Archive for March, 2008

“EL PAÍS” publicou 25 artigos contra Chávez em 2008

 

EL PAISCarta enviada pelo governo da Venezuela ao jornal El País:
Javier Moreno
Director, Diario El País
Miguel Yuste 40
28037 Madrid, España

Estimado Sr. Moreno:

 

Temos visto com alarme como a linha editorial do El País tem sido de uma evidente parcialidade jornalística com uma clara manipulação de informações contra a Venezuela e seu povo. Nos preocupa profundamente a violação dos direitos dos leitores de El País de receber “uma informação verdadeira, a mais completa possível”, princípio estabelecido no manual de redação do próprio jornal.
Como exemplo deste conteúdo sistematicamente distorcido sobre a Venezuela, apenas no ano de 2007 El País classificou o presidente eleito da Venezuela, Hugo Chávez, de “autoritário” 34 vezes, 10 de “ditador”, 7 de “totalitário”, mais um sem número de vezes de “caudilho” e “populista”.

 

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Milho Trangênico: A quem interessa?

MILHO MONSANTO

por João Pedro Stedile, publicado na ADITAL

Caros amigos, para evitar que minha incontrolável indignação interfira sobre a clareza dos fatos que vou narrar, por si só contundentes, vou alinhá-los em tópicos e da forma mais enxuta possível.

1. Em julho de 2002, o candidato Lula publicou seu programa de governo, assinado pelo coordenador de sua campanha, Antonio Palloci. No capítulo agricultura, item dos transgênicos, há um compromisso claro: que o governo Lula assumiria a responsabilidade pela precaução. Ou seja, não liberaria nenhuma semente transgênica sem absoluta segurança.

2. Durante o ano de 2007, a CTN-BIO, Comissão Técnica Nacional de Biotecnologia, aprovou sem nenhum estudo científico de impactos na natureza e na saúde humana, como manda a lei, o uso comercial de duas variedades de milho transgênico: o milho MON 810, da empresa americana Monsanto, e o milho Liberty Link, da alemã Bayer.

3. Não tendo sido cumpridas as regras de segurança previstas na lei, o Ibama, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, recorreram ao conselho de ministros denunciando o perigo que isso significa para o meio ambiente e para a saúde da população.

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Da série: Manipulações da Globo

Globo e vc

65,4% dos entrevistados pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Social, todos moradores de favelas, afirmam que a cobertura da imprensa (jornal, rádio e televisão) dos fatos que ocorrem dentro das favelas é “sensacionalista (distorce os fatos e usa preconceitos)”. A pesquisa foi encomendada pela Cufa, Central Única das Favelas, e divulgada pela própria Globo na edição de hoje de seu jornal.

A Globo divulgou uma pesquisa dessas? Sim e não. O jornal publica a pesquisa com exclusividade – e em manchete -, mas incorre no mesmo erro. Distorce números e os manipula conforme seus interesses político-econômicos e ideológicos. O dado acima, em que os entrevistados identificam a manipulação da mídia, por exemplo, simplesmente não aparece no texto da reportagem. É relegado a um quadradinho entre outros oito iguais a ele, perdendo, assim, o impacto que poderia causar.

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4000 mortos na Guerra no Iraque

coffins_iraq.jpg

Nas últimas horas o número de soldados americanos mortos desde a invasão do Iraque atingiu 4 mil. É simbólico. É o número que interessa aos eleitores e contribuintes americanos. Quatro mil mortos em cinco anos. Mas não parece. Não parece porque o desembarque dos corpos nos Estados Unidos não pode ser filmado. Não parece porque os 30 mil feridos americanos não aparecem feridos em campo de batalha. É raro ver uma foto de um soldado ferido na capa de um jornal americano ou imagens de um fuzileiro naval morto no Iraque em alguma rede nacional de televisão. É atestado de competência do gerenciamento de imagens e da mídia feito pelo Pentágono e pela Casa Branca.

 

Qual é a diferença essencial entre o Vietnã e o Iraque? É que, durante a guerra do Vietnã, em que 50 mil sodados americanos morreram, o exército americano era de voluntários. Qualquer jovem de mais de 18 anos de idade podia ser convocado. No Iraque, os americanos colocaram um exército profissional. Os jovens são atraídos com promessas de emprego, educação e vários outros benefícios. Além disso, dessa vez a guerra foi terceirizada: bilhões e bilhões de dólares em dinheiro público foram transferidos para empresas privadas ligadas a integrantes do governo Bush que fazem de tudo, de transportar e alimentar os soldados a interrogatórios e serviços de segurança.

 

Quais as consequências políticas, esperadas ou inesperadas, da invasão e da ocupação?

 

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5 anos de ocupação americana no Iraque

Iraque

A expressão Ocupação do Iraque refere-se ao envio de tropas norte-americanas e internacionais ao Iraque no ano de 2003, por decisão do presidente George W. Bush, dos Estados Unidos da América. O pretexto da ocupação, inicialmente, foi achar armas de destruição em massa que, supostamente, o governo iraquiano teria em estoque e que, segundo Bush, representavam um risco ao seu país, abalado desde então pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. O presidente Bush tomou a decisão de invadir o Iraque sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU, mas com o apoio dos então chefes de estado Silvio Berlusconi (Itália) José María Aznar (Espanha) e Tony Blair (Reino Unido) . Em 2004, após 1 ano de ocupação, entretanto, o presidente Bush muda o discurso ao dizer que a ocupação faz parte da libertação de países e a promoção da Democracia e da Paz mundial. Em 2004, o presidente iraquiano Saddam Hussein é capturado e mantido preso num local não revelado. Seus filhos são mortos numa emboscada em Bagdá. Às 6 da manhã, horário de Bagdad, do dia 30 de dezembro de 2006, gerando posições contrárias de várias instituições internacionais, como a Amnistia Internacional, União Europeia e diversos outros países. Foi executado junto com dois de seus aliados, sendo um deles seu meio-irmão e recusou-se a vestir o capuz, normalmente utilizado para tal propósito. Antes de sua morte, Saddam pronunciou o nome do líder xiita iraquiano Moqtada Al Sadr.

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