Abrindo o voto. Porque votar no 13 no segundo turno

No primeiro turno, você tinha opção. Agora não.

Nas eleições, acredito que devemos votar no partido pelo qual temos maior afinidade. Independente da possibilidade de vitória de seu candidato. Votei e votaria novamente em Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL.

Contribuí para o segundo turno entre o PT e o PSDB? Tecnicamente não, os 1% que ele recebeu não mudariam a eleição. Infelizmente.  E daí se tivesse contribuído? As eleições não podem ser uma disputa dos vermelhos contra azuis. Eleição é a oportunidade para o embate das ideias, a disputa de ideologias. E isso não acontece. E não acontece porque o governo de composição do PT (PT/PMDB/etc) decidiu não discutir. E pagou o preço por isso.

Essa polarização inventada pela mídia e pelos partidos não existe, não temos somente opção A ou B, temos C, D, E, como aliás ficou muito bem demonstrado. Irmos para o segundo turno não indica uma “vitória da direita tucana”, mas somente que nem todos estão 100% satisfeito com a agenda petista. Algumas coisas melhoraram nos últimos anos? Sim. Outras não.

No segundo turno, a situação muda. No primeiro momento, pensei em votar nulo. Esses candidatos não me representam, ponto final. Mas a realidade não é assim tão simples. Reproduzo abaixo alguns argumentos para votar no 13 neste segundo turno, via bodega. Ainda não decidi meu voto, estou apenas tentando ampliar o debate.

Não. Não estou contente com a permanência há décadas no poder de gente do naipe de  José Sarney, Jader Barbalho, Fernando Collor e alguns tantos outros aliados deste – e de outros governos.

Não. Não acho que são melhores que eles Kátia Abreu, Tasso Jereissati, ACM Neto, Arthur Virgílio, Heráclito Fortes, Jorge Bornhausen e afins.

Nada pessoal. Digamos que, politicamente, eu e os supracitados temos prioridades diferentes. Se fosse na casa do Biguebróder, eu os eliminaria alegando “falta de afinidade”.

Sejamos, pois, cordiais.

TV Plínio – Distribuição da Riqueza

via @projetosocialista

Na dose homeopática dessa semana, tenho o prazer de apresentar a TV Plínio, onde meu candidato à presidência da República aborda as principais propostas do PSOL para o país. O tema deste programa é a Distribuição da Riqueza. Plínio Arruda Sampaio, Hamilton Assis e Guilherme Delgado discutem a necessidade de uma política econômica que desconcentre a riqueza e a renda no país.

Até lá!

Plínio: “Candidato jovem, campanha jovem”

Plínio de Arruda, em debate com estudantes da UnB. Foto: Mariana Costa

“Nós vamos inovar nessa campanha. Vamos ser a mocidade dela. Candidato jovem, campanha jovem”, brinca Plínio de Arruda Sampaio, pré-candidato a presidência da República pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Em encontro com estudantes da Universidade de Brasília (UnB) nesta quarta-feira (25/08), o candidato conversou sobre o uso do twitter e temas gerais como a redução da jornada de trabalho.

A sabatina começou às 18horas, diante de um público de aproximadamente 150 pessoas. Plínio começou destacando que sua candidatura “é um contra-ponto à mesmice”. Para o candidato, o brasileiro estaria “anestesiado” com os avanços sociais do governo Lula, “Esta pessoa, que saiu das classes C e D nos últimos anos e agora, por exemplo, tá levando uma geladeira pra casa, ela não tem muita consciência do que representa a escola absolutamente sucateada do filho dela. No Brasil, metade dos jovens são analfabetos total ou funcional. Ela não percebe que para conseguir um exame médico no SUS ela precisa 4, 6 meses. Que a violência está aumentando. Então o que a gente vive é uma realidade muito enganosa”.

“A nossa candidatura vai fazer uma tarefa dificílima, quase impossível, que é dizer o seguinte: olha pessoal, tá bom desse jeito, ninguém tem nada contra isso, mas tem que ver o outro lado”, completou.

Assim não dá, seu Zé

Mistério: qual dos banners é o verdadeiro? *

O Brasil é um país, no mínimo, estranho.

Acho que em nenhum outro lugar do planeta o candidato da direita pretende, vejam só, se passar por um candidato “de esquerda”. Não que a velha tática do ‘lobo em pele de cordeiro’ seja alguma novidade na política. Mas nessa eleição isto está mais do que evidenciado: e é vergonhoso para a ala conservadora.

José Serra, agora conhecido como “Zé” (numa tentativa simplesmente deplorável de se aproximar do eleitor de baixa renda), chegou ao cúmulo. Assistam ao último horário eleitoral:

Logo de cara, Serra, digo, seu Zé, é apresentado como político experiente, assim como Lula. Pe-pe-peraí! Lula não é aquele outro, de um tal de PT? Vejam, não estou dizendo que, por ser oposição, a campanha devesse necessariamente ser agressiva. Mas o que o candidato pretende é se vender como ‘candidato da continuidade’. Dilma, do PT, pelo contrário, é mostrada como candidata inexperiente e, portanto, ‘candidata da mudança’ (?!). O PSDB acredita que a Dilma tem a aprovação do eleitorado somente porque é associada ao Lula. Logo, se associarem o Serra ao “cara”, a popularidade também será transferida. Eles estão certos, né? Errado!

O povo não é idiota. Enquanto a campanha tucana pressumir o contrário, continuará a deriva. Até a Folha de São Paulo publicou editorial escandalizado com os rumos da campanha. Serra agora quer ser visto como candidato “que enfrenta os grandes laboratórios para diminuir o preço dos remédios”. Cadê o PSDB que defende o Estado Mínimo e a privatização de Estatais? E a liberdade de livre-comércio? Aumento do Bolsa-Família? Argh!

Simplesmente não há candidato para os conservadores. Ou melhor, há – mas ele tem vergonha de assumir isso. Enquanto a Dilma tenta parecer o máximo possível ‘menos de esquerda’, conquistando eleitores nas camadas mais altas, seu Zé está perdendo todo apoio político que possui para tentar conquistar um eleitorado que ele simplesmente não vai conseguir atingir. Como ficou evidenciado na última pesquisa de intenção de voto, os eleitores que Marina vem conquistando não são PT, como se esperava – mas do PSDB. Porque para o eleitor conservador não há outra saída, ou assume a hipocrisia do ‘chefe’ ou vota no ‘capitalismo-sustentável’.

Eu estaria realmente feliz se todos os candidatos à presidência fossem realmente socialistas ou de esquerda/centro-esquerda, e estivéssemos discutindo apenas qual a melhor maneira de seguirmos rumo ao socialismo. Mas não é isso que está acontecendo. Serra e Dilma, infelizmente, representam praticamente o mesmo modelo econômico, mas são dois projetos diferentes para o Brasil. Num eventual governo Dilma, a tendência é que a esquerda cresça e ocupe mais espaços. Ainda que longe do ideal, espera-se maior diálogo com os movimentos sociais e mais investimentos em áreas como saúde, educação e cultura. O grande perigo será o avanço do PMDB – deve-se tomar muito cuidado em relação aos cargos que o partido irá reivindicar. Maior diálogo e investimentos, obviamente, em comparação a um eventual governo PSDB. Será um governo “democrático”, tão ou mais do que o governo Lula – com os mesmos problemas e contradições.

Sobre um possível governo do seu Zé, bem, acho que todos já sabemos o que aconteceria: clique aqui.

* A candidata Rosalda, do Rio Grande do Norte, simplesmente escondeu que Serra apóia sua candidatura. Ou melhor, “omitiu”. Tucanos do país inteiro, um por um, estão fazendo a mesma coisa: abandonando o barco. Veja a história completa no Cloaca News. Não acredita? Confira a página oficial da candidata.

Folha diz: Lula envia soldados para ganhar eleições em São Paulo

Ou: “Como uma foto e uma manchete podem criar uma notícia”.

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