Sexo não é acidente, use camisinha


No começo do ano circulou pela internet uma série de anúncios em forma de histórias em quadrinhos produzida pela MTV da Alemanha com o tema “Sexo não é acidente”, e incentivando a prática do sexo seguro com o uso do preservativo. Agora, com essa mesma temática, foram lançados spots para TV no estilo de desenhos animados dos anos 80. Assistam abaixo.

Via Sedentario&Hiperativo.

Portuga Diário #16: Morto não dá lucro

“Se tivéssemos vencido, seríamos os heróis. Como perdemos, seremos julgados pelos nossos atos”.

A frase pode não ter sida dita por Hitler poucos minutos antes de seu suicídio, mas certamente teria feito todo o sentido. Aliás, se relaciona muito bem com os últimos acontecimentos do III Reich.

Hoje visitei o campo de concentração de Sachsenhausen, nos arredores de Berlim. Criado ilegalmente ainda pelas forças secretas do Partido Nacional-socialista, depois da tomada do poder ele rapidamente se converteu num dos campos mais importantes do regime, servindo de modelo e base de comando para todos os demais.

Uma coisa que percebi aqui na Europa, apesar de já ter estudado isso na escola, é quanto o povo judeu foi perseguido. Por toda a Europa e durante todos os séculos os judeus foram tratados de maneira, digamos, desrespeitosa por praticamente todos os povos. Você visita uma cidade que nem tem nada haver com o nazismo e eles te falam que tal bairro é judeu e que os católicos viviam lá atazanando a vida deles. E por atazanando eu digo perseguição, preconceito e assassinatos mesmo.

Porra, como é que os católicos ainda tem a cara de pau de negarem que apoiaram o holocausto? Omissão também é crime.

Participação velada ainda mais.

A diferença da perseguição nazista para todas as experiências anteriores são principalmente duas:

1. Uma coisa é preconceito contra negros. Outra é escravidão. Quando o Estado assume expressamente que um tipo de pessoa é inferior a outra, promove perseguição, exploração e extermínio direto daquele povo a situação tá feia.

Ok, mas até aí está exatamente igual ao caso dos negros e da escravidão. Só não tinha extermínio direto porque escravo custava dinheiro, e ninguém queima dinheiro.

2. A diferença é que judeus ricos que haviam fugido do III Reich ou ainda de outras partes do mundo agora possuíam dinheiro. E dinheiro é poder.

Uma coisa é colocar o negão na jaula e chamar de macaco. Outra completamente diferente é queimar o judeu e depois ir pedir dinheiro pro banqueiro – judeu.

Não estou falando que este foi o único motivo. Só pensem sobre isso.

Depois das tropas soviéticas libertarem todos os prisioneiros, chegando em casa eles perguntaram aos vizinhos, aos amigos, “porque vocês não fizeram nada?”

“Não havia alternativa”.

Amigos, sempre há opção. Lembra do “Você tem opção. Você tem o PSOL?”

O que falta é coragem (ok, a propaganda do PSOL tem haver mas foi só pra ficar engraçado haha).

É que nem quando eu escuto alguém dizendo que adora o vegetarianismo, mas não consegue deixar de comer aquela picanha no final de semana. E agora falando sério. Pra mim esse é o pior tipo de pessoa. Se você acha que está fazendo algo correto, que te faz bem, se tem os argumentos para continuar fazendo: ok. Posso não concordar, posso tentar te convencer do contrário, posso tentar te mandar pra cadeia (-QQ),  mas respeito a sua posição.

Agora, como é que a pessoa julga estar fazendo uma coisa errada e, só porque é socialmente aceito, continua fazendo? É no mínimo de um sadismo impressionante! Ou uma falta de vontade e de personalidade espetacular, não sei o que seria pior.

Foi exatamente esta a base da escravidão, do holocausto, de todo tipo de preconceito e de qualquer praga que tenha sido produzida pela nossa sociedade.

Coloquei como foto da matéria trecho do filme “A Lista de Schindler” não por coincidência. Para quem não conhece, sugiro que o assista.

No início, as mortes nos campos de concentração, além das ‘naturais’ (fome, frio, cansaço etc) eram feitas individualmente. Os campos de concentração, como o próprio nome diz, não tinham como objetivo principal matar os seus integrantes. Eles eram usada como mão de obra escrava. Mas acabava, digamos assim, acontecendo.

A questão é que as pessoas eram mortas e mortas e isso chegou a tal ponto que os soldados começaram a ser afetados por aquilo. Ninguém mata dezenas de vidas sem nenhum motivo e vai pra casa dormir tranquilamente. Isso não é natural para nenhum ser vivo.

A solução, óbvia, era acabar com as mortes. Ou, é claro, dar um jeito de matar as pessoas sem envolver diretamente os soldados.

Olhos vendados? Fuzilamento? Guilhotina? (ah não, muito demodê).
Nascem os campos de extermínio.

Assim, além de roubar seus principais pertences, fazê-los trabalhar em fábricas, plantações e todos os tipos de serviços, os judeus/homossexuais/comunistas/ciganos e todos os perseguidos ainda eram mortos no final das contas.

Tá certo que o próprio Hitler dizia que os campos de extermínio eram a ‘solução final’.

Mas apenas por um motivo: Afinal de contas, morto não dá lucro.

Notadocomprimido: Também fiz um vlogzinho sobre a cidade. Não tem nada haver com o texto acima, mas como faz parte do mesmo episódio, segue aí embaixo hehe. Prometo que está muito mais divertido do que essas coisas que eu escrevi aí em cima (claro né qq coisa é mais divertida que as reflexões que eu fiz haha). Se divirtam aí e até a próxima!

Portuga Diário #15: Vlogando em Karlsruhe! #euroQUEST

Olá pessoal!

Bem, como diria uma menininha que fez sucesso esses dias no youtube, hoje decidi fazer algo diferente.

Fiz um VLOG para mostrar a vocês um pouco da minha aventura pelo Leste Europeu. A Tag se chama #euroQUEST, e tentarei atualizar a cada três ou quatro dias. Decidi por esse formato por dois motivos bem simples: não tenho muito tempo para escrever nem tenho programa de edição hehehe.

O terceiro motivo (ultrasecreto ;x) é que eu estou sozinho e sinto falta de falar português com alguém, inglês inglês o tempo todo cansa. Mas psiu, é segredo!

Karlsruhe, como eu falei no vídeo, é uma cidade linda. Como toda cidadezinha rica na Alemanha a qualidade de vida aqui é impressionante. O metrô passa no máximo de 5 em 5min, você pode ir de bicicleta pra onde quiser, o preço da comida e a variedade de produtos nos supermercados são excelentes.

Uma coisa que eu realmente gostei é que a bicicleta aqui tem a mesma preferência de um carro, se você quiser andar no meio da rua, vai lá, ninguém vai te atropelar nem ficar buzinando (experiência própria sem querer hahaha). Nas ruas mais movimentadas há ciclovias, na faixa direita geralmente, mas na maioria da cidade simplesmente não precisa. Obviamente que elas possuem também alguns deveres, como, por exemplo, uso obrigatório de luz à noite e sinalização (com os braços) quando vai virar à direita ou esquerda. Mas quem dera tudo funcionasse assim, direitos e deveres. Geralmente só temos deveres…

Casarão medieval que fica no centro da cidade

Sinceramente esperava um pouco mais do Casarão, como falei no VLOG eu achei que fosse um casteeeelo mesmo, mas ainda assim o barraco é enorme. Na frente deveria haver um jardim lindo, mas está em reformas. A cidade toda sai desse lugar, dá para ver todas as ruas desembocando ali na frente, é muito interessante.

Peguei a minha bicicleta e conheci praticamente a cidade toda. Ao contrário do que possa parecer, a cidade não é tão pequena assim, eu me refiro só a parte central. Museus que não acabam mais, parques, lojas, supermercados, monumentos. Eu passeei como eu geralmente gosto de fazer, não fiquei preso só nas coisas turísticas, conversei com umas pessoas na rua, fui em supermercado, sentei no parque e fiquei escutando música/tirando fotos, etc. Acho que “sentir” a cidade é importante.

Agora, o que de loooonge mais me intrigou foi isso:

Veganismo burguês? Vote 16!

Sempre que você pensa que já viu de tudo nessa vida se surpreende (não que eu achasse que já vi de tudo, mas esses clichês ficam legais no texto =P). Estava eu andando tranquilamente pela rua (pra ser bem sincero procurando um Starbucks, porque eu havia passado por ele mais cedo e estava com vontade de tomar um chocolate quente com leite de soja), tá, ok, sem interrupções:

Voltando à história, estava lá eu andando tranquilamente na rua quando vejo um McDonalds. Até aí tudo bem, essa porcaria tem em qualquer lugar do mundo. Mas eis que eu olho láaa dentro da loja e vejo uma plaquinha minúscula: Veggie Burguer!

-QQQQQ

Originalmente o hambúrguer vinha com queijo e aquele molhinho de maionese. Ok, nem tudo é perfeito né, mas eu tinha que experimentar. 10min tentando explicar que queria o sanduíche sem queijo e sem maionese para um alemão que não fala inglês, consegui o meu prato (foto). Por incrível que pareça o sanduíche é gostoso! Não é de soja, é um hamburguer vegetal que leva principalmente pimentão, tem um gosto bem característico. E além de tudo é barato, 1,1 euros, menos que 2,5 reais.

Tá eu não falei quase nada e fiquei só falando de comida. Ah sim, achei também uma loja natureba impressionante, comprei leite de arroz, sorvete de morango, chocolate etc. Enfim, eu ia reclamar que só fiquei falando de comida, mas falei mais ainda de comida haha

Bom, vai ficar por isso mesmo, depois eu falo do Evento Internacional de Design, um pouco mais do Museu da cidade e do mirante, da pirâmide no meio de uma avenida, do Museu de Arte Moderna e, é acho que ‘só’ faltou falar disso e de umas outras coisas xDD

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Quando der atualizarei a minha página no facebook com mais fotos (clique aqui para acessar) e no próximo #portugadiario prometo que vou falar da cidade, não da comida, muito menos de McDonalds haha.

Até a próxima!

“Noite sagrada uma ova!”: o Natal dos nazistas em exposição

Por Faith Thomas, do site de-world.de

Celebrar o nascimento de um menino judeu, na Alemanha nazista, era impensável: a saída dos nacional-socialistas foi instrumentalizar o Natal, descristianizando-o. Certas mudanças perduram até hoje. Exposição em Colônia esclarece.

O Natal é o ponto alto no calendário religioso da Alemanha. Muitas das tradições, imagens e melodias cultivadas ao redor do mundo têm sua origem nos países de língua germânica. Estrelas cintilantes decorando a árvore, um angélico bebê de cabelos claros, presentes embalados com esmero, canções entoadas por coros de igreja – na Alemanha, tudo isso faz parte das festividades em torno do nascimento de Jesus Cristo.

Entre 1933 e 1945, sob o Terceiro Reich, o Natal era exatamente tão popular quanto hoje. Só que a homenagem ao nascimento de um menino semita – ainda que celebrado como o Redentor cristão – era coisa difícil de conciliar com as máximas e metas dos nazistas no poder. Em consequência, os ideólogos de Adolf Hitler decidiram extirpar o simbolismo cristão da festa.