Coluna: Dose diária

Em defesa da reforma agrária

Você concorda com o latifúndio e a desigualdade social?

“Poucos no Brasil tem muita terra. E muitos, milhares de pessoas, tem muito pouco”. É o que afirma Ariovaldo Umbelino, professor da Universidade de São Paulo. Transformar essa realidade é um dos objetivos do Plebiscito Nacional pelo limite da propriedade da terra, que vai até o dia 7 de setembro em todo o país.

A votação é parte da Campanha Nacional pelo limite da propriedade da terra, promovida pelo Fórum Nacional de Reforma Agrária, que conta com o apoio de movimentos sociais, entidades religiosas, sindicatos e outras organizações.

Para o Padre Nelito Dornelles, representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), “o plebiscito é uma ferramenta de diálogo com a sociedade. É uma parte importante da campanha, uma maneira didática de conscientizar a população”.

Desigualdade evidente

Willian Clementino, da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, defende a agricultura familiar, “Agronegócio não gera emprego. Se você pegar o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), agricultura familiar tem muito mais capacidade de gerar emprego”. “Nosso principal programa de FOME ZERO é a Reforma Agrária”, afirma.

Estudos desenvolvidos pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, em parceria com outros ministérios, revela que enquanto na agricultura empresarial, em média, emprega-se 1 trabalhador para cada 100 hectares cultivados, na familiar a relação é de apenas 10 hectares por trabalhador.

“Se tomarmos um indicador clássico, o índice de GINI, sabemos que em 1972 o Brasil possuía 0,854. O índice vai de 0 a 1, e quanto mais próximo de 1 maior a concentração de terra e de renda. Em 2006, último ano em que houve a pesquisa, o índice do GINI brasileiro continuava 0,854. 30 anos se passaram e a estrutura agrária continua absolutamenta mesma”, afirmou o professor Ariovaldo.

Continue lendo…

postado por Thigo em Dose diária. Há nenhum comentário

As frases impagáveis de José Serra no auge da crise

Via VioMundo

O vídeo abaixo vale pelo registro histórico do que foi dito durante a crise econômica de 2009, que provocou uma freada no crescimento econômico brasileiro.

José Serra: “Inteiramente na contramão de todo mundo” [sobre as ações do governo brasileiro].

José Serra: “É falta de formação sólida” [sobre o que acreditava motivar as medidas "erradas" tomadas pelo governo brasileiro].

José Serra: “O risco é o carro rodopiar”.

Realmente, para quem pensou em disputar a eleição como economista competente e gerente capacitado, é espantoso:

Nota do COMPRIMIDO: Serra é um camaleão político, simples assim. E por isso vai perder as eleições desde ano. Confira o vídeo.

postado por Thigo em Dose diária. Há nenhum comentário

Plínio: “Candidato jovem, campanha jovem”

Plínio de Arruda, em debate com estudantes da UnB. Foto: Mariana Costa

“Nós vamos inovar nessa campanha. Vamos ser a mocidade dela. Candidato jovem, campanha jovem”, brinca Plínio de Arruda Sampaio, pré-candidato a presidência da República pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Em encontro com estudantes da Universidade de Brasília (UnB) nesta quarta-feira (25/08), o candidato conversou sobre o uso do twitter e temas gerais como a redução da jornada de trabalho.

A sabatina começou às 18horas, diante de um público de aproximadamente 150 pessoas. Plínio começou destacando que sua candidatura “é um contra-ponto à mesmice”. Para o candidato, o brasileiro estaria “anestesiado” com os avanços sociais do governo Lula, “Esta pessoa, que saiu das classes C e D nos últimos anos e agora, por exemplo, tá levando uma geladeira pra casa, ela não tem muita consciência do que representa a escola absolutamente sucateada do filho dela. No Brasil, metade dos jovens são analfabetos total ou funcional. Ela não percebe que para conseguir um exame médico no SUS ela precisa 4, 6 meses. Que a violência está aumentando. Então o que a gente vive é uma realidade muito enganosa”.

“A nossa candidatura vai fazer uma tarefa dificílima, quase impossível, que é dizer o seguinte: olha pessoal, tá bom desse jeito, ninguém tem nada contra isso, mas tem que ver o outro lado”, completou.

Continue lendo…

postado por Thigo em Dose diária. Há nenhum comentário

Folha diz: Lula envia soldados para ganhar eleições em São Paulo

Ou: “Como uma foto e uma manchete podem criar uma notícia”.

Jogo dos 7 erros: ofensiva militar petista ou operação policial no rio?

Precisa dizer mais alguma coisa? Dica da @eeeelis

postado por Thigo em Dose diária. Há nenhum comentário

Primeiro beijo gay da televisão aberta brasileira

Dica do @deangelis

PSOL mostra primeiro beijo gay da televisão brasileira - e no horário nobre.

Pode parecer pouco, mas não é.

Daqui a menos de um mês (18/09) fazem 60 anos que a televisão chegou no Brasil. Em todo esse tempo nunca havia sido transmitido um beijo gay na televisão aberta. Ok, beijos gays já foram exibidos no extinto programa da MTV “Beija Sapo”, no último “Big Brother Brasil” (aqui) e até mesmo no SBT (aqui). A grande questão é que, à exceção do programa da MTV, foram casos em que a rede de televisão não tinha opção: se eles não levassem as imagens para o ar, a emenda seria muito pior do que o soneto.

No caso do programa do PSOL para o Estado de São Paulo pela candidatura do Paulo Bufalo, foi uma ação planejada e com o intuito claro de atingir o maior número de pessoas (a peça foi exibida às 13h00 e às 20h30). Exibida ontem em todos os canais de tv (18/08), a mensagem era clara: “você tem opção”.

Sem tempo suficiente na televisão para produzir um Programa Eleitoral que debatesse a fundo os problemas e injustiças da sociedade brasileira, a saída encontrada pela campanha do PSOL foi inovar – sem perder de vista sua coerência. Depois de nocautear Serra e Dilma (confira aqui) para promover o debate sobre o financiamento público das eleições, a ideia de colocar no ar um beijo gay foi uma vitória para todo movimento LGBTTT. A questão da homossexualidade virou notícia não só em todos os grandes portais da internet, mas entre os telespectadores. Mais do que conquistar votos, a questão nesse caso foi promover o debate desses temas junto à população.

Antes de a peça ir ao ar, Pedro Ekman, autor do filme e diretor frelancer, escreveu no Twitter: “Em dez minutos, a TV (…) de São Paulo vai ver o que a Globo não tem coragem de mostrar nas suas novelas”.

Confiram a peça e tirem suas conclusões:

postado por Thigo em Dose diária. Há (13) comentários