
O governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou nesta quarta-feira, 2 de abril, que poderá convidar médicos de Cuba para ajudar no tratamento de pacientes com dengue. O governador, no entanto, disse que iria esperar até essa semana, pois no final de semana chegaram médicos convocados de outros cinco estados brasileiros.
Cabral ainda está avaliando a necessidade de se contatar os médicos caribenhos que têm “uma excelente tradição na área de saúde pública e solidariedade com povos que precisam de seu apoio.” O governador citou que Cuba tem experiência no assunto porque enfrentou uma epidemia de dengue na década de 1980 e também implementou o programa Médico de Família, em Niterói, na Região Metropolitana, há cerca de dez anos.
A partir da epidemia de dengue no Rio de Janeiro e do surto de febre amarela em outros estados, em que mortes poderiam ser evitadas e doenças controláveis por meio de ação preventiva de grupos de saúde e médicos no interior do Brasil, um assunto vem novamente à tona. Onde estão os médicos brasileiros? Estariam razoavelmente distribuídos em todos os estados? E mais: por que a classe médica brasileira resiste à aceitar a validação dos médicos – também brasileiros – formados em Cuba?

Na tarde de 28 de março, em ato que tomou as ruas do Centro do Rio de Janeiro, milhares de estudantes e diversos movimentos exigiam uníssonos: “Governos parem de matar nossos jovens!”
Nos 40 anos da morte do estudante secundarista Edson Luis pela ditadura militar, milhares de manifestantes, em sua ampla maioria estudantes, voltaram a tomar as ruas. Muitos eram os gritos e bandeiras levantadas. Passe livre estudantil. Educação pública de qualidade. Reforma agrária. Mais verbas para as universidades. Contra o Reuni. Melhores condições de ensino. Saúde pública para todos. Contra a privatização do petróleo e gás brasileiros. Dentre tantas, a palavra de ordem contra a criminalização da pobreza foi a destacada. Na tarde desse 28 de março, num ato como há muito tempo não se via, cerca de três mil pessoas exigiam uníssonos: “Governos parem de matar nossos jovens!”
A passeata, organizada a partir da Plenária dos Movimentos Sociais, começou na Candelária, percorreu a Rio Branco até o Teatro Municipal, entrou na Rua Araújo Porto Alegre, passando pela lateral da Biblioteca Nacional, foi até a Primeiro de Março. De lá, seguiu para o Aeroporto Santos Dumont, de onde retornou até encerrar a caminhada nas escadarias da Assembléia Legislativa (Alerj). Muita tinta e bolas vermelhas coloriram a cidade lembrando o sangue das vítimas da ditadura militar e dos atuais governos.

Bom pessoal, só gostaria de avisar que estou de mudança. Estou indo para um local mais perto da minha faculdade, acredito que isso vai facilitar algumas coisas.
Estou cheio de notícias para colocar aqui, porém estou sem internet no momento (e provavelmente até semana que vem). Irei enviar daqui a pouco um material sobre a passeata do 28 de março, porém tenho muito mais o que divulgar, é só questão de tempo.
Agradeço pela paciência e me desculpo por qualquer inconveniência.