Nos últimos três meses estamos vendo Manchetes alarmistas por toda a parte. Primeiro sobre a suposta reeleição de Lula, que o mesmo desmentiu e a mídia ignorou o fato. Depois de um tempo eis que surge um “novo risco de apagão”, ignorando que houve, nos últimos anos, forte preocupação em evitar que se repetisse o racionamento de energia do fim do governo FHC. Hidrelétricas, termelétricas e redes de transmissão do sul-sudeste foram estendidas ao norte-nordeste, causando impactos ambientais ou não, não vem ao caso agora.
Agora, logo no começo de ano, após longos discursos no ano no passado de que a CPMF aumentava o preço da cesta básica, a própria mídia anuncia uma “explosão da inflação”. Pura hipocrisia. É normal, em qualquer país do mundo, alguns produtos terem altas fortes de preço, que são contrabalançadas pela estagnação ou baixa de outros preços. Alguns alimentos subiram de preço, outros baixaram. E o mesmo acontece com todos os preços da economia. A inflação está controlada. Não há nenhum indício de explosão inflacionária, o índice geral de inflação está abaixo do esperado pelo governo. O que a mídia fez foi selecionar os preços que subiram e ignorar os que baixaram ou que não subiram.
Mais recentemente, vimos manchetes de jornais, telejornais e sites causando pânico ao “avisarem” a população sobre uma absurda “epidemia” de febre amarela no Brasil. Uma dessas manchetes relatava a “primeira morte” em São Paulo, outra uma “primeira morte” em Goiás. No caso de São Paulo, só lendo a reportagem é que se podia descobrir que a pessoa que morreu aqui contraiu a febre no Mato Grosso do Sul.
No UOL, a “jornalista” Eliane Cantanhêde, em coluna intitulada “Alerta amarelo!”, exorta as pessoas a correrem para tomar vacina contra febre amarela. O tom do texto é alarmista. Diz assim:
“Vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem… Vacine-se logo! Senão, Lula, o aedes aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano –e nos seguintes.”
Lula é o “aedes aegypti”. No mínimo engraçado.
O UOL, em manchete, também relata “suspeita” de que “um espanhol” faleceu devido à moléstia. Ora, noticiar que alguém morreu sob “suspeita” de estar com febre amarela, hoje em dia, é como noticiar que uma mulher teve um filho sob “suspeita” de estar grávida. Por isso, espere sentado pela confirmação ou negativa da tal “suspeita”. Se ela existisse, esperar-se-ia a confirmação, que poderia ser obtida em questão de horas, para depois divulgar a causa mortis com segurança. A divulgação da “suspeita” deve-se ao fato de que ela não existia. Foi tentativa – bem sucedida – da mídia de disseminar o pânico.
E por que a tentativa foi bem sucedida? Simples: aqui no Rio de Janeiro, onde o risco de contrair febre amarela é negativa, fui num posto de vacinação essa semana. Irei viajar para Brasília de carro, portanto estou viajando para área endêmica e preciso da vacina. Meu pai, meses atrás, tomou a mesma vacina, pois iria para Mato Grosso do Sul. Demorou 15min na fila. Qual NÃO foi a minha surpresa em saber que não havia mais vacina no posto? Apenas no dia seguinte, após algum tempo de espera, fui atendido. Tal demora decorre do fato de que as pessoas, por todo país, estão correndo desesperadas aos postos de saúde para se vacinar. O atendimento, nesses postos, está sendo afetado e em muitas localidades as vacinas já acabaram. E advinha de quem é a culpa?
Não é preciso ser petista para se revoltar com o que está sendo feito. Não há qualquer orientação das autoridades sanitárias para que as pessoas se vacinem assim, gratuitamente. Até o próprio Fantástico, por meio de um quadro com um Doutor, dismistificou o acontecido (claro, depois que o pânico foi gerado é fácil…). Claro que ninguém sofrerá algum mal por se vacinar à tôa, mas o pânico que a mídia disseminou está atrapalhando os postos de saúde e aqueles que realmente precisam se vacinar, que em algumas partes do país não conseguirão fazê-lo porque os estoques de vacina terminaram.
É nesses momentos que se vê o imobilismo do governo federal em situações-limite. Seria o caso de o ministro da Saúde convocar redes de rádio e televisão para confirmar ou rechaçar a suposta situação epidêmica, e não apenas fazer um anúcio tímido em tv a cabo. O governo permite à mídia faturar politicamente (para a oposição tucano-pefelista) uma suposta epidemia que, se existisse, seria culpa do governo, pois este teria permitido o retorno de uma moléstia erradica há muito tempo no país.
Bom, é por isso que anunciamos aqui um Guia, Passo-a-Passo, de como criar o seu próprio “Caos”. Não é justo que somente a mídia saiba como fazer isso, espalhe boatos para seus amigos, envie e-mails pela internet, divirta-se! Quem sabe um dia a Globo não te chama para trabalhar em seu escritório?
1- Lula é sempre o culpado. Não entendeu? Culpa do Lula!
2- O caos deve atingir a classe média/alta. Quem se importa com Dona Maria, empregada doméstica, que passa 5horas por dia no transporte público? Empresários que se atrasam para seus vôos de primeira classe chamam muito mais atenção.
3- TODOS ESTÃO EM PERIGO!! PROTEJAM SUAS CASAS, SEUS CARROS (comprem vidros blindados do nosso patrocinador) E SUA FAMÍLIA!
4- Lula é sempre o culpado. Ué, vale repetir a dica? Não gostou disso? Culpa do Lula!
5- Por último, lembre do essencial, você deve aparecer como “herói” da história. Não importa se é mentira, VOCÊ descobriu o fato e divulgou as informações pelo “bem” da população. Lembre-se disso.
Espero que tenham gostado das dicas, qualquer dúvida ou sugestão é só perguntar!
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Esqueci de colocar, nessa matéria me baseei no artigo do Eduardo: http://edu.guim.blog.uol.com.br/
Estava fazendo um artigo nesse estilo já, quando li o artigo dele. Com algumas mudanças ficou exatamente o que eu imaginei.




























Muito útil!!!