Plínio de Arruda, em debate com estudantes da UnB. Foto: Mariana Costa
“Nós vamos inovar nessa campanha. Vamos ser a mocidade dela. Candidato jovem, campanha jovem”, brinca Plínio de Arruda Sampaio, pré-candidato a presidência da República pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Em encontro com estudantes da Universidade de Brasília (UnB) nesta quarta-feira (25/08), o candidato conversou sobre o uso do twitter e temas gerais como a redução da jornada de trabalho.
A sabatina começou às 18horas, diante de um público de aproximadamente 150 pessoas. Plínio começou destacando que sua candidatura “é um contra-ponto à mesmice”. Para o candidato, o brasileiro estaria “anestesiado” com os avanços sociais do governo Lula, “Esta pessoa, que saiu das classes C e D nos últimos anos e agora, por exemplo, tá levando uma geladeira pra casa, ela não tem muita consciência do que representa a escola absolutamente sucateada do filho dela. No Brasil, metade dos jovens são analfabetos total ou funcional. Ela não percebe que para conseguir um exame médico no SUS ela precisa 4, 6 meses. Que a violência está aumentando. Então o que a gente vive é uma realidade muito enganosa”.
“A nossa candidatura vai fazer uma tarefa dificílima, quase impossível, que é dizer o seguinte: olha pessoal, tá bom desse jeito, ninguém tem nada contra isso, mas tem que ver o outro lado”, completou.
PSOL mostra primeiro beijo gay da televisão brasileira - e no horário nobre.
Pode parecer pouco, mas não é.
Daqui a menos de um mês (18/09) fazem 60 anos que a televisão chegou no Brasil. Em todo esse tempo nunca havia sido transmitido um beijo gay na televisão aberta. Ok, beijos gays já foram exibidos no extinto programa da MTV “Beija Sapo”, no último “Big Brother Brasil” (aqui) e até mesmo no SBT (aqui). A grande questão é que, à exceção do programa da MTV, foram casos em que a rede de televisão não tinha opção: se eles não levassem as imagens para o ar, a emenda seria muito pior do que o soneto.
No caso do programa do PSOL para o Estado de São Paulo pela candidatura do Paulo Bufalo, foi uma ação planejada e com o intuito claro de atingir o maior número de pessoas (a peça foi exibida às 13h00 e às 20h30). Exibida ontem em todos os canais de tv (18/08), a mensagem era clara: “você tem opção”.
Sem tempo suficiente na televisão para produzir um Programa Eleitoral que debatesse a fundo os problemas e injustiças da sociedade brasileira, a saída encontrada pela campanha do PSOL foi inovar – sem perder de vista sua coerência. Depois de nocautear Serra e Dilma (confira aqui) para promover o debate sobre o financiamento público das eleições, a ideia de colocar no ar um beijo gay foi uma vitória para todo movimento LGBTTT. A questão da homossexualidade virou notícia não só em todos os grandes portais da internet, mas entre os telespectadores. Mais do que conquistar votos, a questão nesse caso foi promover o debate desses temas junto à população.
Antes de a peça ir ao ar, Pedro Ekman, autor do filme e diretor frelancer, escreveu no Twitter: “Em dez minutos, a TV (…) de São Paulo vai ver o que a Globo não tem coragem de mostrar nas suas novelas”.
depois de duas semanas ausente, estou de volta aqui no Blog. Nesse tempo ausente participei do Enecom (Encontro Nacional de Estudantes de Comunicação) e participei da Comissão Eleitoral nas Eleições para o DCE (Diretório Central dos Estudantes de Comunicação) da Universidade de Brasília. A chapa vencedora, falando nisso, foi a chapa ‘Amanhã Vai ser Maior’. Bom, mas isso é tema para outro post, confiram aqui os resultados da eleição.
Estou aqui para comentar a participação de Plínio de Arruda, candidato do PSOL à presidência da República, no Jornal Nacional. Não sou filiado a nenhum partido político, e acredito que isso, de certa maneira, me permita uma maior liberdade em relação para esse tipo de conversa. Ou, no mínimo, um pouco mais de credibilidade – ainda que discorde deste argumento.
Não vou negar os avanços que tivemos no governo Lula. Discordo em parte, por exemplo, quando o Plínio fala que votar em qualquer um dos três candidatos (Dilma, Serra ou Marina) seria a mesma coisa. A grande questão é que, para um socialista, não basta que todas as pessoas recebam comida e água ou que tenham um emprego numa fábrica. Não basta desenvolver o país. É esse o ponto que a maioria das pessoas não se dá conta, e exatamente onde eu concordo com o Plínio. Ressalto que acabar com a fome também é necessário, e concordo que esse é um problema que deve receber prioridade total – a vida deve estar acima de tudo. Entendo também o argumento petista de que esta seria “a primeira etapa” da revolução, de que a longo prazo seria mais fácil caminhar rumo ao socialismo. Entendo, mas não concordo que seja isso o que está acontecendo.
Na questão do Plano Nacional de Direitos Humanos, por exemplo, o presidente voltou atrás do que tinha sido aprovado em Conferência. Quando o PT inscreveu seu plano de governo no TRE e a mídia noticiou ‘pontos polêmicos’, eles foram lá e voltaram atrás. E essa é a atitude em todas as áreas. Se alguém tenta fazer algo diferente, se busca implantar uma ’sementinha’ que seja, o governo volta atrás para não contrariar a ‘opinião pública’. Ser taxado de comunista, revolucionário ou de esquerdista, afinal, é ruim?
Um governo socialista, dentro do capitalismo, deve elevar a consciência das massas, mostrar à população as contradições desta sociedade e debater caminhos para superá-las. Não estou falando que isso é fácil, só o que é fácil mesmo é falar, mas se o governo não faz isso, e o governo Lula não está conseguindo, não estamos caminhando a horizonte nenhum. Se for parar para analisar, Dilma é a candidata do povão e dos empresários. Serra é o candidato da classe-média ignorante e racista. Não existe debate político. É neste ponto que uma candidatura socialista não pode se perder: tão importante quanto ganhar a eleição, é conquistar corações e mentes para a causa socialista. Não queremos ser eleitos para sermos os melhores entre os piores (políticos).Um partido socialista deve pedir o voto do eleitor, mas para mudar o sistema político, não para mantê-lo.
Analisando os partidos políticos, decidi que nas eleições deste ano Presidente é Plínio 50!OCOMPRIMIDO.COM votará no candidato do PSOL à Presidência da República. O Partido Socialismo e Liberdade é o único que está presente nas lutas sociais do dia-a-dia, sempre defendendo o lado do trabalhador e mantendo a calma para agir da melhor maneira possível. Não temos medo de sermos taxados de revolucionários, somos, sim, de esquerda. Queremos, sim, a derrubada deste sistema político e econômico, em favor dos mais pobres e da justiça social.
Como disse o Plínio na entrevista da Globo, “no Brasil existem pessoas que recebem 400x mais do que outras. Isso é um escândalo!”. Isso deve acabar.
PS: Não mudaremos, de maneira alguma, nossa cobertura política em favor deste ou aquele candidato. Temos lado, sim, mas isto não nos impede de vermos e denunciar os problemas – relacionados ou não ao Plínio ou ao PSOL.
PS_2: Se houver segundo turno, votarei Dilma, mas consciente!
Uso da xerox é uma constante nas universidades brasileiras. Foto: Carícia Temporal
O Ministério da Cultura (MinC) abriu para consulta pública, no começo de junho, o anteprojeto de lei que reforma a Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/98 – LDA). As mudanças têm sido debatidas desde 2007, por meio de fóruns presenciais em várias cidades do Brasil. O texto estará na internet até o dia 28 de julho.
A revisão, de acordo com o próprio Ministério, é necessária, pois a legislação atual, dentre outros motivos, restringe excessivamente os usos privados e educacionais das obras. Ações usuais, como a cópia de músicas de um CD original para um pendrive são vedadas pela lei de 1998. Segundo estudo divulgado no começo do ano pela Consumers International, do total de 34 países, o Brasil ocupa o sétimo lugar na lista dos piores facilitadores de acesso ao conhecimento, atrás de países como Bangladesh, Paquistão, África do Sul, Índia e Argentina.
No site da reforma, há uma página com o conteúdo original da lei e outra com o texto de lei proposto. Qualquer pessoa pode se cadastrar no portal e sugerir alterações. O mesmo sistema colaborativo já foi utilizado para a elaboração do “Marco Civil da Internet”, anteprojeto de lei que pretende regulamentar os direitos e deveres do Estado e do usuário na internet. Mais de 1500 comentários e contribuições foram recebidas pelo Ministério da Justiça e o projeto deve ser enviado para o Congresso nos próximos meses. A expectativa é que o movimento siga o exemplo.
Para Paulo Rená, bacharel em Direito pela UnB e um dos condutores do Marco Civil da Internet, a reforma da LDA está na direção certa: “É interessante que o Brasil está sendo um protagonista mundial nessa Reforma. Nos outros países, a legislação que existe hoje caminha na direção de endurecer os direitos autorais, e o que o Brasil está fazendo é fortalecer a cultura. Há o entendimento de que está desequilibrado, que a cultura perde em relação à propriedade privada”.
Como o tema é interessante, fiz um podcast para a matéria:
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Os barões da mídia tiveram que se confrontar, durante os debates da 1ª Confecom, com um Brasil ausente do noticiário impresso e eletrônico. É o Brasil real, inquieto, insubordinado e em profunda transformação, e do qual eles, os monopolistas da comunicação, não gostam.
E recusam debater. Antes mesmo da realização da Confecom (que reuniu em Brasília 1684 delegados, de todos as unidades da federação, entre 14 e 17 de dezembro) seis das oito entidades representativas dos grandes jornais, revistas e redes de televisão, anunciaram sua recusa em debater uma formatação democrática para o exercício do direito constitucional da comunicação, que os barões da mídia reduzem a um mero negócio privado que deve, em sua opinião, ficar ao abrigo da lei e de qualquer regulamentação.