Por Tamara Roselló Reina, de Havana (Cuba)
Do grupo brasileiro Sepultura ainda se fala em Havana, depois de sua apresentação em 19 de julho na Tribuna Antiimperialista José Martí. A notícia chegou como quase tudo em Cuba, primeiro foram os rumores. Alguns acharam que a atuação do conhecido Sepultura seria em dezembro passado, mas a viagem não fora possível .
O diário oficial Granma confirmou as suspeitas em 15 de julho. Então, os mais incrédulos começaram a crer que esta vez, sim, seria um feito. O sábado, 19 de julho, marcaria uma data memorável para os seguidores do rock and roll na ilha.
Em declarações à imprensa nacional e estrangeira, Andreas Kisser, guitarrista e diretor da legendária banda, disse que esta apresentação era “um sonho convertido em realidade” e prometeu que as imagens filmadas em Havana farão parte de um documentário que preparam para celebrar no próximo ano, o primeiro quarto de século do grupo, fundado pelos irmãos Cavalera em 1984.
Pouco conheciam Andreas, Paulo Jr., Derrick e Jean da produção de rock and roll em Cuba e da aceitação ou não de sua proposta metaleira pelo público, mas vir era um desafio. Traziam referências da sociedade cubana, da Buena Vista Social Club e do mestre em guitarra Leo Brouwer. Em seu retorno levaram uma imagem mais ampla do que é esta ilha e de sua música alternativa.
O programa da visita inclui um intercâmbio com grupos da Agência Cubana de Rock, que (…)
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