
A escola de Saúde Publica de Harvard publicou recentemente uma nova versão de seu “Healthy Eating Plate” (algo como “Prato Saudável”), que é uma versão moderna da pirâmide alimentar.
Segundo os especialistas que participaram do desenvolvimento do novo guia prático da universidade, a conclusão sobre os laticínios do “Healthy Eating Plate” baseou-se em afirmações de Harvard tais como: “ …o cálcio é importante mas o leite não é a única, nem sequer a melhor fonte”. A renomada instituição norte-americana indica a redução de laticínios em uma alimentação saudável.
Eles também garantem que o estudo não sofreu loby da indústria. Na verdade, nem haveria como, com resultados como esses.
A publicação alerta também que nenhuma quantidade de carne processada como bacon, salsichas e similares é segura.
.

Researchers say that when you compare the Harvard Healthy Eating Plate with the USDA’s MyPlate, the shortcomings in the government’s guide are evident. (Harvard)
.
Referências (em inglês):
http://news.harvard.edu/gazette/story/2011/09/harvard-serves-up-its-own-plate/
http://www.care2.com/greenliving/harvard-declares-dairy-not-part-of-healthy-diet.html
Fonte: Vegass
Notadocomprimido: Isso já era conhecido dos estudiosos há muito tempo, e quem me conhece sabe que já venho tentando alertar as pessoas. Estava preparando um texto sobre o assunto, mas pelo visto não será mais necessário
Utilize com moderação.

por DIANA JOHNSTONE, no Counterpunch. Via VioMundo.
Nos dias de hoje os guerreiros humanitários estão se gabando, graças à proclamada vitória na Líbia. A única superpotência do mundo, com o apoio moral, militar e mercenário dos amantes da democracia do emirado do Qatar e com os poderes imperialistas históricos da Grã Bretanha e da França, foi capaz de esmagar sem surpresa o governo estabelecido de um estado esparsamente habitado do norte da África em apenas sete meses. O país foi violentamente ‘liberado’ e deixado para quem quiser pegar. Quem vai ficar com qual pedaço, entre as milícias armadas, as tribos e os islamistas da jihad, não é do interesse da mídia ocidental ou dos humanitários mais do que era a Líbia antes da TV do Qatar, a Al Jazeera, despertar o zelo cruzadista em fevereiro, com reportagens não-documentadas sobre atrocidades iminentes*.
A Líbia pode mergulhar de volta na obscuridade enquanto os campeões ocidentais de sua destruição brilham sob os refletores. Para apimentar a auto-congratulação, eles dedicam alguma atenção aos pobres palhaços que se negaram a embarcar na mesma canoa.
Nos Estados Unidos, mas ainda mais na França, os que se opuseram ao partido da guerra foram poucos em número e foram ignorados. Mas não deixa de ser uma oportunidade para isolá-los ainda mais.
Em seu artigo, “Líbia e a esquerda: Benghazi e depois”, Michael Bérubé usa a ocasião para juntar os críticos da guerra sob o rótulo de “maniqueístas da esquerda” que, segundo ele, simplesmente respondem com oposição automática ao que fizerem os Estados Unidos. Ele e os de sua turma, por contraste, refletem profundamente e apresentam razões para bombardear a Líbia.
Ele começa dizendo:
“No fim de março de 2011, um massacre foi evitado — não qualquer tipo de massacre. Pois se Kadafi e suas forças conseguissem esmagar a rebelião líbia em seu quartel-general de Benghazi, os choques resultantes teriam reverberado muito além do leste da Líbia. Como Tom Malinowski da Human Rights Watch escreveu, ‘a vitória de Kadafi — junto com a queda de Mubarak no Egito — teria sinalizado para os governos autoritários da Síria à Arábia Saudita à China que se você negociar com manifestantes você perde, mas se você matá-los você ganha…’”.
“Os ataques liderados pela OTAN contra as forças de Kadafi, na verdade, fizeram mais que prevenir uma catástrofe humanitária na Líbia — embora deve-se reconhecer que apenas isso seria justificativa suficiente. Ajudaram a manter viva a Primavera Árabe…”
Mas tudo isso é perfeitamente hipotético.
Qualquer massacre que tenha sido evitado em março, outros massacres aconteceram em vez daquele, mais tarde.
Ou seja, se esmagar uma rebelião armada é massacre, uma rebelião armada vitoriosa também implica em massacre, e assim temos uma escolha entre massacres.
E, se as propostas de mediação da América Latina e da África tivessem sido consideradas, o massacre hipotético poderia ter sido evitado por outros meios, mesmo que a rebelião armada tivesse sido derrotada — uma hipótese que o partido pró-guerra se negou a considerar desde o início.
Mas ainda mais hipotética é a noção de que o fracasso da rebelião líbia teria danificado fatalmente a “Primavera Árabe”. Isso é especulação pura, sem qualquer fiapo de prova.
Os governos autoritários certamente não precisavam de uma lição para ensiná-los a lidar com manifestantes, o que em último caso depende dos meios políticos e militares à disposição deles. Mubarak perdeu não por ter negociado com os manifestantes, mas porque o Exército financiado pelos Estados Unidos decidiu abandoná-lo. Em Bahrain, a Arábia Saudita ajudou a matar manifestantes. De qualquer forma, os governantes autoritários árabes, inclusive o emir do Qatar, odiavam Kadafi, que tinha a mania de denunciar a hipocrisia deles em encontros internacionais. Eles ficaram felizes com a queda de Kadafi.
Esses argumentos pró-guerra estão na mesma classe das “armas de destruição em massa” do Iraque ou da ameaça de “genocídio” em Kosovo — perigos hipotéticos usados para justificar a guerra preventiva. “Guerra preventiva” é o que permite a um superpoder militar, tão poderoso que nunca precisou se defender de ataque estrangeiro, atacar outros países. Caso contrário, qual é a justificativa para se ter um exército se não podemos usá-lo?, como perguntou certa vez [a ex-secretária de Estado] Madeleine Albright.
Mais adiante em seu artigo, Bérubé cita seu colega guerreiro humanitário Ian Williams, que argumentou que a série de objeções à intervenção na Líbia “foge da questão crucial: o mundo deveria deixar civis líbios morrer nas mãos de um tirano?”. Ou, em outras palavras, a “pergunta-chave” é: “Quando um grupo de pessoas que está prestes a ser massacrado pede ajuda, o que você faz?”.
Com esta seleção de perguntas “cruciais” e “chaves”, explorando o sentimento de culpa, Bérubé e Williams varrem de lado todas as objeções legais, éticas e políticas ao ataque da OTAN na Líbia.
Mas nada autorizava estes senhores a decidir qual é a “questão-chave”. Na realidade, a “questão-chave” deles levantava uma série de outras questões.
Primeira delas: Qual grupo de pessoas? Elas estão mesmo perto de ser massacradas? Qual é a fonte desta informação? Teria havido exagero? Ou teria havido invenção pura e simples, com o objetivo de forçar poderes estrangeiros a intervir?
Um jovem cineasta francês, Julien Teil, fez uma entrevista marcante com o secretário-geral da Liga de Direitos Humanos da Líbia, Slimane Bouchuiguir, na qual ele admite candidamente que “não tinha provas” das alegações feitas perante a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, que levaram à expulsão imediata do representante oficial da Líbia e, a partir disso, às resoluções da ONU autorizando o que viria a ser a troca de regime feita pela OTAN. Na verdade, nenhuma prova foi produzida do “bombardeio a civis líbios” denunciado pela Al Jazerra, o canal de TV financiado pelo emir do Qatar, que emergiu com uma grande fatia dos negócios de petróleo líbios depois da “guerra de libertação” da qual o Qatar participou.

Esta, sem dúvida, é a definição de “reportagem sob prescrição médica”…
Li a notícia lá no The Journal, depois confirmei na Associated Press e alguns outros sites.

Isto parece um vegetal para você?
COMO ASSIM??, você deve estar se perguntando.
A questão é a seguinte: a administração Obama está tentando tornar a alimentação escolar mais saudável. Não preciso nem colocar aqui nenhum link com estatísticas sobre a obesidade estadunidense. É um problema sério no país e a merenda escolar, obviamente, é parte deste problema.
Pelo que eu entendi, a partir de agora a merenda escolar subsidiada pelo governo é obrigada a incluir uma certa quantidade de legumes. Dessa forma, o Departamento de Agricultura plano teria empurrado a indústria da pizza, pelo menos parcialmente, para fora do negócio da merenda escolar.
Vejam bem, ninguém está impedindo ninguém de comer pizza. Está impedindo que a merenda SUBSIDIADA com dinheiro público seja, nutricionalmente, de má qualidade. Ponto final.
As indústrias, digo, o Congresso, entretanto, não pensa assim.
Na votação anual de gastos para o Departamento de Agricultura, ocorrida na última quinta (17), os legisladores chegaram à brilhante conclusão:
.
Algo como: a quantidade de molho de tomate numa pizza é de tal quantidade que, a pizza, pode também ser considerada um vegetal.
.
Não, não é sacanagem. É lucro.
A MSNBC relatou que os políticos foram fortemente pressionados pela indústria de alimentos congelados, que não queria ver um fluxo de receita importante cortado – dada a freqüência com que a pizza é encontrada nas cantinas escolares dos EUA. Fora, obviamente, os legisladores que tem negócios nesta indústria e não queriam perder dinheiro.
A indústria dos produtores de batatas, do sal, e alguns políticos conservadores, como sempre fazem, argumentaram que o “governo federal não pode dizer às crianças o que comer”.
QUEM, cara-pálida, está OBRIGANDO alguém a comer alguma coisa aqui, a não ser VOCÊS?
.
Desde quinta, qualquer coisa que contenha duas colheres de sopa de molho de tomate pode ser rotulado como um vegetal.
Da próxima vez que derrubar molho de tomate na sua roupa, muito cuidado. Provavelmente você será obrigado a fazer fotossíntese, caso contrário, estará desrespeitando lei federal. Até a próxima!
Notadocomprimido: Só para constar, nem mesmo o tomate é vegetal, é fruta…

Via Esquerda.NET
“O homem que mudou as nossas vidas”. Foi este o lema mais usado pela mídia tradicional para definir o co-fundador da Apple Computers, Steven Paul Jobs, quando este faleceu, de câncer, em 5 de Outubro de 2011. Para ilustrar esta afirmação, o que mais se citava eram as últimas criações da Apple – o tablet iPad, o telemóvel iPhone e o leitor de mp3 iPod, gadgets topo de gama que em geral só podem ser comprados por pessoas de alto poder aquisitivo. O exagero ficava, assim, patente. Se é duvidoso que o iPad tenha mudado a vida dos seus utilizadores – mas admissível, e não faltarão entusiastas a dizer que sim –, o tablet da Apple, que custa, na sua versão de 32 Gb com 3-G, 699 euros, dificilmente terá mudado a vida de toda a gente, sequer dos utilizadores de computadores pessoais ou da Internet.

Steve Jobs podia ter alguns aspectos de visionário, mas com as limitações do capitalismo e do objectivo do lucro. Foto de Zadi Diaz
Curiosamente, pouco foi citada uma das maiores contribuições de Steve Jobs para o mundo da informática – a interface gráfica que usa a metáfora do “desktop”, a mesa de trabalho, com pastas que organizam ficheiros e atalhos para lançar aplicações, com a qual o utilizador interage através de um teclado e um rato. Steve Jobs não inventou esta interface – o rato foi criado pela xerox, a primeira interface gráfica funcionou num computador xerox Alto concebido em 1973, e uma interface gráfica mais parecida com a actual rodava num Xerox 8010 Information System, criado em 1981. Mas estes computadores eram workstations caríssimas, completamente fora do alcance do utilizador comum. Foi, assim, Jobs que teve o mérito de pôr uma interface gráfica elegante a funcionar pela primeira vez em computadores de custo mais baixo – os Apple Macintosh 128K de 1984, que rapidamente entusiasmaram os primeiros utilizadores de computadores pessoais e criaram um padrão que mais tarde viria a ser descaradamente copiado pelo Windows da Microsoft.
Jobs era um CEO muito competente, é certo, teve grandes ideias, como a de desenvolver a computação gráfica no cinema de animação, criar o mercado da música digital, com o iTunes – numa época em que as discográficas não conseguiam imaginar nada mais brilhante do que tentar mandar para a cadeia todos os adolescentes que copiavam música e a partilhavam na Net –, usar com maestria a excelência do design para vender os seus computadores, lançar a interface baseada nos ecrãs tácteis. Tudo excelentes ideias, algumas das quais tornaram a Apple, que chegou a estar à beira da falência, na segunda maior empresa dos EUA.
Mas a dinâmica e o entusiasmo de Jobs eram viradom para esse objectivo – fazer crescer a sua empresa, ganhar dinheiro; se isso mudasse a vida das pessoas, melhor, mas só se isso fosse lucrativo e rendesse dividendos para os accionistas da empresa da maçã. Precisemos, portanto: Steve Jobs podia ter alguns aspectos de visionário, mas com as limitações do capitalismo e do objectivo do lucro. Podia ser diferente?