo eleitoral. Não faltam tarefas aos que tentam apresentar uma alternativa à raiva e indignação mal orientadas, ajudando a organizar os inúmeros descontentamentos e a mostrar o caminho para um futuro melhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tradução de Paula Coelho para o Esquerda.net</strong></p>
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		<title>#VotoSerraPq</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2010 19:37:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thigo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[via B&#38;D A campanha #votoserrapq é uma iniciativa do Grupo Brasil e Desenvolvimento que busca escancarar discursos que permeiam a campanha do candidato José Serra sem que muitos percebam. Existem pessoas que, de fato, votam em um projeto político representado pela dupla dinâmica PSDB-DEM por saberem que eles governam para uma elite muito específica. Elite [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/themes/retromania/retromania/images/CHAMADA-dosediaria.jpg" alt="" /></p>
<div id="attachment_1670" class="wp-caption aligncenter" style="width: 340px"><img class="size-full wp-image-1670" title="jose_serra" src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2010/10/jose_serra.jpg" alt="" width="330" height="210" /><p class="wp-caption-text">Por que votar em José Serra para presidente?</p></div>
<p style="text-align: justify;">via <a href="http://brasiledesenvolvimento.wordpress.com/2010/10/22/campanha-votoserrapq/" target="_blank">B&amp;D</a></p>
<p style="text-align: justify;">A campanha <strong><span style="color: #800000;">#votoserrapq</span></strong> é uma iniciativa do Grupo Brasil e Desenvolvimento que busca escancarar discursos que permeiam a campanha do candidato José Serra sem que muitos percebam. Existem pessoas que, de fato, votam em um projeto político representado pela dupla dinâmica PSDB-DEM por saberem que eles governam para uma elite muito específica. Elite definida por cor, renda, orientação sexual e visão restrita de mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">A democracia, é bom lembrar, é o espaço do plural e diferente por excelência. Um projeto que claramente defende a cristalização definitiva de preconceitos sociais e o aprofundamento de desigualdades sociais pela contínua exploração de uma mão de obra barata e sub-cidadã merece ter seus planos escancarados.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, é através do humor que o grupo se posiciona, mostrando quão tragicômico é a situação do país na mão de quem não respeita pluralidade e diferenças tão comuns à sociedade complexa, não só no Brasil, mas em qualquer lugar do mundo. O programa conservador e elitista de José Serra tem como fundamentos claros essa restrição ao espaço público de decisões coletivas. Por mais incrível que pareça, existem pessoas que realmente votam  Serra pelas razões que elencamos nos vídeos. Na maioria das vezes, tais argumentos são velados, mas não quer dizer que não existam. Como disse Hannah Arendt no seu livro “Crises da república”, nao podemos achar que a estrutura democrática, em si, resolve o problema da aceitação no mundo plural, é preciso lutar para aberturas institucionais constantes ao diferente. Afinal, como a autora expõe, não é só por golpe de estado que se alcança o totalitarismo.</p>
<p><strong><span style="color: #800000;">Seguem os vídeos:</span></strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/obuafIUdG30?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="300" src="http://www.youtube.com/v/obuafIUdG30?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span id="more-1669"></span></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/LHkwrNjHRp8?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="300" src="http://www.youtube.com/v/LHkwrNjHRp8?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Propaganda Política 1</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 05:14:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thigo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contra-indicações]]></category>
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		<description><![CDATA[Aproveitando o período eleitoral, irei aproveitar o &#8220;contra-indicações&#8221; para falar sobre alguns políticos criativos em que você NÃO deve votar. Ou melhor, até pode, afinal de contas, vivemos numa palhaçada, digo, democracia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://ocomprimido.tdvproducoes.com/wp-content/uploads/2010/08/CHAMADA-contraindicacoes.jpg" alt="" /><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="435" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/QHZDu3oCtuE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="435" height="360" src="http://www.youtube.com/v/QHZDu3oCtuE?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Aproveitando o período eleitoral, irei aproveitar o &#8220;contra-indicações&#8221; para falar sobre alguns políticos <em>criativos </em>em que você NÃO deve votar. Ou melhor, até pode, afinal de contas, vivemos numa <span style="color: #c0c0c0;">palhaçada</span>, digo, <a href="http://desciclo.pedia.ws/wiki/Democracia" target="_blank">democracia</a>.</p>
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