Polícia identifica homem que assustava alunas na UnB

A polícia localizou o pervertido que assustava alunas da Faculdade de Saúde. O rapaz expunha suas partes genitais e se masturbava em plena luz do dia, observando as meninas assistindo à aula. Ele prestou depoimento hoje na 2ª Delegacia de Polícia da Asa Norte e confessou o ato obsceno.

O crime de ato obsceno prevê pena de 3 meses a um ano de prisão, mas a polícia acha difícil que ele seja preso. Para casos como este, a Justiça costuma sentenciar penas alternativas. O delegado-chefe da 2° DP, Antônio Romeiro, deve marcar uma data para que ele compareça ao Juizado Especial Criminal.

O homem que assustava as garotas da Faculdade de Saúde tem 39 anos, é ex-aluno da UnB, formado em Biologia. Atualmente, é servidor do Instituto Brasileiro do Meio-ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Transtornado, ele gritou e chorou em seu depoimento. Alegou ser vítima de distúrbio mental, disse que não conseguia resistir à compulsão de se exibir em público.

O funcionário do Ibama já tinha sido fichado duas vezes antes, pelo mesmo fato. Em 1995, foi pego exibindo sua genitália no Minhocão Norte. Em 2002, fez o mesmo em um bar na SQN 112. Nessa época, ele chegou a se apresentar em frente ao juiz e fez um acordo de pagar uma cesta básica e frequentar 10 sessões com um psicólogo e um psiquiatra. Durante alguns meses, tomou remédios de tarja preta para controlar a compulsão.

O rapaz, que é casado, disse que não tinha tais atitudes em público desde 2002, mas voltou a ceder à compulsão depois da morte do pai, no final do ano passado. Alunas da Faculdade de Saúde ficaram aliviadas com a identificação do pervertido, mas cobram mais atenção da Universidade para a questão da segurança. “Aqui na UnB é tudo aberto, e qualquer um pode entrar”, conta uma estudante. “Eu me sinto melhor, mas porque a Faculdade de Saúde tomou medidas para melhorar a segurança”, diz outra aluna.

Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

Ato em defesa de nova lei do petróleo reúne 5 mil no Rio

Cerca de 5 mil pessoas, entre integrantes de movimentos populares, centrais sindicais, organizações de estudantes e cidadãos, participaram da manifestação em defesa de uma nova lei do petróleo e da soberania nacional, realizada na manhã desta quinta-feira (21/5), no centro da
cidade do Rio de Janeiro.

O ato foi uma importante demonstração de unidade da esquerda, que defende a retomada do monopólio estatal das jazidas de petróleo e a criação de um fundo social soberano para garantir o investimento dos recursos do pré-sal nas áreas sociais, como educação, saúde, habitação e reforma agrária.

“Precisamos organizar uma campanha de massa nacional para garantir que os recursos do petróleo sejam destinados para resolver os problemas do povo brasileiro”, afirmou o integrante da coordenação nacional do MST, João Paulo Rodrigues.

Segundo ele, os desafios dos trabalhadores na defesa do petróleo são muito maiores do que os obstáculos impostos na atual conjuntura pela CPI da Petrobrás, que foi instalada na semana passada depois de manobra do PSDB. “Defender o petróleo e a Petrobrás é organizar o povo, porque só será possível defendê-los se estivermos nas ruas”, disse João Paulo.

A mobilização foi encerrada por volta das 13h30, diante do edifício sede da Petrobrás, na avenida Chile, depois de uma passeata que fechou as seis pistas da avenida Rio Branco e de um abraço simbólico em torno da sede da empresa.

O ato faz parte da articulação da campanha “O Petróleo tem que ser nosso!”, que pretende fazer um grande mutirão nacional para debater a necessidade do controle público do petróleo e gás, para melhorar a vida do povo brasileiro e garantir a soberania nacional.

Também participaram do ato parlamentes e representantes dos partidos à esquerda, como PCB, PCdoB, PSB, PT, PSOL e PSTU. O presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Maurício Azedo, esteve presente e declarou apoio à campanha.

“Estamos na campanha em defesa do petróleo, na defesa do Brasil e em defesa de um fundo soberano, para garantir que os recursos sejam destinados ao povo brasileiro”, afirmou a presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Lucia Stumpf.

“É prioritária a luta pela reestatização da Petrobras, porque uma empresa estatal, apesar das suas limitações, pode estar a serviço da resolução de algumas questões sociais”, defende o presidente do PCB (Partido Comunista Brasileiro), Ivan Pinheiro.

“A campanha cria uma base unitária na defesa do petróleo e é hora de ocupar as ruas porque o futuro do Brasil passa pelo pré-sal”, afirmou Renato Simões, secretário nacional de Movimentos Populares do PT.

“Temos que ocupar as ruas de todo o país na defesa do nosso petróleo, que tem que garantir melhores condições de vida para o povo e o futuro nas próximas gerações”, acredita Emanuel Cancella, o coordenador do Sindicado dos Petroleiros do Rio de Janeiro e integrante da FNP (Frente
Nacional dos Petroleiros).

“Queremos o controle sobre o pré-sal nas mãos do povo brasileiro. É uma riqueza gigante que deve ser destinada para fortalecer e consolidar políticas de Estado que garantam distribuição de renda e diminuição das desigualdades”, afirmou o coordenador da FUP, João Antonio de Moraes.

“Os bons brasileiros serrarão fileiras na campanha ‘O petróleo tem que ser nosso!’ e a nossa proposta é a retomada do monopólio estatal do petróleo sob controle das forças populares”, completou.

Retirado do site do MST

PETROBRAS 100% NACIONAL

da campanha O Petróleo tem quer ser nosso!

Por uma nova lei do petróleo, retomada do monopólio e em defesa da Petrobrás pública e com compromisso social.

Concentração: quinta-feira, 21/5, às 9h, na Candelária (Rio de Janeiro)

A descoberta do petróleo na camada do pré-sal pode mudar a nossa história, abrindo uma oportunidade para resolver os problemas do povo, com a utilização desses recursos em educação, saúde, trabalho, moradia e reforma agrária.

O controle do nosso petróleo depende antes de tudo da luta do povo brasileiro contra os interesses poderosos, das grandes empresas e do imperialismo dos Estados Unidos.

Nós, centrais sindicais, movimentos populares, entidades estudantis e demais organizações da sociedade civil, estamos fazendo a campanha O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO! em defesa de um recurso natural estratégico, que deve ficar sob controle público e sua renda deve ser revertida em investimentos sociais.

Vamos fazer um grande mutirão nacional para debater a necessidade de controlarmos o nosso petróleo e gás para melhorar a vida do povo brasileiro.

Estamos coletando assinaturas para abaixo-assinado de iniciativa popular de projeto de lei para o Congresso, que pretende “assegurar a consolidação do monopólio estatal do petróleo, a reestatização da Petrobrás, o fim das concessões brasileiras de petróleo e gás, garantindo a destinação social dos recursos gerados”. As assinaturas serão encaminhadas também ao presidente da República.

Temos propostas para mudanças nesse setor:

- Mudança na Lei do Petróleo, restabelecendo o monopólio estatal e fim dos leilões.

- Fim da exportação do petróleo cru e investimento na indústria.
 
- Fazer a mensuração do tamanho da riqueza do pré-sal com a conclusão do processo exploratório. Precisamos ter um inventário de onde está, qual a quantidade e quem “ganhou” nos leilões.

- Fundo Social Soberano de Investimento, voltado para as necessidades do povo brasileiro.

- As populações impactadas devem ser respeitadas, defesa da produção nacional e internacio nal solidária e integradora.

- Redução do uso do petróleo e avançar nas pesquisas de nova matriz energética, limpa e renovável.

- Que a exploração, produção e transporte sejam realizados pela Petrobrás 100% Estatal.

-  Apoio às campanhas contra privatizações e contra a criminalização dos movimentos sociais.

Tivemos um grande retrocesso nos últimos 10 anos na área do petróleo. As políticas neoliberais dos tucanos/demos, durante do governo FHC, comprometeram a soberania nacional e entregaram o petróleo a empresas privadas. Tentaram também entregar a Petrobrás para o capital financeiro internacional, mas não conseguiram integralmente.

De forma irresponsável e oportunista, a direita tenta mais uma vez atacar a Petrobrás para atender seus interesses políticos e econômicos, beneficiando a classe dominante brasileira, grandes empresas estrangeiras e o Imperialismo.

O petróleo tem que ser nosso! Contra a privatização da Petrobrás!

Em defesa de uma Petrobrás 100% pública, transparente e democrática!