
Olá pessoal,
depois de duas semanas ausente, estou de volta aqui no Blog. Nesse tempo ausente participei do Enecom (Encontro Nacional de Estudantes de Comunicação) e participei da Comissão Eleitoral nas Eleições para o DCE (Diretório Central dos Estudantes de Comunicação) da Universidade de Brasília. A chapa vencedora, falando nisso, foi a chapa ‘Amanhã Vai ser Maior’. Bom, mas isso é tema para outro post, confiram aqui os resultados da eleição.
Estou aqui para comentar a participação de Plínio de Arruda, candidato do PSOL à presidência da República, no Jornal Nacional. Não sou filiado a nenhum partido político, e acredito que isso, de certa maneira, me permita uma maior liberdade em relação para esse tipo de conversa. Ou, no mínimo, um pouco mais de credibilidade – ainda que discorde deste argumento.
Não vou negar os avanços que tivemos no governo Lula. Discordo em parte, por exemplo, quando o Plínio fala que votar em qualquer um dos três candidatos (Dilma, Serra ou Marina) seria a mesma coisa. A grande questão é que, para um socialista, não basta que todas as pessoas recebam comida e água ou que tenham um emprego numa fábrica. Não basta desenvolver o país. É esse o ponto que a maioria das pessoas não se dá conta, e exatamente onde eu concordo com o Plínio. Ressalto que acabar com a fome também é necessário, e concordo que esse é um problema que deve receber prioridade total – a vida deve estar acima de tudo. Entendo também o argumento petista de que esta seria “a primeira etapa” da revolução, de que a longo prazo seria mais fácil caminhar rumo ao socialismo. Entendo, mas não concordo que seja isso o que está acontecendo.
Na questão do Plano Nacional de Direitos Humanos, por exemplo, o presidente voltou atrás do que tinha sido aprovado em Conferência. Quando o PT inscreveu seu plano de governo no TRE e a mídia noticiou ‘pontos polêmicos’, eles foram lá e voltaram atrás. E essa é a atitude em todas as áreas. Se alguém tenta fazer algo diferente, se busca implantar uma ‘sementinha’ que seja, o governo volta atrás para não contrariar a ‘opinião pública’. Ser taxado de comunista, revolucionário ou de esquerdista, afinal, é ruim?
Um governo socialista, dentro do capitalismo, deve elevar a consciência das massas, mostrar à população as contradições desta sociedade e debater caminhos para superá-las. Não estou falando que isso é fácil, só o que é fácil mesmo é falar, mas se o governo não faz isso, e o governo Lula não está conseguindo, não estamos caminhando a horizonte nenhum. Se for parar para analisar, Dilma é a candidata do povão e dos empresários. Serra é o candidato da classe-média ignorante e racista. Não existe debate político. É neste ponto que uma candidatura socialista não pode se perder: tão importante quanto ganhar a eleição, é conquistar corações e mentes para a causa socialista. Não queremos ser eleitos para sermos os melhores entre os piores (políticos).Um partido socialista deve pedir o voto do eleitor, mas para mudar o sistema político, não para mantê-lo.
Analisando os partidos políticos, decidi que nas eleições deste ano Presidente é Plínio 50! OCOMPRIMIDO.COM votará no candidato do PSOL à Presidência da República. O Partido Socialismo e Liberdade é o único que está presente nas lutas sociais do dia-a-dia, sempre defendendo o lado do trabalhador e mantendo a calma para agir da melhor maneira possível. Não temos medo de sermos taxados de revolucionários, somos, sim, de esquerda. Queremos, sim, a derrubada deste sistema político e econômico, em favor dos mais pobres e da justiça social.
Como disse o Plínio na entrevista da Globo, “no Brasil existem pessoas que recebem 400x mais do que outras. Isso é um escândalo!”. Isso deve acabar.
PS: Não mudaremos, de maneira alguma, nossa cobertura política em favor deste ou aquele candidato. Temos lado, sim, mas isto não nos impede de vermos e denunciar os problemas – relacionados ou não ao Plínio ou ao PSOL.
PS_2: Se houver segundo turno, votarei Dilma, mas consciente!

Olá pessoal!
Essa semana estou aqui em João Pessoa, pelo Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação.
Em breve, maiores informações. Até lá, acompanhem a minha cobertura via twitter.
Abraços!


“Me disseram que você
mandou recados para mim
Que não está mais nem aí
Que até me esqueceu”
Papas da Língua
Entre os dias 25 e 29 de janeiro deste ano, estrangeiros de mais de 30 países diferentes, 04 Haitianos, 250 jornalistas, empresários, desempregados, estudantes, militantes, analfabetos – ao todo, foram 35.000 os participantes das 915 atividades do Fórum Social Mundial (FSM) em Porto Alegre, dentre Conferências, Oficinas, Seminários e atividades culturais.
Este ano, em contraste com as últimas 9 edições, o FSM aconteceu de maneira descentralizada – sob a forma de eventos diferentes, em várias cidades do planeta. Vantagens e desvantagens desse tipo de organização à parte, a minha conclusão é de que o recado foi dado: este modelo de organização já está mais do que superado.
Por Thiago Vilela, Fotos por Mariana Fagundes e Elis Tanajura

Texto por José Correia Leite, professor universitário, autor do livro “Fórum Social Mundial: A história de uma invenção política“
1. Em 2010 não ocorrerá um Fórum Social Mundial centralizado (o último foi em Belem, em janeiro de 2009 e o próximo ocorrerá em Dakar, no Senegal, na África, em janeiro de 2011). Serão realizados dezenas de Fóruns ao longo do ano de 2010 e também atividades de tipo “cúpula” ou “cumbre” alternativa (como foi o Klimaforum, em Copenhague).
No Brasil teremos agora, duas atividades na mesma data do fórum econômico de Davos, um Fórum em Porto Alegre, com o apoio da prefeitura da capital (Fogaça, do PMDB, e o vice, Fortunatti do PDT) e de mais seis prefeituras da área metropolitana (todas do PT: Canoas, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapiranga e Gravatai), entre os dias 25 e 29 de janeiro, e em Salvador com o apoio do governo estadual (Jacques Wagner, do PT), entre os dias 29 e 31 de janeiro. O grupo de entidades que tradicionalmente organiza o FSM no Brasil está participando somente de Porto Alegre, embora haja participações individuais de pessoas deste grupo em Salvador.


E a luta não pára! Foi realizada, hoje, às 19h, na AUTRANC (SCLRN 709), a primeira reunião do ano do Movimento “FORA ARRUDA E TODA MÁFIA”.
A última reunião aconteceu dia 30 de dezembro, e a idéia é manter esse encontro sempre às quarta-feiras. Dentre diversas pautas, foi organizado o Calendário de atividades para este início do mês de janeiro.