Portuga Diário #19: Dia 20 e Cumpleaños Feliz!

Campanhã, Porto. Indo para a Ribeira!

Assunto é o que não falta hoje. No dia 20 de setembro de 1835 iniciou-se a rebelião mais longa do período regencial, que ensangüentou o sul do Brasil. Sim, estou falando da Revolução Farroupilha! É até feriado no Rio Grande do Sul. Ainda no mesmo dia, em 1276 houve a eleição do Papa João XXI, único Papa Português da História. Ou poderíamos ainda conversar sobre aquele 20 de setembro de 331 a.C., quando Alexandre, o Grande, iniciou sua travessia ao Rio Tigre para enfrentar o Império Persa.

O problema é que o fato que predomina na minha mente todos os anos neste dia, afinal de contas, é um acontecimento banal acontecido há exatos 21 anos atrás: meu nascimento.

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Cinqüentenário sem festa

O ano de 2012 será histórico para a comunicação. No dia 27/08 o Código Brasileiro de Telecomunicações que, apesar do nome, regula até hoje a radiodifusão no país completa 50 anos. Mas não há nada a comemorar.

Por Laurindo Leal Filho.

 

Em 1962, a “era do rádio” havia chegado ao fim e a televisão dava os primeiros passos para se tornar o meio de comunicação hegemônico no mundo.

Naquele momento, no entanto, ainda era frágil no Brasil, com imagens em preto e branco, transmissões atingindo distâncias limitadas e um uso ainda incipiente do vídeotape, recém chegado ao país.

Mas as perspectivas comerciais e políticas do novo veículo eram percebidas com clareza por empresários e políticos, geralmente as duas coisas ao mesmo tempo. Tanto é que não perderam tempo.

Os que possuíam concessões de rádio obtiveram as de TV sem concorrência, alegando tratar-se apenas de uma extensão tecnológica e não de um novo meio de comunicação. Semelhante ao que ocorreu agora com a distribuição de freqüências digitais para os grupos que já detinham as analógicas.

Na época, como hoje, tudo isso ocorria sob uma fragilidade legal, conveniente para os empresários da comunicação. Sentiam-se poderosos, mantinham governos – o segundo de Vargas e o de Juscelino – sob constante pressão. Não havia motivo para cogitarem leis reguladoras de suas atividades.

O alerta soou mais forte diante da instabilidade dos sete meses de poder janista e, principalmente, das propostas reformistas de Jango. Os empresários sentiram que as pressões populares poderiam chegar à comunicação e trataram de se antecipar.

Elaboraram um Código de acordo com seus interesses e detendo forte poder no Congresso, como agora, conseguiram aprová-lo. Fizeram uma lei destinada a privatizar o espaço público, perpetuando privilégios e tirando do Estado sua função reguladora.

O presidente João Goulart sentiu o golpe e vetou 52 artigos da lei aprovada pelo Legislativo. A resposta do Congresso foi fulminante: derrubou todos os vetos presidenciais, revelando a força política do empresariado e a falta de sustentação parlamentar do governo.

Em meio às discussões em torno da derrubada dos vetos presidenciais, os rádiodifusores reunidos em Brasília fundaram a Abert, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, até hoje zelosa defensora de seus interesses.

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Brasília, outros 50 anos!! – Construindo o Poder Popular

Às companheiras e companheiros lutadores por uma Brasília melhor.

Os recentes escândalos de corrupção envolvendo a alta cúpula do governo do Distrito Federal desencadearam uma crise institucional sem igual na história de nossa capital. Os vídeos já divulgados do chamado Mensalão do DEM, aliado às investigações da Polícia Federal, e principalmente a ação incisiva da população em luta conseguiu importantíssimas vitórias neste processo, colocando o governador Arruda na cadeia, conseguindo a renúncia de seu vice especulador, PaulOOctávio, além da renúncia do Presidente da Câmara e mais um deputado.

Apesar disso, muitos dos envolvidos nos esquemas de corrupção ainda estão soltos, e o pior, seu programa neoliberal, baseado principalmente na especulação imobiliária e nos empréstimos bilionários para obras de pouca valia para a população de baixa renda, continua intacto. Às vésperas do badalado aniversário de 50 anos de Brasília, vivemos um momento de fragilidade das instituições das elites sem igual. No entanto, ainda não fomos bem sucedidos na tarefa de abandonar o denuncismo e nos colocarmos de forma realmente propositiva enquanto alternativa e instrumento capaz de trazer para o debate dentro da sociedade o Distrito Federal que queremos.