Coluna: Entrevistas

Cerqueira César: Enchentes em SP refletem falta de governo

Júlio Cerqueira César Neto: “São Pedro e o lixo jogado na rua NÃO foram os responsáveis pelas enchentes de 8 de setembro e 8 de dezembro em São Paulo”

por Conceição Lemes, do Viomundo

Filho feio não tem pai. Já se o rebento tem pedigree, sobram candidatos.

O governador de São Paulo, José Serra, é hors concours na área.  Assume como dele a criação do Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde, considerado um exemplo no mundo. Só que os verdadeiros criadores são a doutora Lair Guerra de Macedo Rodrigues e o professor Adib Jatene.

Serra, pai dos genéricos? PSDB, criador dos genéricos? Assumir como deles é um embuste!”, disse em junho ao Viomundo, o médico Jamil Haddad, falecido na semana passada, aos 83 anos. Ex- deputado federal, ex-prefeito do Rio Janeiro e ministro da Saúde de outubro de 1992 a agosto de1993, Jamil Haddad é o verdadeiro pai dos genéricos do Brasil.

Em compensação, Serra nunca é pai de perebentos. Inexoravelmente culpa os outros. Tanto que terceirizou a paternidade das inundações em São Paulo. Além do desplante de dizer que o noticiário negativo era obra do que chamou de PT Press,  o governador afirmou que problema da enchente foi a enorme, anormal, atípica chuva.

Para colocar os pingos nos is, o Viomundo entrevistou o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto. Durante 30 anos – está com 80 – foi professor de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica/USP. É considerado um dos grandes especialistas do Brasil nessa área.

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Entrevista com o jornalista espanhol Pascual Serrano

Por Cristiano Navarro, Igor Ojeda, Nilton Viana e Tatiana Merlino, do BrasildeFato

O silêncio é, paradoxalmente, um dos principais mecanismos adotados pelos meios de comunicação para manipular os fatos. Se uma notícia não interessa aos donos da imprensa – e, consequentemente, aos donos do mundo –, ela simplesmente não é veiculada. Tal denúncia é feita pelo jornalista espanhol Pascual Serrano, um dos fundadores da página alternativa Rebelión e autor do livro “Desinformación. Cómo los medios ocultan el mundo”, lançado em meados do ano passado.

“Se contarem muitas mentiras, perderão sua credibilidade, perderiam sua eficácia como mecanismo de formação de opinião”, diz, em conversa na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP). Portanto, segundo ele, os meios, além de ignorarem seletivamente determinados fatos, lançam mão de outros expedientes, como a descontextualização e a linguagem enviesada. Para Serrano, só há um modo da esquerda se defender de tamanha manipulação: Criar seus próprios meios – em vez de ficar esperando por pequenos espaços na grande mídia.

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Experiências de Almir na União Soviética

Por Thiago Dutra Vilela

Foto do Almir

Conheci o Almir pela internet, numa comunidade do orkut. Depois de participar de alguns tópicos obtive a informação de que ele havia morado na União Soviética entre as décadas de 70 e 80. E atualmente mora na minha cidade!

Foi a chance de obter mais informações sobre essa época tão pouco estudada e tão mal lembrada – pela direita e pela esquerda. Acredito que há de se compreender o que aconteceu para poder aprender com todos os erros e acertos do chamado “socialismo real”.

E para termos acesso à verdade não basta apenas investigar os relatos de Moscou. Adianta menos ainda apenas analisarmos a propaganda dos Estados Unidos e da mídia Internacional. Apresento, então, o ponto de vista de Almir, um comunista, na época estudante universitário, estagiário e posteriormente um trabalhador do país. Almir fala sobre a juventude, a imprensa, a economia e a política soviética na sua época.

Vamos começar então perguntando, porquê e quando você foi para a URSS Almir?

Tive que fugir da Ditadura Brasileira, onde inclusive fiquei preso durante um tempo. Fui estudante e estagiário (sou engenheiro geólogo-petroleiro) em um campo de exploração de petróleo na Bielorússia (cidade de Rhêtchitsa). Estive na URSS de 1974 a 1985.

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“A sociedade deve ter o direito de escolher”

Para acompanhar as recentes discussões sobre a obrigatoriedade ou não do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, o Campus Online entrevistou dois jornalistas com opiniões diferentes. Nesta entrevista você poderá conhecer os argumentos de Fernando Rodrigues, repórter de política da Folha de S. Paulo e vice-presidente da Abraji, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, que se diz contra a exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão mas que julga muito importante a existência das escolas de jornalismo.

Campus Online: Por que você é contra a exigência do diploma de jornalismo para exercer a profissão?

Fernando Rodrigues: Eu sou contra a obrigatoriedade do diploma porque na prática representa um cerceamento da liberdade de expressão e de opinião. E por isso não é bom para a construção de um país que queira e que deseja ter uma democracia sólida, que respeita todos os direitos. E eu também sou contra a obrigatoriedade da exigência do diploma para o exercício da imensa maioria das profissões, tanto de advogado quanto de outras. Exceto uma ou outra específica cujo exercício coloque muito explicitamente em risco a vida das pessoas. Por exemplo: medicina ou o responsável por cálculos estruturais da construção de um edifício, como engenheiro, calculista. Agora, para a imensa maioria das profissões, advogado inclusive, eu acho que não deveria ser obrigatório para o exercício da profissão. Inclusive acho que em alguns casos a pessoa que é acusada de alguma coisa tem muito mais capacidade de se defender perante um júri ou um tribunal do que um advogado contratado. É evidentemente uma anomalia atrasada essa exigência de todos os brasileiros, em quase todas as situações, há pequenas exceções, terem que contratar um advogado para se defender. É um absurdo isso.

CO: Você concorda com o argumento de que a exigência do diploma seria uma reserva de mercado?

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postado por Thigo em Entrevistas, TARJA PRETA. Há nenhum comentário

Entrevista com Mc Leonardo

É com prazer que disponibilizamos aos nossos leitores o segundo programa da série de entrevistas realizadas pela Brigada SACI – Socialismo, Agitação, Cultura e Informação, em parceria com OCOMPRIMIDO.COM

Essa série de entrevistas estarão no novo jornal do SACI.

Para realizar a nossa gravação utilizamos o espaço físico da Rádio Petroleira de Notícias, a rádio do Sindicato dos Petroleiros.

Essa entrevista é com o Mc Leonardo, cantor de funk carioca.

Participaram dessa entrevista Thiago Dutra Vilela, estudante de jornalismo da Universidade Federal Fluminense (UFF), administrador do COMPRIMIDO.COM e participante do SACI; e Caio Dimba, participante do SACI e estudante de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Luciana, estudante de jornalismo da UFF e participante do jornal do SACI.

Mc Leonardo sempre sonhou em cantar, mas não especificamente funk. Criado num ambiente muito musical, começou cantando outros ritmos até conhecer os Concursos de RAP, os grandes formadores dos funkeiros da época.

Para escutar o programa clique no botão abaixo e aguarde alguns instantes:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

A entrevista tem 58 mb. Se você não conseguir escutar a entrevista clique com o botão direito no link abaixo e vá em “Salvar como” – http://www.ocomprimido.com/audio/entrevista-mc-leonardo.mp3

Não percam o próximo programa! Daqui a duas semanas apresentaremos mais um programa, ainda sem pauta definida. Aceitamos sugestões e programas já prontos. Até lá!

Esse áudio pode e deve ser divulgado, sempre seguindo as regras do Copyleft – uso condicionado a fins não lucrativos e a atribuição de créditos ao autor original, OCOMPRIMIDO.COM

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