A mídia e o episódio das FARC

Refens das Farc

Depois de anunciar diversas vezes o grande “fracasso” das negociações das Farc com Hugo Chávez para a libertação dos reféns colombianos, omitindo diversas medidas do governo colombiano que dificultaram as negociações, na tarde de quinta-feira a mídia viu o mundo aplaudindo a intermediação do presidente da Venezuela. Possibilitando a libertação das cativas Clara Rojas e Consuelo González, que foram resgatadas da selva na Colômbia por helicópteros que ostentavam o símbolo da Cruz Vermelha, Chávez sai fortalecido após o episódio.

O governo americano, através do porta-voz do Departamento de Estado Tom Casey, “agradeceu” a Chávez as gestões que fez que produziram um momento inédito e de alívio nas relações entre a guerrilha colombiana e o governo Alvaro Uribe. Este, por sua vez, saiu desgastado do episódio devido ao fato de que vem se negando a negociar com a guerrilha, assumindo uma postura intransigente. Uribe, inclusive, fez tudo que podia para retardar o desfecho das negociações, apesar de que desde de dezembro a libertação das reféns já era dada como inevitável.

No Brasil, a mídia minimizou o feito do presidente da Venezuela, apesar de que o mundo inteiro está comemorando e avaliando uma nova possibilidade que pode abrir portas para se equacionar o conflito colombiano. Hoje, no Jornal Nacional, o constrangimento dos apresentadores ao reportar a libertação das reféns das Farc era visível. A reportagem foi fraca e, entre outras coisas, disseram que o Departamento de Estado dos EUA elogiou o presidente Uribe, “esquecendo” o elogio a Chávez.

Cadê a queda da inflação?

CPMF

Esta carta foi escrita por Fernando Terra e dirigida aos senadores do PSDB e do DEM, que derrubaram a CPMF:

“Prezados senadores do DEM (ex-PFL) e PSDB,

Confesso que não entendo o que está acontecendo…

No final do ano passado, eu, um cidadão bem informado pelos meios de comunicação do meu país, leitor do Globo Online, fiquei, por meio deste, ciente de “um dado alarmante”: segundo pesquisa da Fecomercio de SP, publicada no Globo, duas instituições de grande credibilidade e isenção (Globo e Fecomercio de SP) descobri que nós, brasileiros, gastávamos mais com CPMF do que com arroz, feijão e leite.

Foi a gota d’água! Vocês senadores do DEM e PSDB estavam certos! Tínhamos de acabar com este imposto perverso, que tira o feijão, arroz e leite de nossas famílias!

Eu, leitor esclarecido do Globo Online, fiquei sabendo ainda que a CPMF encarece “em média, 3,3% de cada produto que é consumido” pelas famílias brasileiras, e que com a CPMF o “consumidor vê a cesta básica ficar mais cara mesmo com isenção de outros tributos como por exemplo o ICMS.”

Sejam todos bem-vindos!

ocomprimido

Bom, esse é o primeiro post aqui no blog. Só quero agradecer a todos que estão aqui, lendo mais um blog da TDVProduções, lutando na construção de um mundo melhor.

OCOMPRIMIDO vem com uma proposta bem interessante, reunir os principais assuntos que aparecem na mídia e mostrar um outro lado, aquela coisa que você sempre se perguntou mas nunca soube a resposta. Na tv não dá tempo para se aprofundar nas matérias, ao passo que no jornal os anunciantes mandam em tudo. Aonde encontrar aquele “algo mais”? Aqui!

Espero que gostem das novidades e se adaptem as novas configurações do blog. Contamos com várias inovações, como um sistema onde todos podem contribuir e escrever para o site, isso é muito importante.

Obrigado a todos!