
Você deve ter notado a tarja-preta em cima do nosso logotipo, não é? (em caso negativo, sobe lá, é rapidinho).
Esta ação faz parte de um movimento global de protesto contra a Stop Online Piracy Act, ou SOPA, que é um projeto de lei que será apresentado no Congresso dos Estados Unidos no próximo dia 24 e que pretende fechar qualquer site suspeito de conter material que viole direitos autorais ou de propriedade intelectual.
Se esta legislação for aprovada, isto significará uma mudança drástica na internet como a conhecemos hoje. Assistir filmes online, regravar uma música e colocá-la no youtube, citar artigos ou compartilhar textos gratuitamente serão coisa do passado. Não só para os cidadãos norte-americanos, bem como para todo o mundo.
Há uma petição online circulando, diversos vídeos explicativos e protestos, tanto onlines quanto offlines, sendo organizados. Nós, brasileiros, também temos MUITOS interesses envolvidos nessa briga. Já há um Projeto de Lei sendo discutido no NOSSO congresso, a PL 84/99 de autoria do Senador Eduardo Azeredo, que está sendo chamada de AI-5 Digital (leia+). Se esta lei for aprovada nos Estados Unidos, com certeza o lobbie aumentará em todo o mundo. Precisamos manter e ampliar a liberdade conquistada na internet, e para isso só com informação livre e de qualidade.
Traduzi um dos melhores infográficos que achei sobre o assunto, basta clicar na imagem abaixo para continuar lendo. Para saber mais sobre o assunto, clique aqui (site brasileiro) ou aqui (site estadunidense).
*infográfico sugerido pelo leitor Pedro Henriques, via Facebook.

Esta, sem dúvida, é a definição de “reportagem sob prescrição médica”…
Li a notícia lá no The Journal, depois confirmei na Associated Press e alguns outros sites.

Isto parece um vegetal para você?
COMO ASSIM??, você deve estar se perguntando.
A questão é a seguinte: a administração Obama está tentando tornar a alimentação escolar mais saudável. Não preciso nem colocar aqui nenhum link com estatísticas sobre a obesidade estadunidense. É um problema sério no país e a merenda escolar, obviamente, é parte deste problema.
Pelo que eu entendi, a partir de agora a merenda escolar subsidiada pelo governo é obrigada a incluir uma certa quantidade de legumes. Dessa forma, o Departamento de Agricultura plano teria empurrado a indústria da pizza, pelo menos parcialmente, para fora do negócio da merenda escolar.
Vejam bem, ninguém está impedindo ninguém de comer pizza. Está impedindo que a merenda SUBSIDIADA com dinheiro público seja, nutricionalmente, de má qualidade. Ponto final.
As indústrias, digo, o Congresso, entretanto, não pensa assim.
Na votação anual de gastos para o Departamento de Agricultura, ocorrida na última quinta (17), os legisladores chegaram à brilhante conclusão:
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Algo como: a quantidade de molho de tomate numa pizza é de tal quantidade que, a pizza, pode também ser considerada um vegetal.
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Não, não é sacanagem. É lucro.
A MSNBC relatou que os políticos foram fortemente pressionados pela indústria de alimentos congelados, que não queria ver um fluxo de receita importante cortado – dada a freqüência com que a pizza é encontrada nas cantinas escolares dos EUA. Fora, obviamente, os legisladores que tem negócios nesta indústria e não queriam perder dinheiro.
A indústria dos produtores de batatas, do sal, e alguns políticos conservadores, como sempre fazem, argumentaram que o “governo federal não pode dizer às crianças o que comer”.
QUEM, cara-pálida, está OBRIGANDO alguém a comer alguma coisa aqui, a não ser VOCÊS?
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Desde quinta, qualquer coisa que contenha duas colheres de sopa de molho de tomate pode ser rotulado como um vegetal.
Da próxima vez que derrubar molho de tomate na sua roupa, muito cuidado. Provavelmente você será obrigado a fazer fotossíntese, caso contrário, estará desrespeitando lei federal. Até a próxima!
Notadocomprimido: Só para constar, nem mesmo o tomate é vegetal, é fruta…

Por Luiz Carlos Azenha, do VioMundo
A “crise militar” anunciada pelos jornalões deveria ser utilizada, de forma didática, como um exemplo do uso da desinformação com objetivos políticos.
Diz mais sobre a falta de qualidade dos jornais brasileiros e do uso deles para objetivos políticos do que sobre os assuntos que teriam “gerado” a crise.
Comecemos pelo começo.
O Programa Nacional de Direitos Humanos foi criado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso quando – ironia das ironias – o ministro da Justiça era Nelson Jobim. Veja aqui.
Desde então aconteceram 11 conferências nacionais de Direitos Humanos. A décima primeira aconteceu em 2008. As conferencias nacionais de Direitos Humanos reúnem militantes da sociedade civil e representantes das diferentes esferas do governo. As conferências produzem resoluções aprovadas em votações. Essas resoluções podem OU NÃO resultar em projetos de lei patrocinados pelo Executivo. Projetos que tramitam como quaisquer outros no Congresso Nacional. Podem OU NÃO ser aprovados.