Brasil registra aumento de transgênicos e agrotóxicos

De acordo com levantamento da consultoria Céleres, três variedades de sementes geneticamente modificadas – conhecidas como transgênicas – ocuparam mais de 25 milhões de hectares na safra brasileira 2010 /2011. Este número representa 67% da área plantada com soja, milho e algodão –  únicas commodities do Brasil em que a modificação pode ser utilizada. No total, foram plantados mais de 37 milhões de hectares das três variedades.

A soja conta com a maior área plantada. Dos quase 24 milhões de hectares, 75% são transgênicos. O milho fica em segundo lugar. Dos 5,30 milhões de hectares, pouco mais de 4 milhões são de produção transgênica. Já o algodão ocupou 25,7% da área destinada a cultura.

O aumento das áreas cultivadas explica o crescimento no uso de agrotóxicos. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no primeiro semestre deste ano foram vendidas 8,6 milhões toneladas de fertilizantes. Um aumento de 5% se comparado ao mesmo período do último ano. De acordo com a integrante da organização Terra de Direitos, Larissa Packer, o uso de fertilizantes aumentou significativamente depois que os transgênicos entraram nas lavouras brasileiras.

“Os campos cultivados de soja e de milho, por exemplo, têm uma determinada semente que é viciada em determinado agrotóxico. Os agricultores não encontram outras sementes e agrotóxicos disponíveis e, com essa compra do pacote tecnológico, é a população quem sofre pela redução de seu padrão alimentar.”

De acordo com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), 15% dos alimentos consumidos pelos brasileiros apresentam taxa de resíduos de veneno em um nível prejudicial à saúde. Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil é o principal destino de agrotóxicos proibidos no exterior. Dez variedades vendidas livremente aos agricultores não circulam na União Europeia e Estados Unidos.

via RádioAgênciaNP

Afinal, o que está acontecendo no Suriname?

Por Thiago Dutra Vilela

G1: “No dia 24, o acampamento em que brasileiros e chineses viviam em Albina foi invadido por descendentes de quilombolas após o assassinato de um surinamês por um brasileiro. ” Eles acham que são donos daqui e que podem humilhar os brasileiros”, afirma brasileira (…)

FolhaOnline: “Ataque deixou pelo menos 4 mortos no Suriname, diz brasileiro (…)”

R7: “Ataque mata ao menos sete no Suriname; três das vítimas são brasileiras, diz padre”

Abril.com: “De acordo com a Embaixada do Brasil no Suriname, a situação na Região de Albina está retornando à normalidade”

Ok, houve um ataque, no Suriname, contra um grupo de trabalhadores brasileiros. Mas peraí, por que isso aconteceu? Qual foi a motivação dos surinameses? O que os brasileiros fizeram? Eles foram o alvo ou só estavam no lugar errado na hora errada?

A cobertura de notícias na América Latina, pela imprensa brasileira, é tão ruim que qualquer pessoa que procure estar minimamente informada dos acontecimentos encontrará uma dificuldade enorme. Numa pesquisa rápida que fiz pelos grandes portais na internet, além de informações contraditórias e antigas, não encontrei absolutamente nada sobre a conjuntura do Suriname, a situação política, econômica, etc.

O país, assim como a maioria dos nossos vizinhos, são simplesmente ignorados pela cobertura internacional.