“Pode-se dizer que tudo começou ali – se é que se pode determinar o começo ou o fim de algum processo histórico. De qualquer maneira, foi o primeiro incidente que sensibilizou a opinião pública para a luta estudantil. Como cinicamente lembrava a direita, era o cadáver que faltava”. (trecho do livro 1968 – O ano que não terminou, de Zuenir Ventura)
1968 é até hoje um mistério para todos que o estudam. Nunca um ano foi capaz de reunir em apenas 365 dias tantos acontecimentos importantes. Aparentemente, os jovens de todo o mundo estavam impregnados de sentimentos libertários, igualitários e revolucionários, que transformaram, definitivamente, os rumos da história. E, no Brasil, 1968 não foi diferente.

Essa você não vai ver em nenhum Jornal. Não com o mesmo destaque do que quando um certo outro governante abordou o assunto, disso tenho certeza.
BOGOTÁ (Reuters) – Os partidários de um terceiro mandato para o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, alcançaram sua primeira meta, ao apresentar mais de 260 mil assinaturas em apoio a um referendo que autorize a nova reeleição, informou o Registro Nacional na quarta-feira. As assinaturas contidas em 98 livros foram apresentadas pelo secretário do Partido do U, Luis Guillermo Giraldo, principal defensor de uma reforma constitucional que autorize a ‘re-reeleição’ em 2010.
O abaixo-assinado pedindo a autorização para um comitê pelo terceiro mandato precisava reunir meio por cento do eleitorado, ou seja, 140 mil assinaturas – cifra superada com folga.
O Registro Nacional vai agora verificar a autenticidade das assinaturas e dentro de um mês deve autorizar a criação do comitê. Depois disso, os organizadores devem registrar o pedido de referendo – o comitê terá seis meses para reunir assinaturas de 5 por cento do eleitorado, ou 1,4 milhão de pessoas.
A etapa seguinte seria apresentar um projeto-de-lei de iniciativa popular para convocar um referendo que permitiria a reforma constitucional.
Uribe foi eleito em 2002 e reeleito em 2006. A Constituição proíbe um terceiro mandato.

AMAUTA: Nós fazemos parte da Cátedra Che Guevara de Buenos Aires e viemos à Bolívia convidados para inaugurar diversas Cátedras Che Guevara. Gostaríamos de saber quando foi a primeira vez que você ouviu falar do Che. Como se lembra dele?
Evo Morales: A primeira vez que ouvi falar do Che Guevara foi no Chapare. Se bem me lembro, foi no ano 1980, quando eu tinha 18 ou 19 anos.
AMAUTA: Quem falou a você do Che pela primeira vez? Companheiros de militância? A família?
EM: Foram companheiros de militância. Eram dirigentes sindicais. Em 1980, em plena ditadura militar de García Meza. Tivemos um grande problema. Queimaram vivo um irmão. Foi a equipe de luta contra o narcotráfico, narcóticos, a estrutura de repressão de Luis García Meza Tejada, o general golpista que agora está na cadeia em Chonchocorro. Até esse momento eu tinha a idéia de que o presidente, mesmo que fosse ditador ou democrata, era presidente para mim. O presidente tinha que ser o pai de todos os bolivianos. Como é que o funcionário do presidente vai queimar seu povo, seu filho? Eu não conseguia entender! Eu estava no campo de futebol, com um grupo de jovens… O dirigente do sindicato nos chama e convoca para uma reunião de emergência, diz que temos que sair em uma marcha, que queimaram um irmão de um sindicato.